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Pr. José Orisvaldo Nunes: “Se você está atravessando o Vale, saiba que Deus cuidará de ti!”

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Americano preso morre na Coreia do Norte

A família de Otto Warmbier, cristão de 22 anos, confirmou seu falecimento no dia 19 de junho, apenas uma semana depois de ser libertado – em coma – após 15 meses de prisão na Coreia do Norte. Leia a matéria sobre a...

O único lugar onde podíamos adorar

O vento afiado e o frio sopravam na cela da prisão, mas Hea-Woo dificilmente podia senti-lo. Ela dificilmente podia sentir qualquer coisa. “Eu estava dentro das horas da morte; doente, desnutrida e congelada por causa das condições deploráveis da cela da prisão. Eu não pensei que estaria viva para...

Camboja deve construir 500 novas igrejas, após se libertar da repressão comunista

Dezenas de pastores se aglomeraram em torno de Hun Sen, com os smartphones estendidos, engajados para comemorar o primeiro encontro do primeiro-ministro cambojano com os cristãos...

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Como fazer contato com a Igreja Perseguida?

 

No site ou na revista Portas Abertas, você lê uma história que toca o seu coração. O testemunho daquele irmão perseguido edifica sua vida, e você deseja entrar em contato com ele para consolar, agradecer, encorajar. A dúvida é: como você poderá contatá-lo?

 Situações como essa não são raras. O Espírito Santo gera, em muitos cristãos brasileiros, empatia e compaixão para com a Igreja Perseguida. Entretanto, entrar em contato com o cristão perseguido nem sempre é possível.

 Contato benéfico
 O contato que o escritório brasileiro da Portas Abertas tem com a Igreja Perseguida é intermediado pelos colaboradores estrangeiros que vivem ou trabalham nos países em que atuamos. Toma-se esse cuidado para proteger a integridade do cristão perseguido, bem como a de nossos colaboradores, pois seu contato com o exterior nem sempre é benéfico. Em muitos casos, a sociedade em que vivem vê com maus olhos quem recebe ajuda de outros países — essas pessoas acabam sendo julgadas como espiões internacionais ou traidores de seu país.

 A situação varia de pessoa para pessoa, de país para país; leva-se em consideração o estado emocional do cristão perseguido, o contexto atual de sua nação. Quando é declarado que o contato com cristãos de países livres é benéfico, a Portas Abertas organiza campanha de cartas ou outras atividades. Por se tratar de situações delicadas, o contato direto e pessoal é evitado.

 Cara a cara
 Existem duas formas de se ter contato pessoal com a Igreja Perseguida. A primeira é com a visita dos correspondentes internacionais,, que vêm periodicamente ao Brasil, provenientes de diversas partes do mundo. Durante suas pregações você pode ouvir relatos do campo, e após a mensagem, é possível conversar com eles e tirar algumas dúvidas.

 Outra forma é por meio das viagens de campo organizadas por nosso  ministério de viagens, o Sem Fronteiras Essa experiência única possibilita o viajante a ter contato com a Igreja Perseguida e vivenciar um pouco do dia a dia dos cristãos naquele país.

 Texto retirado da seção “Sua vez”, da revista Portas Abertas, edição de junho de 2013. Você pode participar enviando sua sugestão para o e-mail falecom@portasabertas.org.br.

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
 Postado em 30 de dezembro de 2013

Por que não realocamos cristãos perseguidos em outros países?

 

A Portas Abertas entende que, apesar da perseguição, a comunidade precisa da Igreja; de outro modo, “como ouvirão, se não houver quem pregue?” (Rm 10.14). Se a Igreja for encorajada a sair para países mais seguros, seus compatriotas não terão a chance de conhecer e ver Jesus na vida do seu povo

 O foco do ministério da Portas Abertas é fortalecer a Igreja onde ela se encontra, a fim de que seja sal e luz em sua sociedade. Por isso, todos os nossos esforços e recursos são aplicados em levar até a Igreja Perseguida itens de que necessita; em ministrar cursos bíblicos para que resista à oposição ou para que não tenha de ir até outro continente para obter uma formação teológica; em criar formas de os cristãos perseguidos terem sustento em sua própria comunidade, abençoando-a também com seu trabalho.

 Mesmo em situações difíceis, como acontece atualmente na Síria, e como aconteceu com o Iraque durante os anos mais duros da guerra, procuramos trabalhar de modo a fortalecer aqueles que optassem por não fugir do conflito. Assim, foram instituídos até atendimentos psicológicos para os que passaram por experiências de trauma.

 Exceções
 Nesses 58 anos de ministério, há pouquíssimos casos de pessoas que foram resgatadas de seus países e alocadas em outras nações. Em todos os casos, os indivíduos corriam risco de morrer.

 O caso mais conhecido é da cristã eritreia Helen Berhane. Após três anos e meio presa em condições subumanas, Helen foi transferida a um hospital para tratar os ferimentos graves de suas pernas, coluna, nuca e cabeça. A cristã recebeu permissão dos médicos para voltar para casa, mas depois de ser ameaçada, a única solução que pareceu viável seria fugir do país. Assim, Helen fugiu para países africanos, chegando por fim na Dinamarca, onde obteve asilo político.

 Texto retirado da seção “Sua vez”, da revista Portas Abertas, edição de junho de 2013. Você pode participar enviando sua sugestão para o e-mail falecom@portasabertas.org.br.

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
 Postado em 30 de dezembro de 2013

A Portas Abertas Brasil envia missionários?

 

Desde seu início, o chamado da Portas Abertas tem sido “fortalecer o que resta e estava para morrer” (Ap 3.2). Ou seja: o foco da organização é fortalecer a Igreja em áreas onde ela corre risco de extinção, e capacitá-la a ser sal e luz no país em que vive

 A Portas Abertas acredita que a Igreja local é a mais capacitada a alcançar seu próprio povo, pois consegue transmitir o evangelho para sua língua e cultura. Assim, o objetivo de nosso ministério não é ir ao país e evangelizar, e sim habilitar os irmãos a superar a perseguição e pregar o evangelho aos seus compatriotas.

 Quem trabalha no campo?
  Os colaboradores que administram os projetos e as bases da Portas Abertas nos países onde atuamos não são missionários. São funcionários da Portas Abertas Internacional, selecionados e contratados pelas bases de campo, que não têm ligação direta com nossa base no Brasil. Também contamos com a ajuda de voluntários — que podem ser cristãos e entidades do próprio país, ou até mesmo missionários estrangeiros. Todas essas pessoas ajudam na entrega de material, ministração de treinamentos e visitas. Elas são importantes contatos para o trabalho da Portas Abertas na região. A partir de suas informações, conhecemos os casos de perseguição e planejamos os projetos de auxílio aos irmãos perseguidos.

 Como funciona a Portas Abertas no Brasil?
   Cremos que fomos chamados por Deus para cumprir uma tarefa: trabalhar para que a comunidade cristã no Brasil seja permeada pelas necessidades, motivações, visão e valores da Igreja Perseguida, de modo que a Igreja aqui seja impactada e abençoada pela oportunidade de servir aos que sofrem. Embora seja um ministério, a Portas Abertas Brasil é gerida como uma empresa. Nossos colaboradores são escolhidos mediante processo seletivo para realizar as tarefas mais variadas no escritório. Cada um, com seu trabalho, serve à Igreja Perseguida e contribui para cumprirmos a missão que Deus nos deu.

 Texto retirado da seção “Sua vez”, da revista Portas Abertas, edição de junho de 2013. Você pode participar enviando sua sugestão para o e-mail falecom@portasabertas.org.br. 

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
 Postado em 30 de dezembro de 2013

Por que a Portas Abertas não realiza projetos de campo no Brasil?

É comum recebermos perguntas do tipo “Por que a Portas Abertas não ajuda as igrejas mais pobres no Brasil” ou “Por que vocês não agem em favor dos brasileiros que são difamados por causa de Jesus?” Entenda o motivo

 A base do ministério da Portas Abertas encontra-se no texto de Apocalipse 3.2, que despertou o Irmão André, fundador da organização, a procurar por cristãos na Cortina de Ferro: “Fortaleça o que resta e que estava para morrer”. Esse chamado ainda dirige nossa atuação: a Portas Abertas concentra seus esforços em países em que a Igreja está a ponto de morrer caso não receba ajuda externa.

 Sendo assim, atuamos nas nações que têm uma postura mais opressiva contra os cristãos, fortalecendo-os a fim de que permaneçam firmes diante da perseguição e capacitando-os para que sejam a luz de Cristo nesses lugares escuros.

 E o Brasil?
 Entendemos que a Igreja brasileira não se encontra nesse estágio em que uma intervenção externa se faça necessária. Apesar de incidentes, há liberdade para se cultuar e pregar, garantidos pela Constituição.

 Sendo assim, nossa esfera de atuação aqui é outra: conscientizar a Igreja brasileira acerca da realidade da perseguição, mobilizando os cristãos brasileiros a orar, apoiar e agir em favor de seus irmãos na fé.

 Nosso objetivo é que a comunidade cristã no Brasil seja permeada pelas necessidades, motivações, visão e valores da Igreja Perseguida, de modo que a Igreja aqui seja impactada e abençoada pela oportunidade de servir aos que sofrem. Quando os cristãos perseguidos são fortalecidos, eles podem beneficiar e alcançar outros ao seu redor.

 Texto retirado da seção “Sua vez”, da revista Portas Abertas, edição de junho de 2013. Você pode participar enviando sua sugestão para o e-mail falecom@portasabertas.org.br.

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
 Postado em 30 de dezembro de 2013

O que minha igreja pode fazer pelos cristãos perseguidos?

 

Talvez a pergunta acima seja sua também. Saiba como sua igreja pode apoiar a causa dos cristãos perseguidos


 Mobilize a igreja em oração
  A Portas Abertas tem um boletim de oração diário chamado “Vamos Orar”. Este é enviado mensalmente junto à revista e também publicado no site. Você pode criar em sua igreja grupos de oração semanais ou mensais; grupos de mulheres, homens ou crianças, porque a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. (Tiago 5.16)

 Envie cartas de encorajamento
  Enviar cartas aos cristãos perseguidos pode ser um ato bem simples, porém de grande efeito na vida dos nossos irmãos, pois, através de sua carta, eles serão encorajados a permanecerem firmes e não se sentirão sozinhos.  Obtenha instruções e veja as campanhas de cartas que estão vigentes. Nesta página há também o endereço para onde as correspondências devem ser enviadas e modelos de texto.

 Divulgue
 Infelizmente, uma minoria no Brasil conhece a causa da Igreja Perseguida e você pode ser um instrumento de Deus para que seu pastor, seu líder e sua igreja se engajem no socorro aos nossos irmãos que vivem sob perseguição. Realize um culto de missões a cada mês ou dentro da possibilidade do calendário de sua igreja e divulgue a causa de nossos irmãos. Preparamos  uma página em nosso site com recursos que você pode utilizar em sua igreja.

 Não deixe de participar também do DIP (Domingo da Igreja Perseguida) que, em 2014, será realizado em 25 de maio. Visite o site para fazer seu cadastro e receber um kit de materiais gratuito.

 Doe
 Não há valor mínimo ou máximo de doação. Sua igreja pode doar o quanto quiser; tanto mensalmente, através de um carnê de doações, ou através das campanhas online. A cada mês, disponibilizamos em nosso site, campanhas de doações para diferentes projetos, mas, se sua igreja desejar assumir um compromisso mensal e doar via carnê, entre em contato com nosso Canal de Relacionamento através do telefone (11) 2348-3330 ou do email: falecom@portasabertas.org.br.

 Separamos alguns exemplos interessantes de parceiros da Portas Abertas que se envolveram no serviço à Igreja Perseguida e passaram a mobilizar suas igrejas:

 Leandro Ferreira de Souza - Taperuna – RJ
  “Em nossa igreja, costumamos separar um domingo por mês para falar sobre a Igreja Perseguida. Este evento é conhecido como Domingo Missionário. Cada mês, um país diferente. Falamos das necessidades desse país (apresentação de slides), dividimos a igreja em pequenos grupos para orar (acreditamos que nossas orações são verdadeiras flechas que atingem as nações enquanto oramos), e também levantamos uma oferta específica para o país em questão. Esses cultos têm ajudado a igreja local a ampliar a visão de que existe uma Igreja global, amada por Cristo.”

 Roberta Rodrigues de Carvalho Lima - São Paulo – SP
 “O Ministério Estação Crescer (M.E.C.) da Igreja Batista Betel (em Santana - São Paulo) participa do trabalho missionário com os cristãos perseguidos através de momentos de oração e contribuição. As crianças, todo domingo, ouvem sobre um país, seu povo e, utilizando os pedidos do site da Portas Abertas, oram. Depois contribuem com ofertas. Utilizamos fotos, materiais representativos do país, bandeiras e mapas para informar as crianças e tornar mais significativo. Em alguns domingos também oferecemos desenhos para colorir sobre o país.”

 Erany Bonfim da Cruz - Vera Cruz – BA
 “Tiro cópias do boletim Vamos Orar e as entrego para quem de fato vai orar mesmo. Orar de joelhos, por todos os pedidos, um a um. Montei murais com fotos de cristãos perseguidos e pedidos de oração em minha casa e lidero um grupo de oração de mulheres para juntas intercedermos pela Igreja Perseguida ”

 Texto retirado da seção “Sua vez”, da revista Portas Abertas. Esta seção destina-se a esclarecer as suas dúvidas. Caso tenha alguma pergunta, escreva para falecom@portasabertas.org.br.

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
 Postado em 30 de dezembro de 2013

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Preciso encontrar os cristãos perseguidos porque… (13)

 
 …eles me ajudam a amar o mistério da vontade de Deus


A vida cristã envolve viver com o mistério. Muitas vezes, a vontade de Deus é totalmente incompreensível para nós. É assim mesmo que deveria ser, já que os caminhos de Deus são muito maiores do que os nossos, mas isso não significa que seja mais fácil conviver com ele. Viver com mistério é difícil.

 Uma reação que tenho notado entre os cristãos de todo o mundo é tentar transformar mistérios em problemas. Este é um caminho falso. Os problemas são questões "lá de fora" que podem ser resolvidos. Como colocar um homem na Lua é um problema, e não um mistério. Um problema sempre pode ser resolvido com tempo suficiente, recursos e engenho humano.

 Por exemplo, o mal que existe no mundo é um mistério, não um problema. Mistérios não podem ser resolvidos. Chegar a um acordo sobre eles é perfeitamente possível. Podemos tentar tratar o mal como um problema, por meio da oração para a cura ou libertação, ou introduzir uma melhor educação, ou a eleição de líderes morais mais fortes, e assim por diante, mas por mais que tentemos, ele não vai embora. Nós nunca poderemos resolver o "problema" do mal. É um mistério. Nós tentamos entendê-lo da melhor maneira possível, mas temos que viver com ele.

 Cristãos perseguidos não são diferentes dos demais cristãos em muitos aspectos. Eles são cheios de falhas, equívocos e pecados – assim como os cristãos da Igreja brasileira. Também nesta questão de lidar com o mistério da vontade de Deus, apresentam as mesmas características.

 O mistério deve ser vivenciado em silêncio, humilde e cuidadosamente. Nós não devemos ter pressa para explicar o que não pode ser explicado. Lembro-me de uma visita à China onde conheci a casa de um famoso líder da igreja. Nós estávamos falando sobre avivamento.

 Avivamento é um mistério. Por que Deus traz para alguns países e não a outros? Nós não sabemos. Este líder disse que sabia: "Oh, não há mistério para o avivamento. Avivamento é provocado pela perseguição. Você ora por perseguição, e você vai ter avivamento mais tarde."

 Mas, isso é completamente controverso. Muitos irmãos da Igreja Perseguida desconhecem a história da Igreja em todo o mundo. Deus tem trazido avivamento sobre aqueles que não sofrem perseguição. Os grandes avivamentos do século 18 da América e Grã-Bretanha, por exemplo, foram trazidos em grande parte como resultado da pregação de Whitefield e Wesley. Também é notável que há lugares onde a perseguição não trouxe avivamento. Da África do Norte e Oriente Médio, surgiram muitos líderes da Igreja primitiva, como Tertuliano e Agostinho. Agora, só há as ruínas de areia de igrejas e a crescente ascensão do islamismo.

 Os mistérios também devem nos fazer mais honestos. Temos de admitir que "não conhecemos" a Deus. Mas, muitas vezes pedimos para obter respostas, que nós simplesmente não conseguimos manusear.

 Mas, se eu olhar para as experiências, ao invés de olhar para as explicações dos cristãos perseguidos, percebo que, no coração do mistério, não há frustração, mas alegria e graça. O mesmo líder chinês – tão confiante porque sabia a fórmula para o avivamento – também compartilhou uma experiência na prisão: "Eu tinha perdido a minha igreja, minha liberdade, e eu estava começando a perder a minha saúde, então eu gritei a Deus: ‘Por que o Senhor está me deixando passar por isso?’”

 Ele não recebeu resposta formal, mas disse: "Eu senti uma luz dentro de mim que afugentou a escuridão, e eu recebi a companhia de Cristo. Eu não posso explicar mais do que isso, embora Deus saiba que eu tentei. Isso nunca dá certo. Mas o mistério da vontade de Deus foi o que me permitiu repousar sob a confiança de Cristo.”

 Mistérios parecem escuros como buracos negros, mas quando entramos neles, nos encontramos diante de uma descoberta maravilhosa. No centro não há escuridão, mas luz. Esta luz é a luz de Cristo. Paulo descreveu a si mesmo como um "mordomo dos mistérios de Deus." (1 Coríntios. 4.1). Este mistério é o mistério do amor. Não tenha medo do mistério de Deus. É escuro do lado de fora, mas cheio de luz no interior.

 O texto acima foi retirado do livro "15 razões por que precisamos ter um encontro com a Igreja Perseguida" (tradução livre), de Ron Boyd-MacMillan, diretor estratégico da Portas Abertas Internacional.

  Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
 Postado em 25 de dezembro de 2013

domingo, 22 de dezembro de 2013

Morre aos 79 anos a pioneira da Assembleia de Deus em Bebedouro

 
 Irmã Bezinha faleceu aos 79 anos


Irmã 'Bezinha' partiu nesse sábado por complicações decorrentes de um AVC

 Morreu, no começo da tarde desse sábado (21), a mulher que foi a pioneira da igreja evangélica Assembleia de Deus no bairro de Bebedouro, em Maceió. A irmã Berenilda Gomes do Nascimento, carinhosamente conhecida como ‘Bezinha’, iria completar 80 anos em janeiro e não resistiu às complicações de saúde devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que sofreu recentemente.

 O corpo dela ficou exposto para visitação pública na noite desse sábado, além da madrugada e manhã deste domingo (22). Parentes, amigos, membros da igreja e obreiros passaram pela congregação para prestar solidariedade à família enlutada. A cerimônia fúnebre aconteceu às 14h30 e o sepultamento, às 16h, no cemitério de Bebedouro.

 ‘Bezinha’ foi acometida de um derrame cerebral e, por conta do quadro agravado, precisou ficar internada para tratamento. No fim de semana, o estado de saúde piorou e a irmã dormiu no Senhor. Ela faria idade nova no próximo dia 16 de janeiro.

 DEDICAÇÃO

 Enquanto esteve na Terra, dedicou a vida para a obra de Deus. Aceitou Jesus aos 7 anos e mais pra frente os primeiros cultos assembleianos em Bebedouro aconteceram na casa dela. De lá, a obra se expandiu e teve grandes frutos, que permanecem até hoje.

 Por muitos anos, foi coordenadora de ensino no departamento infantil daquela congregação. Passou ainda pelo discipulado, cuidando dos novos convertidos, e pelo círculo de oração para as crianças, trabalho em que ela demonstrava muito amor para fazer.

 “Ela foi uma verdadeira missionária. Dedicou a sua vida para o ensino da Palavra, era uma conselheira e uma grande amiga. Merece homenagem pois foi um exemplo de mulher cristã”, afirmou o jovem Gabriel Paes, de Bebedouro, que diz admirar bastante a trajetória de vida da irmã ‘Bezinha’.
 






 Fonte:http://www.adalagoas.com.br/
 Postado em 22 de dezembro de 2013

domingo, 24 de novembro de 2013

Qual a consciência que opera na gente?

 


Enquanto vivermos nesse mundo, todas as nossas atitudes, tanto as realizadas quanto as pensadas, boas ou más, não escapam dos olhos do Grande Juiz que Reina para sempre.

 O qual um dia iremos prestar contas.
 Além do Eterno, temos também outro sensor que nos admoesta, quando erramos, que é a consciência, caso estejamos abertos à advertência.
 Do nosso modo de pensar, há três tipos de consciências: a sensível, a lerda e a cauterizada.
 Se fazemos algo errado e logo nos arrependemos, graças a Deus, a primeira citada continua bem ativa.
 No entanto, quando isso demora a acontecer, por mais simples que seja a atitude errada, a situação já é preocupante, pois a nossa sensibilidade está ficando adormecida.
 É preciso estarmos alerta! Agora, se estamos fazendo coisas graves que interrompem a nossa comunhão com o Altíssimo, e mesmo assim não sentimos mais nada no tocante ao arrependimento, sem dúvida alguma, estamos caminhando sobre brasas rumo à destruição.
 Por isso, todo o cuidado é pouco no tocante à nossa mente.
 Aliás, não esqueçamos das admoestações que se encontram em Marcos 14. 38; 1 Tessalonicenses 5.17; Provérbios 4. 23; Romanos 12. 1, 2.

 Em Cristo,

 Tadeu de Araújo

Postado em 24 de novembro de 2013

O que falamos das pessoas?

 

Todos nós, sem exceção, enquanto estivermos vivos, uns mais outros menos, nunca deixaremos de comentar a respeito dos outros, sejam próximos ou não.

 É algo do ser humano esse comportamento. E quem diz o contrário, não está dizendo a verdade.
 Há, porém, uma diferença entre assuntos triviais, isto é, corriqueiros, e os maldosos, aqueles que são devastadores à boa imagem dos cidadãos.
 É difícil de entendermos, como é que "figuras", que nunca fizeram parte das amizades de outrem, nem são próximos dos amigos do flechado, conseguem "informações", ou mesmo idealizam-nas e divulga-as por pura maldade.
 Ah, íamos esquecendo: geralmente, quem assim procede, sente-se incomodado pela honra dada por Deus, a inocente vítima, e, por essa razão, o brilho deixa em desespero o não privilegiado.
 Não temos dúvidas de que, quem se encontra na situação mencionada, precisa, urgente, de libertação, pois está preso pelas garras do inimigo.
 Aliás, é bom ressaltarmos que, quem não está trilhando por esse caminho do mal, não se esqueça de orar e vigiar, conforme Marcos 14.38.
 Pois estamos sujeitos a queda. Assim sendo, todo o cuidado é pouco, mas também não esqueçamos das companhias, de acordo 1 Coríntios 15.33.
 Para as nossas meditações, leiamos e coloquemos em prática o que se nos dizem as passagens: Mateus 7.12; Salmo 141.3; Provérbios 21.23.

 Em Cristo,

 Tadeu de Araújo

  Postado em 24 de novembro de 2013

Seu nome realmente é limpo, ou provam o contrário?




Nome, se referindo a ser humano, quer dizer palavra que nomeia uma pessoa.


 Em Provérbios 22.1, diz-nos que "mais vale um bom nome do que muitas riquezas".
 Apesar de reconhecermos ser impossível a perfeição nessa vida, entretanto, cremos que da para ser decente.
 Isto é, zelar pelo mencionado patrimônio.
 No entanto, para que isso ocorra, temos que "vigiar e orar" ( Marcos 14.38), pois a tentação é algo constante enquanto estivermos nessa praia terrestre.
 Aliás, nunca deixaremos de errar, muito ou pouco, todavia, há situações que, se viermos ceder, infelizmente, marcarão nossas vidas para sempre.
 Principalmente, nas cabeças daqueles que se veem palmatória do mundo, donos da verdade, e senhores que se acham acima do bem e do mal.
 Por essa razão, estejamos sempre vigilantes, pois nunca deixará de haver pessoas procurando encontrar deslizes nossos, principalmente graves, para sentir prazer.
 Se alguém pensa o contrário, com todo o respeito, está vivendo no mundo da lua.
 Ressaltamos, porém, por mais que não deixemos brechas para as flechas malignas, não estamos livres de sermos vítimas dos que agem como serpentes peçonhentas. Assim dizemos, pois sabemos o que é isso na própria pele. Dói e não é pouco.
 Acontece, todavia, quando somos inocentes, Deus usa até pessoas que não fazem parte da nossa amizade para contradizer os malfeitores.
 Agora, se já foi provado algo gravíssimo que comprometeu sua dignidade, não se desespere, ainda que lhe acusem a respeito do passado, porque o Altíssimo se encontra com seus braços acolhedores lhe concedendo o perdão ( Provérbios 28. 13 ).
 Além do mais, não faltam os irmãos samaritanos que sentem também a sua dor. Sendo assim, por que desistir do caminho, se a nossa redenção está próxima?

 Em Cristo,

 Tadeu de Araújo

  Postado em 24 de novembro de 2013

sábado, 9 de novembro de 2013

Encontro com rebeldes deixa pastor e família traumatizados

 Rebeldes deixa pastor e família traumatizados


"Foi uma experiência inesperada para mim, ainda mais na presença do meu filho de 16 anos. Cerca de 40 rebeldes invadiram o escritório do ministério que coordeno. Um deles ficou à minha frente, apontando uma arma", contou o pastor Gerald Bomana de uma igreja evangélica em Bangui (capital da República Centro-Africana)

 "Para minha grande surpresa, reconheci um de nossos vizinhos entre eles. Ele vestia um uniforme usado pelos rebeldes. Foi ele quem, provavelmente, os dirigiu para o meu escritório", disse o pastor Bomana a um colaborador da Portas Abertas.

 Rebeldes da coalizão Seleka tomaram o poder na República Centro-Africana após dominarem a capital Bangui no dia 24 de abril. Desde então, bandidos armados saquearam estabelecimentos e fizeram reféns.

 "Devido ao fato de nossa organização fazer um trabalho de evangelização junto às tribos locais, além de cuidarmos de crianças abandonadas, os rebeldes pensam que temos muito dinheiro. Possuímos, também, várias estações de atendimento no interior. Os radicais exigiram então, que eu lhes desse cinco milhões de francos centro-africanos (o equivalente a 23.410,00 reais).

 Quando o pastor Bomana disse a eles que não tinha o dinheiro, os rebeldes replicaram: "Dê-nos três milhões de francos CFA. Essas instalações passarão a ser a nossa sede. Trate também de alimentar nossas tropas. Vamos dar alguns dias para que você providencie o dinheiro, mas saiba que voltaremos em breve."

 Enquanto alguns rebeldes falavam com o pastor, outros membros do grupo saquearam todas as salas do edifício. Eles levaram tudo quanto quiseram: computadores, impressoras, cadeiras, além das dez motocicletas utilizadas para viagens relacionadas ao ministério.

 "Um dos rebeldes se aproximou do meu filho. Lentamente, pegou sua carteira, abriu e retirou os três mil francos CFA que lá estavam. Meu filho ficou apavorado, pois sabia muito bem do que os rebeldes eram capazes", contou Bomana.

 Mas este, infelizmente, não foi o último incidente entre o pastor Bomana e os rebeldes. Um dia depois, o grupo veio à casa do líder. "Os rebeldes vieram à minha casa para saber se eu já tinha arranjado o dinheiro. Minha esposa desmaiou quando os viu.

 Quando souberam que eu não tinha preparado a quantia exigida, partiram prometendo voltar mais tarde."

 O pastor logo percebeu que sua família corria grande perigo. Um amigo aconselhou-o a implorar proteção junto aos oficiais Seleka, hospedando-se no Hotel Ledger. Ele, imediatamente, aceitou a sugestão. Quando contou ao coronel sobre o ocorrido, o homem instruiu o pastor a estacionar os veículos pertencentes ao ministério no hotel a fim de mantê-los seguros.

 "Pusemos os pertences que restaram nos carros e os trouxemos ao hotel. Poucos dias depois, pedi a um colega de trabalho que verificasse se os veículos realmente estavam em segurança.

 Ele descobriu então, que os carros não estavam mais lá. Quando perguntou ao coronel sobre o paradeiro dos automóveis, ele começou a gritar, ordenando-lhe que nunca mais o questionasse sobre o assunto."

 "Percebemos enfim, que havíamos perdido tudo. Então, minha família e eu partimos para um local mais seguro na periferia da cidade. Dias depois, um antigo vizinho nos contou, por telefone, que o tal grupo voltou lá procurando por mim, ameaçando me matar quando me encontrasse."

 O pastor Bomana soube depois, que os rebeldes também tinham procurado por ele em um vilarejo próximo. Em sua busca , os radicais mataram dois membros de uma tribo local. O restante dos moradores, com medo, fugiram para a floresta. Há muitos novos convertidos entre eles.

 "Estou muitíssimo abalado. Não consigo, me concentrar para ler. Minha esposa foi para o Congo e vem sofrendo de problemas cardíacos. Também me preocupo com meu filho que, depois do ocorrido, passou a ter pesadelos frequentemente. Oro para que Deus cure minha família e, em breve, nos una novamente para que possamos, juntos, continuar esta ‘corrida da fé’."

 Pedidos de oração

 Ore pedindo pela cura emocional dos membros da família Bomana, ainda traumatizados. Para que o Senhor os proteja e os supra em todas as necessidades e que os familiares se reúnam novamente em breve.

 Peça pelo consolo de Deus aos familiares daquela tribo local, que tiveram dois parentes mortos.

 Interceda por proteção aos jovens cristãos que fugiram para a floresta; pedindo ao Senhor que os mantenha firmes na fé, apesar das dificuldades que estão enfrentando.

  Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 08 de novembro de 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Você já pode cadastrar a sua igreja no DIP 2014

DIP 2014


"Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados." Pv 31.8

 Uma das maneiras mais eficazes de fortalecer a Igreja e expandir o evangelho é investir no treinamento e cuidado de pastores, evangelistas e líderes. Uma vez instruídos na Palavra de Deus, eles irão repassar esse conhecimento para a comunidade cristã local, encorajando outros a permanecer firmes na fé.

 "A Igreja precisa de treinamento", um pastor africano disse à Portas Abertas. "Após o treinamento, os cristãos assumem sua posição como servos de Cristo. O crescimento deles na Palavra é nítido", continuou.

 O  Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2014 tem como objetivo principal apoiar os pastores e líderes africanos. Eles enfrentam muitos desafios ao evangelizar o povo, principalmente ao norte da África. Desempenhar o ministério "como Deus quer", requer conhecer a Bíblia para que o propósito divino não se perca. Apesar das difíceis condições de vida desses pastores e líderes da Igreja Perseguida, o desejo de cumprir o chamado de Deus se destaca e torna-se um modelo de fé.

 Participe conosco! Inscreva sua igreja e ajude-nos a divulgar a realidade da Igreja Perseguida, para que a Igreja brasileira seja despertada a orar e contribuir. Pastores e líderes fortes, igrejas fortes.

 Não sabe o que é o DIP? Leia aqui.

  Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 08 de novembro de 2013

A Constituição do Egito e a liberdade religiosa

 
 Egito


Atualmente, os cristãos, que compõem 10 a 15 por cento dos 85 milhões de habitantes do Egito, precisam de autorização especial do presidente para construir ou reformar igrejas

 A comissão responsável pela elaboração e revisão da Constituição egípcia votou pela revisão do artigo 47, que garante o livre exercício da religião de todos os cidadãos – e não apenas as três religiões abraâmicas, como um projeto apresentado em agosto havia proposto. O projeto será alterado para incluir todas as minorias religiosas, muçulmanos xiitas e Ba'hai, bem como o islamismo sunita, cristianismo e judaísmo.

 Até mesmo a versão da Constituição revista recentemente está em contraste com a Constituição de 2012 (composta pelo presidente Mohamed Morsi com fortes influências islâmicas) – um dos fatores que levou à revolução popular que resultou na queda de Morsi em julho de 2013.

 O porta-voz da comissão, Mohamed Salmawy afirmou que o novo texto prevê que "o Estado garante absoluta liberdade da prática religiosa" e que "o Estado facilita a construção de locais de culto para todos". Isso se refere ao fato de que o comitê adotou um artigo de transição que irá eliminar as restrições sobre a construção de novas igrejas no país, bem como a renovação de outros templos.

Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 08 de novembro de 2013

Pastor Saeed Abedini é transferido de Evin para outra prisão

Irã


Essa semana, o Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ, sigla em inglês) confirmou através de membros da família do pastor Abedini no Irã, que ele foi transferido da prisão de Evin, em Teerã, para a prisão Rajai Shahr, em Karaj – um lugar ainda mais perigoso, onde ele deverá enfrentar péssimas condições de tratamento e risco de vida

 Segunda-feira (04), um membro da família do pastor Saeed Abedini chegou à prisão Evin, para a visita semanal regular. Lá, ele foi informado que, no dia anterior, o pastor havia sido transferido para fora de Teerã, distante uma hora e meia de carro. O parente viajou então para a prisão Rajai Shahr. Quando chegou, não lhe foi permitido ver Abedini.

 A transferência abrupta e não justificada reforça o sentimento antiamericano no Irã, que está ainda mais intenso. A exemplo disso, segunda-feira também foi o dia em que iranianos saíram às ruas para comemorar o aniversário da tomada da embaixada dos EUA no Irã, em 1979. Durante os protestos, multidões gritavam "Morte à América", em clara oposição à promessa de moderação do presidente atual, Hassan Rouhani.

 O ACLJ afirmou que Abedini está agora em uma das prisões mais perigosas do Irã – onde são mantidos os prisioneiros mais violentos – aqueles que foram condenados por assassinato e estupro. Em 2005, Loes Bijnen, um diplomata holandês da embaixada em Teerã, descreveu a prisão Rajai Shahr da seguinte maneira:

 "Rajai Shahr é o lugar para onde são encaminhados os prisioneiros políticos vistos como um incômodo ao Estado. Ser condenado a esta prisão é uma punição severa. Uma vez lá dentro, você não é considerado mais como um ser humano. Quem é mantido ali, é tirado do mundo, até mesmo dos direitos humanos, da imprensa, ninguém mais tem conhecimento sobre o que acontece com o prisioneiro. Na Rajai Shahr, os presos políticos têm de conviver com criminosos perigosos, como assassinos, estupradores e viciados em drogas, que não hesitam em atacar seus companheiros de cela. Eles não têm nada a perder: muitos deles estão condenados à morte de qualquer maneira. Assassinatos ou mortes inexplicáveis ​​são ocorrências regulares."

 A transferência do pastor Abedini para essa prisão significa um avanço profundamente perturbador do caso e pode ser vista como uma atitude para colocar sua vida em risco. O próprio presidente dos EUA, Barack Obama, falou ao presidente iraniano Rouhani, em setembro, instando-o a libertar Saeed.

 Naghmeh, esposa de Abedini, deu a seguinte declaração em resposta a esta última atualização do caso:

 "A notícia da transferência de Saeed para esta prisão é ainda mais difícil de suportar. Estou arrasada e não sei o que dizer a meus filhos. Estou mais preocupada agora com sua segurança do que em qualquer outro momento durante a sua prisão. Eu só posso imaginar o tormento e a angústia que ele está experimentando. Imagino-o tão indefeso nesta prisão perigosa; sem proteção contra o abuso e a violência de outros prisioneiros; vulnerável a um governo radical que continua a violar os seus direitos. Eu sou grata por tudo que o nosso governo [americano] fez no passado – mas, agora, durante este tempo mais perigoso e incerto – mais uma vez suplico ao nosso governo – incluindo o presidente Obama – a lutar pela vida de Saeed e sua liberdade – peço para que lutem por este cidadão dos EUA. Estou fortalecida pela fé em Jesus Cristo, e continuo a orar pela segurança de meu marido e de sua libertação. Também sou muito grata por aqueles que apoiam Saeed e nossa família."

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Postado em 08 de novembro de 2013

Cristão iraniano Mostafa Bordbah é solto da prisão

 
 Irã


O jovem de 27 anos havia sido condenado a dez anos de reclusão, mas conseguiu sua libertação após três meses de cumprimento da sentença

 Mostafa Bordbah foi solto no último domingo (03). Ele estava na prisão Evin, em Teerã, acusado de participar de uma "organização antissegurança" e "reunir-se com a intenção de cometer crimes contra a segurança nacional iraniana".

 Bordbar foi preso em dezembro do ano passado, durante as celebrações de Natal, e condenado em julho. Ele foi detido por um total de onze meses. Em 30 de outubro, na audiência de apelação do caso, ele foi inocentado de todas as acusações.

 O Irã está sob crescente pressão da comunidade internacional por conta de seu histórico em relação aos direitos humanos, incluindo o número de presos políticos e outros prisioneiros de consciência.

 Em setembro, duas cristãs foram libertadas, uma decisão bem vista internacionalmente. Mitra Rahmati e Maryam Jalili estavam se aproximando do final de suas sentenças, quando foram liberadas, pouco depois do primeiro discurso do novo presidente Hassan Rouhani à Assembleia Geral da ONU em Nova York.

 No dia 18 de setembro, a embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, celebrou em sua conta do Twitter a libertação de prisioneiros iranianos. "Mas isso está longe de ser suficiente", escreveu ela. "Todos os que estão desaparecidos ou detidos injustamente, incluindo Amir Hekmati, Saeed Abedini e Bob Levinson, devem ser libertos também."

 Hekmati está aguardando novo julgamento no Irã sob acusação de espionagem. Levinson foi sequestrado no Irã, em 2007, e acredita-se que permanece sob custódia do governo. Enquanto isso, Abedini, um cidadão americano, nascido no Irã, e pastor, cumpre oito anos de prisão por seu trabalho missionário. Abedini chegou a escrever a Rouhani pedindo justiça e liberdade.

 Pelo menos 300 cristãos foram presos nos últimos três anos no Irã. As acusações mais comuns são ações contra a segurança pública e propaganda contra o regime. Muitos desses cristãos foram presos por participar de "igrejas domésticas".

 "Ao lançar essas acusações contra os cristãos, tanto o governo como o judiciário cometem um erro de Direito porque as reuniões cristãs servem apenas para que eles adorarem a Deus juntos, leiam e estudem a Bíblia; nada tem a ver com o regime. Eles não têm o objetivo de realizar qualquer atividade de cunho político. Portanto, estes julgamentos são equivocados", afirmou o advogado de direitos humanos Attieh Fard ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

 Fard pediu ao presidente Rouhani para que ele honre as promessas feitas na ONU, em Nova York, libertando os 42 cristãos presos e os outros 45 que aguardam julgamento. A vitória de Bordbar no tribunal aconteceu uma semana após outros quatro cristãos iranianos serem condenados por acusações semelhantes.

  Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 08 de novembro de 2013

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Língua: construindo ou destruindo?

 

 Língua

 Foram-nos dados: dois olhos, dois ouvidos e dois narizes; mas, apenas uma boca.
 E, dentro da mesma, foi colocada uma língua. Melhor dizendo, num gradeado.
 No entanto, mesmo assim, quando essa não está sendo policiada e submissa ao Autor da vida, corre-se o risco de provocar, tanto pequenas intrigas quanto grandes tragédias.
 Aliás, independente da pessoa gostar de conversar ou ser avesso a conversa, todos estão sujeitos a ser vítima ou réu.
 A título de esclarecimento, gostar de conversar, não é sinônimo de maldoso.
 Assim pensamos, pois a pessoa pode ser muito comunicativa, entretanto, não ser irresponsável no tocante aos assuntos que são tratados.
 É claro que isso não quer dizer que não possa acontecer, de maneira acidental, deslizes, isto é, comentários não trágicos, mas infelizes.
 Trata-se da imperfeição da qual não escapa ninguém.
 Sobre o imprudente, poderá tratar-se de uma pessoa por demais calada, todavia, das poucas vezes que se manifesta, venha ser causador de grandes estragos.
 Assim sendo, para sermos maléficos depende exclusivamente da gente.
 A nosso ver, é fundamental que nunca confundamos: uma coisa é discordarmos de atitudes erradas, outra, entretanto, é ofendermos a honra de outrem.
 "Somos escravos das palavras que falamos, mas senhores daquelas que não proferimos".
 Leiamos, releiamos, mas, acima de tudo, retenhamos o que se encontra em Tiago 3.

 Em Cristo,
 Tadeu de Araújo

  Postado em 07 de novembro de 2013

Afinal, o que é prosperidade?

 
 prosperidade


Na Bíblia Sagrada, não há sequer um versículo que dê respaldo, quer à "teologia da "prosperidade", ou a da "miséria".
 O homem, entretanto, depois da queda no Jardim do Éden (Gênesis 3), perdeu a tranquilidade a qual desfrutava e, consequentemente, ficou sujeito às mais diferentes mazelas, tais como: a dor, a fome, as doenças, a morte etc...
 Assim sendo, enquanto estivermos nessa vida, sempre estaremos enfrentando todos esses males, por causa do pecado que afetou a toda humanidade.
 Por essa razão, os defensores da "teologia da prosperidade", que prometem uma vida sem problemas àqueles que seguem a Cristo, são irresponsáveis vendedores de ilusões.
 Melhor dizendo, garantem um "paraíso" ilusório.
 Aliás, é fundamental trabalharmos para ter uma vida próspera, desde que isso não se transforme em obsessão. Pois não vale apena.
 Não se deve negar o bem-estar que o dinheiro proporciona àqueles que o possuem em grande abundância. O mesmo resolve "quase" tudo.
 É preciso, entretanto, não esquecermos a advertência que o Mestre deixou-nos em Lucas 12. 15- 21.
 Além do mais, quando as pessoas começam a ser escravas do vil metal, aí sim, a situação é por demais perigosa ( Eclesiastes 5.10; 1 Timóteo 6. 7- 10).
 A bem da verdade, quantas pessoas nessa vida são ricas e chegam a tirar a própria vida?
 Ressaltemos também, e tantas outras que não têm paz, que dormem sobre o efeito de medicamentos controlados, que temem perder os bens que possuem, muitas vezes adquiridos de maneira ilícita?!
 Enquanto milhões de pobres que sofrem para garantir o pão de cada dia, no entanto, não se encontram em desespero?
 Do nosso ponto de vista, nem riqueza ou pobreza, consegue apontar o ser próspero.
 Agora, quem tem Jesus como Salvador e também como Senhor, certamente possui a "Verdadeira Prosperidade". Independente da condição material.
 Ele é o nosso "Bem Maior".

Em Cristo,
 Tadeu de Araújo

 Postado em 07 de novembro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Líderes da Igreja cubana publicam declaração conjunta sobre liberdade religiosa

 
 Cuba


Líderes religiosos cubanos encerraram visita a Washington DC com a publicação de uma declaração conjunta que leva o nome de "Trinta questões para o governo cubano". A elaboração do documento visa demonstrar que a liberdade de religião e crença não é respeitada pelo governo de Cuba

 Responsáveis pela redação do documento, o Reverendo Mario Felix Lleonart Barroso, a missionária Yoaxis Marcheco Suarez e o Apóstolo Omar Gude Perez representam uma organização religiosa histórica legalmente reconhecida e um novo movimento religioso, considerado ilegal pelo governo cubano. O trio passou uma semana em Washington numa visita facilitada pela Christian Solidarity Worldwide (CSW). Eles se reuniram com líderes políticos e ONGs, para informá-los sobre as constantes violações da liberdade de religião ou crença em Cuba.

 A declaração e as perguntas delinearam as preocupações mais proeminentes levantadas pelo grupo, incluindo a contínua recusa do governo em estender o reconhecimento oficial de grupos religiosos mais recentes; a aprovação ou negação de direitos a grupos registrados com base no apoio político e cooperação; e a autoridade absoluta sobre as organizações e atividades realizadas pela Secretaria de Assuntos Religiosos (ORA) do Comitê Central do Partido Comunista Cubano.

 O grupo levantou questões como: prisões em massa durante a visita do Papa Bento XVI e novas restrições impostas no país, incluindo um decreto que, a partir de janeiro de 2014, fará com que as igrejas e os grupos religiosos não sejam mais capazes de manter contas bancárias. Esse fato também faz com que contas individuais existentes sejam consolidadas em uma única conta por denominação/organização, o que prova que o governo não está interessado em reformas verdadeiras que protejam a liberdade religiosa.

 O missionário Marcheco, blogueiro e professor do Seminário Batista Luis Manuel Gonzalez Peña, também chamou a atenção para a intromissão excessiva do governo nos assuntos internos das organizações religiosas, apontando que as atas e decisões de cada reunião interna deve ser entregue para a aprovação da ORA.

 O Apóstolo Gude Perez, líder nacional de um grupo carismático do Movimento Apostólico dentro de Cuba, expressou frustração com o contínuo assédio contra suas igrejas afiliadas, supostamente por seu grupo não possuir registro legal, praticado pelos mesmos oficiais do governo que negaram repetidamente suas sucessivas tentativas de registro.

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 14 de outubro de 2013

Buscando por misericórdia

 
Arábia Saudita


Hajj: nesta segunda-feira (14), cerca de 4 milhões de muçulmanos peregrinos estarão diante do Monte Arafah, também conhecido como o Monte de Misericórdia, a colina de granito que fica a leste de Meca, a capital religiosa da Arábia Saudita

 É nessa colina onde multidões de muçulmanos finalizarão sua Hajj (peregrinação), a maior experiência de vida no lugar mais sagrado onde um muçulmano pode estar: diante de Alá, pedindo por misericórdia.

  Segundo o Islã, foi no Monte Arafah que o profeta Maomé fez seu “ultimo sermão” aos seguidores que o acompanhavam desde o primeiro Hajj até o fim de sua vida. Os olhos e corações de muçulmanos do mundo inteiro estarão focados na crescente multidão próxima a Meca, enquanto passam o dia inteiro no monte, suplicando a Alá pelo perdão dos seus pecados.

 Esta é considerada a experiência mais importante, exaustiva e cara da vida de um muçulmano. Milhares passam a vida inteira guardando dinheiro, colocam em risco as necessidades básicas de sua familia, e até vendem terras e outras posses, tudo na esperança de um dia poder eventualmente ter dinheiro suficiente para esta viagem, visitar a tumba do profeta Maomé e, de alguma maneira, de acordo com suas crenças, chegar o mais próximo possível de Alá.

 Quando chega o dia em que finalmente poderão tornar seu sonho realidade, o homem veste roupas brancas simples, e a mulher veste também uma roupa branca e um véu. A cor simboliza o desejado estado de pureza que esperam conseguir ao final dos rituais. Eles estão viajando agora das partes mais distantes do globo para a Arábia Saudita através de ônibus, barcos e aviões.

 O maior desejo do coração de cada um dos peregrinos é encontrar Alá e pedir desesperadamente pelo perdão de todos os pecados que cometeram e cometerão no decorrer de suas vidas. A peregrinação a Meca é um dos cinco pilares do Islã, juntamente com a profissão de fé, as orações diárias, o jejum durante o ramadã – mês sagrado e a esmola dada aos pobres (Zakat).

 No Monte de Misericórdia, nessa segunda-feira, haverá muitas lágrimas e lamentos. Em árabe, mandarim, urdu, turco, inglês, francês, alemão e em muitas outras línguas. Será uma cena comovente e de tirar o fôlego. Todos esses esforços físicos, emocionais e financeiros serão oferecidos para que, talvez, consigam alcançar o perdão.

 Essa é também a ocasião em que os muçulmanos relembram a famosa história quando Abraão ofereceu a Deus seu filho Ismael (de acordo com o Alcorão), e não Isaque, como sacrifício. Durante toda a madrugada de terça-feira (15), os muçulmanos festejarão através do abate de ovelhas ou vacas, derramando seu sangue (uma analogia ao sacrificio de Abraão).

 Junte-se a nós em oração por eles. Para que o amor e a graça do nosso Deus os alcance.

 "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que segundo a Sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos". 1 Pedro 1.3

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 14 de outubro de 2013

Pode um Estado moderno ser governado pela lei islâmica?

 


Uma nação deve ser definida por língua e território, governo ou fé? A análise a seguir foi escrita pelo filósofo Roger Scruton e publicada na BBC Brasil em 15 de setembro. Segundo Scruton, para entendermos o que está acontecendo no Oriente Médio hoje, precisamos voltar ao período logo após a Primeira Guerra Mundial

 Nos anos pós-Primeira Guerra Mundial, o Império Austro-Húngaro tinha sido destruído e das ruínas emergiram vários Estados-Nação. Esses países - entre eles, Áustria, Hungria, Romênia e a antiga Tchecoslováquia - não eram criações arbitrárias. Suas fronteiras refletiam divisões antigas de língua, religião, cultura e etnia. E embora esse arranjo tenha se desfeito no decorrer de duas décadas, isso se deveu, em parte, à ascensão do nazismo e comunismo - ambas ideologias de conquista.

 Hoje, os Estados-Nação da Europa Central parecem naturais e inquestionáveis. São entidades políticas estabelecidas, cada uma com um governo eleito por cidadãos que vivem em seus solos.

 Quando o Império Austro-Húngaro desmoronou, o mesmo ocorreu com o Império Otomano, cujos territórios abrangiam o Oriente Médio e o norte da África. Os aliados vitoriosos dividiram o Império Otomano em pequenos Estados. Mas a maioria desses novos países só conseguiu existir como democracias durante breves momentos.

 Muitos vêm sendo governados por clãs, facções religiosas, famílias ou militares, normalmente - como é o caso da Síria - com o auxílio de violenta supressão de qualquer grupo que questione o poder estabelecido.

 As pessoas com frequência explicam a relativa ausência de democracia no Oriente Médio argumentando que a divisão atual da região em territórios não tem qualquer relação com a identidade dos povos que neles vivem. Em alguns países, o arranjo funcionou.

 Turquia

 Ataturk, um general do Exército turco, foi capaz de defender a porção do império unida pelo idioma turco e transformá-la em um Estado moderno baseado no modelo europeu. Mas em outros países que resultaram do arranjo, muitos habitantes tinham sua identidade definida com base em religião - em detrimento de outros valores.

 Hassan al-Banna, fundador da Irmandade Muçulmana em 1928, disse a seus seguidores que sua maior prioridade era reunir os muçulmanos do mundo em um Estado islâmico supranacional - ou Califado.

 A imposição de fronteiras nacionais sobre povos que se definem em termos religiosos resulta no tipo de caos que temos observado no Iraque, onde sunitas e xiitas brigam pelo poder. E resulta também em um caos ainda maior, que observamos agora na Síria. Ali, uma facção islâmica minoritária - os alauítas - vem mantendo um monopólio sobre o poder desde a ascensão da família Assad.

 Europeus, em contraste, tendem a definir a si próprios em termos nacionais. Em situações de conflito, é a nação que precisa ser defendida. E se Deus um dia ordenou de outra forma, então é hora de ele mudar de ideia.

 Entre os muçulmanos, no entanto, esse tipo de pensamento é inaceitável. A religião islâmica se baseia na crença de que Deus criou uma lei eterna e cabe a nós nos submeter a ela. Isto é o que a palavra Islã significa: submissão.

 O Islamismo sunita era a religião oficial dos otomanos. Nenhum outro tipo de Islamismo era reconhecido formalmente. Judaísmo, zoroastrismo e facções do cristianismo eram tolerados. Mas a história oficial, ao longo de vários séculos, era a de que o império era governado pela Sharia - a lei sagrada do Islã - acrescida de um código civil e pela lei doméstica de várias facções permitidas.

 Ataturk aboliu o Sultanato e estabeleceu um novo código civil, baseado em precedentes europeus. E criou uma constituição que expressamente rompia todos os vínculos com a lei islâmica, proibia formas islâmicas de vestimenta, bania a poligamia, impunha um sistema laico de educação e urgia lealdade à terra turca como dever primário de todo cidadão turco.

 Em qualquer crise, o cidadão deveria se identificar primeiro como turco. Só depois como muçulmano. Ataturk também autorizou o consumo de álcool, para que o povo turco pudesse brindar à sua nova condição da maneira preferida pelo general.

 Ataturk remodelou a Turquia como um país aberto e próspero, que nada devia ao mundo moderno. Porque foi transformado em uma nação definida por língua e território, não por um partido ou fé.

 O sufrágio universal para adultos de ambos os sexos foi introduzido na Turquia em 1933. E o país continua a ser governado por um sistema legal cuja autoridade emana de legisladores humanos - e não de revelações divinas.

 Ao mesmo tempo, a população turca é quase inteiramente muçulmana e sente uma inevitável nostalgia pelo estilo de vida puro e bonito evocado pelo Alcorão - livro sagrado dos muçulmanos. Existe, portanto, uma tensão entre o Estado laico e os sentimentos religiosos do povo.
 
 Ataturk tinha consciência dessa tensão e apontou o Exército como o guardião da constituição laica. Ele impôs um sistema de educação para oficiais do Exército que os tornaria instintivamente opostos ao obscurantismo do clero. O Exército seria um advogado do progresso e da modernidade, colocando o patriotismo acima da piedade nos corações do povo. Em obediência ao papel que lhe foi atribuído, o Exército turco interveio várias vezes, desde então, para preservar a concepção de Ataturk.
 
 Os militares tomaram o controle, por exemplo, em 1980, quando a União Soviética tentava subverter a democracia turca e nacionalistas e esquerda brigavam nas ruas. O Exército também fez sua presença clara em anos recentes, quando o governo do primeiro ministro Recep Erdogan retrocedeu alguns passos, em direção aos antigos valores islâmicos.
 
 O Partido da Justiça e Desenvolvimento de Erdogan é, em princípio, laico. Mas o primeiro ministro é um homem do povo e um muçulmano devoto, que acredita que o Alcorão contém um guia único para a vida humana, inspirado por Deus.

 Ele não está feliz com uma constituição que coloca o patriotismo acima da devoção religiosa e que faz o Exército - e não a mesquita - o guardião da ordem social. O primeiro ministro já colocou um grande número de importantes oficiais do Exército no tribunal, acusados de subversão. Alguns estão na cadeia, em prisão perpétua.

 Os julgamentos foram denunciados como inválidos, mas os que fazem as denúncias correm o risco de ser acusados de subversão. Jornalistas que se opõem às políticas de Erdogan tendem a acabar na cadeia. Jornais que criticam o primeiro ministro se veem às voltas com exigências absurdas do fisco ou recebem multas gigantescas. E protestos populares são esmagados com tanta força quanto seja necessário. Na Turquia, hoje, fazer oposição está ficando perigoso.

 O caso turco ilustra vividamente o caso de que democracia, liberdade e direitos humanos não são uma coisa única, e, sim, três. Erdogan tem muitos seguidores. Venceu eleições três vezes, com maioria significativa. Mas liberdades elementares tidas como normais no Ocidente vêm sendo prejudicadas - e não reforçadas - nesse processo.

 Egito

 O exemplo egípcio é ainda mais pertinente. A Irmandade Muçulmana sempre teve como alvo ser um movimento de massa, procurando se estabelecer com o apoio da população. Mas seu mais influente líder, Sayyid Qutb, denunciou a ideia de "Estado laico" como uma espécie de blasfêmia, uma tentativa de usurpar a vontade de Deus passando leis que têm meramente uma autoridade humana.

 Qutb foi executado pelo presidente Nasser, que assumiu o poder após um golpe militar. Desde então, a Irmandade Muçulmana e o Exército vivem em constante disputa. A Irmandade quer estabelecer um governo populista e ganhou uma eleição que, em sua interpretação, autorizou a transformação do Egito em república islâmica.

 Os pôsteres dos seguidores de Morsi não advogavam democracia ou direitos humanos. Eles diziam: "Todos nós estamos com a Sharia". Em resposta, os militares disseram: Não. Apenas alguns de nós estão. Então, por que um Estado moderno não pode ser governado pela lei islâmica? Esse é um assunto polêmico, sobre o qual estudiosos formularam muitas opiniões.

 Lei humana X lei divina

 Aqui - válida ou não - está a minha: As escolas originais da jurisprudência islâmica, que surgiram durante o reinado do Profeta em Medina, permitiam que juristas adaptassem as leis às necessidades da sociedade, em transformação constante. Esse processo de reflexão é conhecido como ijtihad, ou esforço.

 Mas esse processo parece ter sido interrompido no século 8, quando foi determinado pela escola teológica dominante naquele período que todos os assuntos importantes já estão definidos e que o "portão da ijtihad está fechado".

 Tentar implementar a Sharia hoje cria o risco de que um sistema de leis criado para governar uma comunidade desaparecida há muito tempo seja imposto sobre a população, sem que esse sistema possa ser adaptado às circunstâncias mutáveis da vida humana. Resumindo: a lei laica se adapta, a lei religiosa meramente resiste.

 Além disso, como a Sharia não se adaptou, ninguém sabe realmente o que ela quer dizer. Ela ordena que matemos adúlteros a pedradas? Alguns dizem que sim, outros dizem que não. Ela nos diz que investir dinheiro para receber juros é proibido? Alguns dizem que sim, outros dizem que não.

 Quando Deus faz as leis, as leis se tornam tão misteriosas quanto ele. Quando nós fazemos as leis, e as fazemos para nossos próprios fins, podemos estar certos do seu significado.

 A questão, agora, é "quem somos nós?". Que maneira de definir a nós mesmos reconcilia eleições democráticas com oposição verdadeira e direitos individuais? Esta, a meu ver, é a questão mais importante a desafiar o Ocidente hoje.

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 14 de outubro de 2013

O que você daria a Wasihun no Dia das Crianças?

 
 Etiópia

A criança estava inconsolável. "Eles o esfaquearam até a morte", as palavras jorravam de seus lábios. Wasihun tem apenas 7 anos, mas parece um adulto. Ele ouvia atentamente cada palavra da conversa dos mais velhos, rompendo em lágrimas muitas vezes. "Eu estava segurando em suas pernas quando o arrastaram pelo chão”

 O relato a seguir é de autoria de um colaborador da Portas Abertas que visitou a família de Wasihun, na Etiópia, logo após o assassinato de seu pai.

 “Conheci muitas crianças em circunstâncias semelhantes às da família de Wasihun. Vi crianças chorando ao ver a dor de suas mães; chorando sem realmente entender por que o estavam fazendo. Mas Wasihun não. Ele entendia completamente.

 Durante nossa conversa, o menino interrompeu diversas vezes sua mãe para nos explicar exatamente como haviam matado seu pai. Seus olhos gritavam de dor. ‘Eu estava segurando em suas pernas quando o arrastaram pelo chão’. Meu intérprete não aguentou e desabou.

 Peguei Wasihun e o abracei. O que eu poderia dizer para consolá-lo? Inclinando-se contra o meu peito, ele chorava sem parar: ‘Meu pai me prometeu trazer milho assado amanhã.’

 Ali estava eu com essa família do distrito remoto de Hareto, Estado de Oromia, no oeste da Etiópia, apenas dois dias após o trágico assassinato. O que eu via era uma família enlutada - mãe e oito filhos entre 2 e 16 anos - completamente arrasada pelo trauma que havia experimentado e pelo amargo pesar que estava enfrentando.

 Quando o crime aconteceu, em meados de agosto, ninguém veio em seu socorro. Buze, a esposa, e os filhos assistiram, impotentes, Motuma Kemede morrer.

 Para este humilde homem de quarenta anos, o dia começou como a maioria dos outros. Ele se levantou cedo e se preparou para ir a uma fazenda próxima, onde trabalhava durante toda a época de chuvas. Nos meses secos de inverno, ele trabalhava como comerciante, viajando pelos arredores para comprar e vender itens por um lucro mínimo.

 A família de Motuma é a única cristã numa aldeia animista. A comunidade cada vez mais hostil conhecia Motuma por sua dedicação ao evangelho e à congregação da qual fazia parte em uma aldeia vizinha. Mas eles não apreciavam a sua devoção.

 Como muitos outros cristãos da região, Motuma era insultado e advertido verbalmente a renunciar sua fé. As ameaças não o preocupavam, uma vez que estava ocupado demais tentando prover sua grande família, que incluía um filho adotivo, enquanto lutava contra sua debilidade física.

 ‘Foi no meio da noite quando invadiram a nossa casa. Fiquei em estado de choque. Não sabia o que dizer ou fazer. Eles colocaram a luz de suas lanternas diretamente em nossos olhos para que não pudéssemos ver seus rostos. Havia três deles dentro de casa enquanto outros esperavam do lado de fora. Eu os ouvi gritando uns com os outros: esfaqueiem-no! Quando eu perguntei por que estavam nos atacando, eles gritaram para que eu calasse a boca. Eles atingiram primeiro o meu marido com uma lança em suas costas . Motuma estava deitado sobre Defary , nosso filho de 2 anos , para protegê-lo. Mas arrastaram Motuma para fora da casa pelas pernas. Mesmo na rua continuaram a golpear a parte superior do corpo com facões. Eu gritava por socorro, mas ninguém veio. Eles bateram com um pedaço de pau no meu braço direito. Estávamos sozinhos. Todas as crianças ficaram chocadas ao ver como mataram o seu pai’, contou Buze, atordoada.

 Todas as crianças choravam enquanto Bachu tentava explicar o que tinha acontecido. Normalmente tentamos tirar as crianças em tais circunstâncias antes de começarmos a falar com o cônjuge sobrevivente. Mas essas crianças recusavam-se a sair do lado de sua mãe.

 Buze agora está indo embora para cuidar de seus filhos Demina (16), Wasihun (7), Chimdesa (4), Defaru (2) e filhas Bachu (15), Meskereme, (12), Raju (8) e Ulule (5).

 O líder da igreja de Motuma, pastor Emanuel, nos disse que o assassinato não deve ser visto como um caso isolado ou ocasional de violência. ‘A igreja tem sofrido uma série de ameaças e oposições’.

 ‘Minha família e eu enfrentamos ameaças constantemente. Meus filhos foram ameaçados no caminho para a escola. Os moradores costumavam jogar sobre eles pequenos pedaços de papel com ameaças rabiscadas. Por fim, minha esposa não suportou mais e decidimos que minha família se mudaria enquanto eu permaneceria para continuar o trabalho.’

 ‘Mas as ameaças continuaram. Não me atrevo a caminhar pelas redondezas depois de escurecer. Frequentemente jogam pedras em nós quando nos reunimos para adorar. Tivemos nosso gado envenenado e ovelhas roubadas. No ano passado, destruíram a minha colheita. Essas coisas são comuns para nós.’

 ‘Os animistas estão tentando nos forçar a participar de seus rituais, mas dizemos cuidadosamente que é contra a nossa fé fazê-lo. Tenho amigos entre eles que já me alertaram sobre o fato de que eles estão procurando maneiras de matarem a mim e a outros membros de nossa igreja. Mas Deus me chamou para servir aqui, e eu não posso ir embora’, comentou o pastor Emanuel.

 A Portas Abertas continua envolvida com a igreja local nesta e em outras regiões de Oromia, na Etiópia, onde a perseguição tem se intensificado. Ajudamos a cobrir os gastos imediatos de Buze e seus filhos. Também cobrimos as matrículas das crianças na escola, uniformes e material escolar para este ano letivo. Em acordo com a igreja local, estamos procurando maneiras de ajudar a família por um período maior.”

 Pedidos de oração

 • Ore pelo conforto de Deus para Buze e seus filhos. Todos estão profundamente traumatizados.
 • Além da cura emocional que a família precisa desesperadamente, também necessita da proteção de Deus.
 • O pastor, a igreja local e a Portas Abertas permanecerão muito envolvidos no caso. Ore para que seja aplicada a melhor maneira de apoiar a família em longo prazo.
 • Interceda para que o Senhor proteja e capacite o pastor Emanuel e sua igreja para alcançarem a comunidade animista que os cerca.

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 14 de outubro de 2013

DINAMI: Dia Nacional de Missões

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Janela 10/40 O Maior Desafio Missionário da Atualidade.

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