quarta-feira, 23 de novembro de 2016

É correto celebrar o Natal?

 
 É correto celebrar o Natal?



O pastor-presidente José Orisvaldo Nunes fala sobre a comemoração desta data na Assembleia de Deus


 I – PORQUE CELEBRO O NATAL

 01 – Porque as Santas Escrituras nem ordenam nem proíbem que seja celebrado e segundo entendemos, pecado é a transgressão das ordens divinas e como não há ordem divina proibindo Natal, nada impede que o celebremos.

 02 – Celebro o Natal porque os piedosos anglicanos do século XVI diziam: “O que não é contra as Escrituras é pelas Escrituras e as Escrituras por elas”.

 03 – Celebro o Natal porque os santos reformadores do século XVI o celebraram com muito fervor e alegria: Lutero, Calvino, Melancton, Teodoro Beza, Zwinglio, etc.

 04 – Celebro o Natal porque os maiores avivalistas usados por Deus na história da igreja o celebraram: O Conde Zinzendorf do avivamento morávio, João Wesley, Charley Finney, George Wittefield, Charles Spurgeom, Moody, etc.

 05 – Celebro o Natal porque os nosso pais pentecostais o celebraram com grande zelo: Daniel Berg, Samuel Nystron, Joel Carlson, Nels Nelson, Otton Nelson bem como todos os pastores que os sucederam, tais como Antônio Rego Barros, Gustavo Arne Jonhanson, Juvenal Pedro da Silva, Manoel Pereira Lima e outros em nosso estado e por esse mundo à fora.

 06 – Celebro o Natal porque para Gunnar Vingren, o pioneiro-mor do Movimento Pentecostal Brasileiro, era o culto de mais alegria e também em que mais se alegrava e manifestava os dons espirituais.

 07 – Celebro o Natal, porque nesse dia, através dos cultos especiais muitas almas foram salvas e muitos crentes foram batizados no Espírito Santo.

 08 – Celebro o Natal porque na década de 1980 em um culto de Natal na igreja do Pr. David Yonggi Cho na Coréia, o culto começou pela manhã, emendou com a noite e milhares de crentes foram batizados no Espírito Santo, provando Deus que se agrada desse trabalho natalino.

 09 – Celebro o Natal e aprecio seu dia festivo com comidas especiais pois a Bíblia diz que em dias festivos de muita alegria é lícito “comermos as gorduras e bebermos as doçuras e também enviar porções aos que não tem nada”, como nos dias de Neemias. Ne 8.10. Portanto é bíblico fazer banquetes em dias de alegria.

 10 – Celebro o Natal e aprecio o clima de confraternização e os presentes que são trocados entre amigos, pois isto é bíblico, a Bíblia diz que nos dias de muita alegria o povo de Deus presenteavam uns aos outros como nos dias de Ester. Et. 9.22. Assim sendo há fundamento bíblico para presentear-mos-nos em datas festivas. Observe que nas festas dos judeus se mandavam presentes para os pobres. Jo 13.29. Portanto esse costume é bíblico e saudável.

 11 – Celebro o Natal por ser o fato do nascimento de Jesus, o dia mais importante da humanidade e lembro-me que era eu criança em 21 de julho de 1969 quando os americanos puseram pela primeira vez os pés na lua e o evento foi transmitido pelas TVs preto e branco da época. O presidente Nixon entusiasmado bradou: “Hoje é o dia mais importante da história”. O evangelista Billy Graham estava ao seu lado e o repreendeu imediatamente dizendo: “Perdoe-me excelência, mais o dia mais importante da história ocorreu há cerca de 2.000 anos atrás quando Deus pôs os pés na terra sobre a manjedoura de Belém”.

 12 – Celebro o Natal apesar de saber que não se conhece exatamente o dia do nascimento de Jesus. Para mim pouco importa a data, mas sim a celebração e o sagrado fato de o Filho de Deus ter se feito carne e vindo até nós.

 13 – Celebro o Natal porque este acontecimento foi profetizado por muitos profetas desde o principio do mundo. É um dos assuntos mais badalados do Antigo Testamento. O próprio Deus anunciou este dia quando disse que o Messias viria da semente da mulher. Gn 3.15. Creio que o cumprimento de uma profecia de tão grande dimensão deve ser celebrado com alegria.

 14– Celebro o Natal porque sem Natal não haveria Calvário, nem túmulo vazio e conseqüentemente ninguém seria salvo. Assim: Glória a Deus pelo Natal!

 15 – Celebro o Natal de forma bíblica e espiritual, se alguém celebra o Natal de forma errada e abusiva eu não tenho culpa, é problema do tal. Apego-me ao jargão latino que diz: “O abuso não tolhe o uso.”

 16 – Celebro o Natal porque foi um evento tão magno que fez a corte angelical descer para a esfera terrestre e formar um lindo coral nos céus de Belém. Isto foi inédito!

 17 – Celebro o Natal porque foi o único evento na história que fez uma estrela mudar a órbita para indicar o local onde o Santo menino estava. Nunca antes ocorrera tal coisa!

 II – Sobre os que já não celebram o Natal

 Ultimamente uma parcela dos evangélicos “descobriu” que quem celebra o Natal está celebrando uma festa pagã do deus mitra que era celebrada em Roma cada 25 de dezembro em comemoração do nascimento do deus sol. Dizem que quem celebra o Natal de Jesus, está firmando uma aliança com as trevas e dando legalidade a Satanás para atuar em suas vidas.

 Quero esclarecer aos leitores que se formos cortar de nossa fé tudo que tem um correlato pagão vamos até ter que rasgar nossas Bíblias.

 Observe: O grande teólogo Agostinho dizia que Satanás é o “Simius imitatio Dei.” Traduzindo do latim: “Satanás é o macaco imitador de Deus”. Assim sendo não é a Bíblia, nem a fé nem as práticas cristãs que imitam Satanás, mas sim, Satanás que qual macaco quer imitar as coisas de Deus para confundir.

 Vejamos alguns exemplos:

 1 – Satanás sabia que Jesus nasceria de uma virgem que morreria e ressuscitaria. Pois é, muito antes de Cristo, no paganismo babilônico, criou-se a lenda de que, a deusa Semíramis foi mãe sendo virgem e dela nasceu o deus Tamuz que morreu no inverno e ressuscitou na primavera.

 2 – Muito antes de Cristo vir ao mundo todas as religiões pagãs tinham uma tríade de deuses imitando a santa doutrina da Trindade que é comum a todos os cristãos.

 3 – Em quase todas as religiões pagãs se oferecem sacrifícios cruentos aos deuses (ou seja, sacrifício com derramamento de sangue) coisa esta que foi estabelecida por Deus no Velho Testamento e que findou no sacrifício de Cristo.

 4 – Jesus instituiu a Santa Ceia para que participássemos do seu corpo e do seu sangue. Mas, não só os cristãos têm cerimônia com alimentos, às religiões pagãs também as têm.

 5 – Desde os primórdios que a pomba é aceita pelos cristãos como símbolo do Espírito Santo. Recentemente o paganismo da Nova Era adotou a pomba como um dos seus símbolos.

 6 – Muitas igrejas evangélicas têm as palmas (aplausos) como parte da sua liturgia e a Bíblia não proíbe tal prática, mas a história nos mostra que nos cultos pagãos os gregos batiam palmas para atraírem a atenção dos deuses em seus cultos.

 7 – Os que condenam o Natal como festa pagã celebram seus aniversários com bolos revestidos de glacê branco e velinhas acesas, mas desconhecem que tal prática originou-se no paganismo dos celtas: o bolo representa a deusa lua e a luz das velas o seu brilho.

 8 – Os que condenam o uso do pinheiro natalino dizem que os pagãos adoravam o pinheiro e assim afirmam que o mesmo é um apetrecho idólatra, mas esquecem de que em Oseias 14.8 o próprio Deus se compara a um pinheiro (Na ARC escreve-se faia). Se condenarmos o pinheiro porque os pagãos o tinham como sagrado, vamos amaldiçoar e cortar todas as jaqueiras do mundo, pois os da magia negra fazem sacrifícios sob as mesmas, dizendo que uma entidade sagrada nelas habita.

 9 – Os que condenam o Natal como festa pagã são apaixonados pelas olimpíadas e esquecem ou talvez a ignorância os impede de saber, que as primitivas olimpíadas eram jogos em homenagem aos deuses pagãos. A expressão olimpíadas vem de “Olimpo” que na mitologia grega era a morada dos deuses.

 10 – Quando Deus fez uma aliança com Noé deu o arco como sinal entre Ele e a humanidade, hoje o arco íris é símbolo oficial da comunidade homossexual.

 11 – Grande parte dos evangélicos, inclusive os que dizem ser o Natal uma festa pagã falam línguas, mas hoje em dia pessoas idólatras também falam línguas.

 12 – Muitos evangélicos desses grupos que dizem que o Natal é coisa diabólica usam em seus templos a chamada “estrela de Davi”. Curioso é que os da magia negra usam esse mesmo símbolo nos seus trabalhos de feitiçaria e o chamam de símbolo de Salomão.

 Só nos resta agora dizer a célebre frase de Carlos Drummond de Andrade: “E agora José? !”

 Vamos deixar de crer no nascimento virginal, na morte e ressurreição de Jesus?

 Vamos deixar de crer no Pai, no Filho e no Espírito Santo?

 Vamos rasgar as páginas da Bíblia que falam em sacrifícios com derramamento de sangue?

 Vamos deixar de celebrar a Ceia do Senhor?

 Vamos acabar com o simbolismo da pomba?

 Os que batem palmas em seus cultos vão deixar de fazê-lo?

 Os que são apaixonados por olimpíadas vão desligar a televisão nos próximos jogos de 2020?

 Vamos proibir de falar línguas nas Igrejas?

 Os devotos da estrela de Davi vão arrancá-la de seus templos?

 Será rasgada a página da Bíblia que fala do arco íris?

 Portanto, eu não posso deixar de celebrar o Natal de Jesus. Se o diabo tinha um paralelo imitando o Natal cristão é problema dele.

 Eu não vou deixar de crer na Trindade, no nascimento virginal de Cristo, no sacrifício cruento de Jesus, nem deixar de celebrar a Santa Ceia só porque o diabo tem algo semelhante nas religiões pagãs.

 Não sou eu, nem meus irmãos cristãos que o estamos imitando.

 Ele é quem é o imitador. Se assim fora, todos os cristãos de língua anglo saxônica seriam idólatras, pois na língua deles todos os dias da semana têm o nome de um deus pagão. Por exemplo, em inglês sábado é Saturday (dia de saturno), domingo Sunday (dia do deus-sol), etc. Mas o que são esclarecidos sabem que nem o sábado, nem o domingo, nem as plantas, nem nada neste mundo é dos deuses ou dos demônios mas todas as coisas pertencem ao Senhor pois o salmista disse: “Do Senhor é a terra e tudo que nela há” Sl 24.1.

 Curioso é que esses novos grupos estão deixando de celebrar o Santo Natal, estão, nessa data, celebrando uma festa judaica chamada CHANUKAH ou festa das luzes e curioso é que esta festa nada tem haver com a Bíblia, mas é baseada no livro não inspirado pelo Espírito Santo chamado de Macabeus, um dos livros apócrifos que não são aceitos nem pelos judeus nem pelos evangélicos, mas que essas igrejas recentes estão adotando. Curioso! Celebram uma festa que nada tem haver com a Bíblia e rejeitam o Natal que está claramente na Bíblia! Nas tais igrejas na dita festa do CHANUKAH, colocam na plataforma do púlpito um castiçal de 09 braços e fazem uma novena acendendo uma vela à cada noite. Mas vamos deixar isso para lá. Qualquer semelhança com o paganismo é mera coincidência!

 Notável é que essa tal festa da CHANUKAH é baseada em lendas e fábulas de velhas judias como nos disse o apóstolo Paulo em 1 Tm 4.7 e 2 Tm 4.4.

 Que pena que a falta de conhecimento campeia em muitos desses novos grupos religiosos que surgem a cada dia. É como disse o apóstolo Paulo com os simplórios dos seus dias... “Nada sabem, mas deliram acerca de questões e contendas de palavras das quais nascem invejas, porfias; blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade cuidando que a piedade seja causa de ganho: aparta-te dos tais.” I Tm 6.4,5.

 Assim sendo, celebre o Natal com alegria e diga com os anjos: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra e boa vontade para com os homens”. Lc. 2.14.

 Com muita convicção abracemo-nos uns aos outros e com lágrimas de gratidão a Deus digamos: “Feliz Natal”!



Postado: 23 de novembro de 2016

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