sábado, 19 de novembro de 2016

“Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim”

 
Nos últimos dez anos, milhares de cristãos foram atacados, raptados, violentados e mortos por militantes naxalitas atuantes no “Corredor Vermelho” da Índia


Índia
Chandan* é uma cristã indiana de 35 anos. Ela estava deitada no chão, com o ombro ferido pelo golpe que acabara de receber. A porta se fechou com um estrondo e ela ouviu o grito do seu marido que estava sendo arrastado para fora de casa. Ela enxuga as lágrimas ao recordar a cena. Agora viúva, Chandan está com seus quatro filhos e vive uma situação difícil por não ter negado a Jesus.

 O casal morava numa aldeia da Índia Central, onde os militantes naxalitas são muito ativos. Eles fazem parte de um grupo militante comunista e também são conhecidos como maoístas. Concentrados no “Corredor Vermelho”, uma área de cerca de 92 mil quilômetros quadrados, eles já controlam várias regiões. Leia a matéria  Cinco cristãos morrem em uma operação anti-maoísta para saber mais. Para esses militantes extremistas os cristãos são vistos como traidores e informantes da polícia.

 Por causa dessa visão, nos últimos dez anos, milhares de cristãos foram atacados, raptados, violentados e mortos. Depois do incidente, Chandan fugiu da aldeia com os filhos. Ela foi encontrada por alguns colaboradores da Portas Abertas e ainda estava em estado de choque. Todos foram socorridos e encorajados por uma passagem da Bíblia, em João 15.18-20.

 “Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês.

 Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês”. Quando Chandan ouviu essa palavra, ficou em silêncio. “Em seguida, oramos, então ela chorou muito. Durante algum tempo ela foi confortada com as nossas visitas e orações. A situação ainda não está fácil. Três de seus filhos continuam internados e ela vive sob grande pressão, necessitando de muitas orações”, conclui um dos colaboradores. Ore por essa situação.

 *Nome alterado por motivos de segurança.

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Postado: 19 de novembro de 2016

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