quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ilustração

A fúria de Satanás contra a obra missionária:

“Bem, quais são as novidades? Indagou Satanás, olhando com expressão de inquirição em seu rosto. As melhores! Respondeu o príncipe do Alasca, que acabara de entrar. Algum dos esquimós já ouviu o Evangelho? Perguntou o ansioso líder, com os olhos fixos no anjo caído. Nenhum! Replicou o príncipe, inclinando-se profundamente. Não, de fato nem uma única pessoa. Tenho providenciado para que isso jamais aconteça. Quaisquer tentativas? Insistiu o seu senhor, com tons de autoridade. Alguém já tentou entrar?
Sim, mas os seus esforços foram frustrados antes que aprendessem uma única palavra do idioma! Retrucou o príncipe, com uma nota de triunfo na voz. Como? Conte-me como sucedeu isso? Satanás estava ansioso para ouvir. Bem, começou o príncipe: eu estava percorrendo os meus domínios, para lá e para cá; tendo penetrado muito pelo Círculo Ártico, a fim de visitar uma das tribos mais isoladas, subitamente fui informado que dois missionários estavam a caminho, vindos do outro lado do rio. Eles haviam desembarcado com seus trenós puxados por cães e já estavam bem no coração do meu reino, o Alasca, com destino à maior tribo dos esquimós, imediatamente dentro do Círculo Ártico. Sim, e que fizeste? Interrompeu Satanás, impaciente para ouvir o clímax da história.
- Em primeiro lugar, reuni as hostes das trevas sob o meu comando e efetuei um concílio. Muitas sugestões foram apresentadas. Finalmente, concordou-se que a maneira mais fácil seria de congelá-los até à morte. Descobrindo-se que eles partiriam naquele mesmo dia para uma tribo distante, e que com toda a probabilidade seria preciso um mês para alcançar os campos congelados que se interpunham, começamos imediatamente as operações. Com os corações incendiados para tornar conhecida a Mensagem, partiram corajosamente. Porém, cerca de uma semana mais tarde, repentinamente o seu trenó de alimentos passou por cima de gelo fino, que não suportou o peso, e quase se perdeu imediatamente. Cansados e exaustos, foram prosseguindo bravamente, apesar de serem novatos nas vastas terras do Norte, e não estarem aptos para aquilo. Finalmente, quando já estavam cansados e sem alimento, quase prontos para desistir, baixei a palavra de ordem, e em breve o vento começou a soprar num vendaval; a nevasca caiu a ponto de cegar, e antes de amanhecer, graças ao fato que tu, senhor meu, és o príncipe da potestade do ar, já estavam congelados.
Excelente! Tu me serviste bem, comentou o querubim caído, com uma expressão de agradecimento em seu rosto. E tu, que tens para contar? Continuou ele, voltando-se para o príncipe do Tibete, que escutara a conversa com evidente satisfação. Também tenho uma história que muito deleitará vossa majestade, respondeu o interpelado. Ah! Foi feita alguma tentativa de invadir o teu reino também, meu príncipe? Inquiriu Satanás com interesse crescente. Se houve! Replicou o príncipe. Como? Conta isso, ordenou Satanás, pondo-se imediatamente alerta.
Eu estava cuidando dos meus deveres no coração do Tibete, explicou o príncipe, quando chegaram até mim notícias de que uma Igreja fora especialmente organizada para trazer o Evangelho ao meu reino. É preciso que saibas, meu senhor, que imediatamente convoquei as minhas forças a fim de discutirmos toda a situação; finalmente concordamos sobre um plano que prometia sucesso. Com grande determinação, dois homens enviados por aquela Igreja, atravessaram a China e ousadamente ultrapassaram a fronteira, penetrando na Terra Proibida. Permitimos que avançassem durante cerca de três dias de viagem, e então, quando começava a escurecer, dois selvagens, daqueles que podem ser encontrados em todo o território, saltaram sobre eles. Lutaram desesperadamente para escapar, mas um deles foi arrastado e morto. O outro conseguiu escapar de alguma maneira.
Escapou! Gritou Satanás, fazendo um gesto odioso. Escapou! E ele anunciou a Mensagem para eles? Não, meu senhor, respondeu o príncipe do Tibete, com acento de certeza. Não teve oportunidade. Antes que pudesse aprender uma só palavra do idioma, as nossas hostes o haviam enquadrado por meio dos próprios nativos. Foi rapidamente julgado e condenado. Oh! Foi uma cena que teria enchido de deleite vossa majestade. Costuraram-no em um couro úmido de iaque e o puseram ao sol para secar. Por três dias continuou ali com os ossos estalando lentamente enquanto a pele encolhia, até que afinal cessou a vida.
A sala ia se enchendo rapidamente enquanto falava o príncipe do Tibete; no fim de seu relatório se ouviu um grande aplauso por parte da assembleia inteira. Mas, em seguida os aplausos foram abafados por um sinal da mão de Satanás. E que tens tu a contar? Perguntou ele, voltando-se para outro anjo caído. Continuas senhor do Afeganistão, meu príncipe? Isso ainda sou, vossa majestade, retrucou o interrogado, embora reconheça que se não fossem os meus fiéis seguidores, duvido que ainda continuasse a sê-lo. Ah! Também foi alguma tentativa nos teus domínios? Exclamou Satanás com voz portentosa. Sim, meu senhor, foi a resposta do príncipe. Mas agora ouve e eu te narrarei tudo. Com um aceno de mão pedindo silêncio, ele começou: Observamos o avanço deles; eram quatro - todos ansiosos para cruzar a fronteira e pregar o Evangelho no meu reino. Sabes, meu senhor, todo o missionário que se aventura a passar das fronteiras do meu reino, se defronta com o cartaz que diz o seguinte: ‘É absolutamente proibido cruzar a fronteira para o território Afeganistão’.
Bem, ajoelharam-se em volta e oraram; porém, apesar disso, prevaleceram as nossas forças. A quinze metros do cartaz, sobre uma pilha de pedras, estava sentado um soldado afegão, com seu rifle na mão. Após orar, o pequeno grupo penetrou corajosamente para além da fronteira e entrou na Terra Proibida. A sentinela permitiu que dessem uns vinte passos, e então, como um relâmpago foram disparados três tiros e três elementos do grupo caíram no chão, dois mortos e o terceiro ferido. Seu colega puxou-o apressadamente de volta para a fronteira, onde, após breve agonia, morreu. Enquanto isso, o próprio sobrevivente perdeu a coragem e fugiu daquela região.
Aplausos prolongados se seguiram a essa narrativa, e grande regozijo tomou conta de todos os corações, especialmente do de Satanás; porquanto, não continuava ele dono das Terras Fechadas, e não havia ele triunfado em todos os campos? Graças às suas hostes incontáveis, a Mensagem fora conservada à distância, e o temido Nome não fora ouvido. Não nos farias saber, oh! tu, poderoso, por que tanto te empenhas por impedir que o conhecimento penetre nesses nossos impérios? Não sabes que os reinos do príncipe da Índia, do príncipe da China, e de sua alteza, o príncipe da África, estão sendo invadidos por forças poderosas, e que os homens estão sendo levados a se entregarem a Cristo todos os dias?
Ah, sim, sei disso perfeitamente bem. Mas agora escutem todos, e explicarei por qual razão tenho tanto ciúmes das Terras Fechadas, respondeu Satanás, enquanto todos se inclinavam para frente, a fim de ouvir melhor. Existem vários textos na Bíblia que tratam sobre a pregação do Evangelho em todo o mundo (Mt 28.19; Mc 16.15; Lc 24.47; At 1.8). Ora, é perfeitamente claro, prosseguiu ele em tons cavos - que muitos crentes que leem estes textos sejam despertados para o serviço missionário. Porém, exclamou indignado, vamos trabalhar com todas as forças para que as Igrejas não enviem missionários para as terras onde Cristo ainda não foi anunciado (Rm 15.19-21).
Nesse caso, interrompeu o príncipe do Vietnã, nos esforçaremos para não deixar nenhum mensageiro penetrar nas Terras Fechadas, pois só assim conseguiremos frustrar os propósitos do Altíssimo. E isso é o que conseguiremos fazer, exclamou um orgulhoso príncipe de uma etnia que nunca ouviu a Palavra de Deus. E prosseguiu: Não há uma só alma no meu reino que tenha conhecimento pessoal da salvação que Jesus Cristo oferece. E continuou: Cuidaremos para que assim continue, vossa majestade, para que nenhum deles escape.
Muito bem, disse Satanás. Sejamos ainda mais vigilantes, para frustrar cada tentativa de penetração nas Terras Fechadas. Tendo percebido o grande plano, clamaram de satisfação, e voltaram correndo para seus respectivos impérios, mais determinados do que nunca (de que impediriam o escape de uma única alma). Cinquenta anos se passaram. Incansável, Satanás caminhava para frente e para trás. Cenhos escuros e de maus presságios se estamparam em sua fisionomia. Era perfeitamente óbvio que algo de natureza incomum o estava perturbando.
Não pode ser, sussurrou ele. Os objetivos buscados pela Igreja missionária incluem o evangelismo mundial. Sua orientação missionária é a de dirigir os seus esforços para um serviço pioneiro entre as tribos, línguas, povos e nações onde Cristo não é invocado. Não pode ser. Tenho de frustrar os propósitos deles! Portanto, terei de convocar um concílio agora mesmo. Dentro de poucos minutos todos já se achavam presentes. Vieram das regiões mais distantes - poderosos anjos caídos, dignitários, príncipes, capitães, governadores deste mundo de trevas da era presente; em incalculável multidão se congregaram em volta do seu senhor, que se erguia no meio deles com ira acesa. Havia silêncio, reinava um silêncio como o silêncio da morte. Finalmente Satanás falou: Príncipe do Alasca, levanta-te! Tremendo de medo, numa forma muito encolhida e diferente da aparência de cinquenta anos antes, ele se aproximou de seu temível monarca.
Príncipe do Alasca, interrogou Satanás, eles já conseguiram entrar? Sim, meu senhor, conseguiram, replicou lentamente o príncipe, com ar de medo, quase sem erguer os olhos. Como! Que! Ribombou Satanás, quase incapaz de controlar-se. Por que não resguardaste melhor o meu império? - Fizemos o melhor que estava ao nosso alcance, vossa majestade, mas tudo foi inútil. De algum modo retornaram as notícias; os corpos congelados dos dois primeiros foram descobertos. Isso pôs a Igreja toda em chamas. Outros se lançaram à aventura. Diversos foram mortos. Grande número deles ficou desencorajado e regressou. Mas finalmente, apesar de tudo quanto podíamos fazer, penetraram no território. Guardados e protegidos por legiões de anjos, não pudemos mais expulsá-los. E hoje em dia há centenas de esquimós no Reino de Deus, enquanto que milhares têm ouvido as Boas Novas!
A cena que se seguiu desafia qualquer descrição. Satanás soltou baforadas de fumo e berrou em sua ira. O próprio ar parecia vivo com milhões de espíritos. Seus príncipes liderantes se acovardaram perante ele, e procuraram esconder-se de seus terríveis olhos. Príncipe do Tibete, levanta-te! Rugiu o indignado adversário, um momento mais tarde. Espero que tenhas um melhor relatório a apresentar, prosseguiu Satanás, ao avançar aquele renomado líder. Não, meu senhor, tenho obtido mui pouco melhor sucesso, replicou o príncipe. O que? Explodiu Satanás. Alguém ouviu falar do Nome em teus domínios, ó príncipe?
Nenhum poder à minha disposição teria podido evitá-lo, respondeu calmamente o príncipe. Fizemos tudo quanto estava ao nosso alcance. Todas as nossas forças labutaram dia e noite com o propósito de vencê-los. Parece haver um movimento que foi iniciado com a finalidade exclusiva de irem onde nenhum outro havia chegado, para pregarem nas chamadas áreas isoladas do mundo. O príncipe da China, com as suas forças, procurou destruir o líder deles, mas em vão. Protegido por legiões de anjos ele sobreviveu. Cães foram lançados contra eles. Insuflamos um ódio mortal nos sacerdotes contra eles. Armadilhas foram postas para apanhá-los em todos os lados. Foram adotados métodos de fome. As enfermidades desempenharam o seu papel. Mas tudo foi inútil. Continuavam pressionando para frente, de tal forma que atualmente existem vintenas de tibetanos que estão perdidos para nós para sempre, e milhares de outros têm podido ouvir as Boas Novas. Tem sido dado testemunho de modo extensivo, por paragens remotas.
Ouvindo isso, a ira de Satanás não conheceu limites. Sem um momento de perda, voltou-se e bradou sua ordem final: Príncipe do Afeganistão, levanta-te! Houve um momento de hesitação; e então, com passos lentos e com olhos baixados, o solicitado respondeu à convocação e ficou de pé, trêmulo na presença do seu soberano. Príncipe do Afeganistão, reiniciou Satanás, deves ter guardado bem os meus domínios. Se falhastes, então não sei para onde me voltar. Não houve resposta. O silêncio deixou a grande audiência muda de espanto. - Entraram, meu senhor. Príncipe do Afeganistão, exclamou o adversário, saltando para frente, com a fúria estampada em cada uma de suas expressões, por acaso não fostes fiel? - Sim, meu senhor, fui; mas tudo foi inútil. Fizemos o máximo ao nosso alcance. Até cerca de um ano atrás nenhuma alma tinha ouvido ainda. Porém, dois jovens foram enviados por aquela Igreja missionária e...
Malditos sejam eles! Interrompeu Satanás. - A Igreja inteira pôs-se a orar, prosseguiu o príncipe. Parece até que todos eles foram despertados para o serviço missionário pioneiro. Os anjos os resguardavam. Sim, combatemos contra eles, mas não podíamos resistir-lhes. Continuaram chegando, e há pouco tempo atrás um homem aceitou a Cristo, e diversos outros já ouviram a Mensagem. Então agora, rugiu Satanás, milhares têm sido salvos em etnias que jamais tinham ouvido o Evangelho!
Assim, depois de ouvir as más notícias, Satanás ficou furioso e triste, porque a Igreja estava trabalhando com a visão de evangelizar toda tribo, língua, povo e nação, conforme o propósito do Senhor. Bem, prosseguiu Satanás: Ainda há muitas etnias dentro da janela 10/40 (China, Índia e outros países) e em regiões selvagens de outros continentes, que jamais ouviram o Evangelho. E continuou: Que devemos fazer para não deixar nenhum crente penetrar nessas Terras que ainda permanecem Fechadas? Ele mesmo respondeu, dizendo: Atacaremos os crentes, principalmente seus líderes, para que o egoísmo apague a chama missionária dos seus corações. E continuou: Cuidaremos para que em cada geração de cristãos, a frieza, a mornidão e a covardia prevaleça no meio deles!” (SMITH: pp. 15-24). (Adaptado)

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