terça-feira, 1 de novembro de 2016

A tragédia de uma mãe desajustada





Texto: Juízes 17.1-6
 
INTRODUÇÃO – O texto que, com a graça de Deus meditaremos, é baseado em fatos ocorridos em cerca de 1.325 anos a.C. Todavia, parece que foi escrito hoje pela manhã, considerando a similaridade com muitas mães da atualidade. Os franceses têm um adágio que diz: “A história se repete!”. É verdade; mudam os personagens, mas os fatos são os mesmos.

 Espero em Deus, nosso Senhor, que esta palavra venha despertar as mães de hoje para terem uma vida pautada na Palavra de Deus e assim ajudar na formação moral e espiritual dos filhos.

 A Bíblia diz que os pais devem educar os filhos no caminho, isto é, os próprios pais devem ir no bom caminho, conduzindo seus filhos com palavras e exemplos. Veja que as Santas Escrituras não mandam os pais ensinarem o caminho, mas no caminho.

 Caro internauta medite nesta palavra e compartilhe com outros para maior glória de Deus.

 Não sabemos o nome da mulher em apreço, o Espírito Santo não autorizou o hagiógrafo revelar-nos o seu nome. Todavia temos o nome do seu filho que era MICA, e o relato do caráter desajustado daquela mulher que prejudicou terrivelmente seu filho.

 EM PRIMEIRO LUGAR – Ela era uma mulher religiosa, pois colocou em seu filho o nome de MICA que em hebraico é a abreviatura de MICAIAS e significa “Quem é semelhante a Deus?” Um nome piedoso, mas pelo que vemos sua religiosidade como membro da igreja israelita era só de “aparência de piedade”, ou como diz-nos a tradução na linguagem de hoje “parecerão ser seguidores da nossa religião, mas com as suas ações negarão o poder dela” 2 Timóteo 3.5. Quanta gente que vai à igreja semanalmente, mas durante a semana, principalmente em casa, suas ações são de pessoas ímpias. Parece que quando saem da igreja deixam Deus trancado no templo e vêm acompanhadas pelo inimigo das nossas almas e procedendo desgraçadamente como se nunca ouviram a Palavra de Deus. Essa era a situação da mãe de MICA.

 EM SEGUNDO LUGAR – Aquela mulher era rica materialmente, pois as 1.100 moedas de prata que ela perdera era, no mundo antigo, uma fortuna (Juízes 17.2), pois dava para comprar terra, gado e escravos. Rica materialmente, mas pobre espiritualmente e moralmente. Ela tinha feito do dinheiro o seu deus e o seu tudo, pois era desprovida dos bens eternos. Quantos pais hoje em dia só se preocupam com a vida material deles e dos filhos, e não procuram desenvolver um caráter santo em si mesmo e em seus filhos. Hoje, há famílias abastadas, porém desprovidas da paz, do respeito mútuo, da honestidade e do amor. Brigas, insultos e palavrões campeiam reciprocamente e o egoísmo domina os corações entre os familiares. É verdade que Deus quer que prosperemos materialmente, mas ele já nos deu a receita certa: “Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e Ele lhes dará todas essas coisas” Mateus 6.33 (NTLH). Que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma e a dos seus filhos? Mateus 16.26.

 EM TERCEIRO LUGAR – Aquela mulher não sabia resolver os seus problemas como uma serva de Deus. Quando suas moedas desapareceram, ela se pôs a praguejar e imprecar maldições sobre o possível ladrão. Juízes 17.2. Veja que ela não conhecia a Deus, visto que o verdadeiro cristão é orientado para não amaldiçoar ninguém: “Abençoai e não amaldiçoeis” Romanos 12.14. Crente verdadeiro leva suas queixas perante o Senhor e espera nEle. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e, Ele agirá” Salmos 37.5. Como você reage quando se vê em dificuldades? Xinga, roga pragas, diz palavrões ou ora, canta e espera em Deus?

 EM QUARTO LUGAR – Aquela senhora não sabia corrigir os filhos, mas criava-os alcovitando os seus erros. Quando o filho, amedrontado com as pragas da mãe confessou que roubara-lhe o dinheiro. Era o momento de MICA ser corrigido, se não com uma sova, pois já era homem feito, mas com um belo sermão de lição de moral e espiritualidade. A Bíblia diz que os filhos devem ser criados “com a disciplina e os ensinamentos cristãos” Efésios 6.4b. (NTLH). Hoje quase ninguém corrige os filhos admoestando-os pelas Escrituras Sagradas, mostrando-lhes a “regra do bom viver” e para acabar de completar, ao chegarem à escola os professores ensinam que não existem mais valores absolutos e que cada cabeça é o mestre de si mesmo, e que ninguém deve impor conceitos em ninguém. Resultado, os “MICAS” estão por aí a fora, pintando miséria. Uma geração sem princípios nem espirituais, nem éticos. Perguntaram o pastor americano Vance Houner o que ele achava da confusão criada pelos laicistas para não permitir que a Bíblia seja distribuída nas escolas; ao que ele respondeu: “Não se preocupem com o fato de o governo não permitir que as crianças tenham a Bíblia nas escolas, quando estiverem nas penitenciárias elas receberão Bíblias de graça”. Timóteo, um jovem crente, filho de mãe e avó piedosas conforme 2 Timóteo 1.5, foi criado por elas na doutrina e admoestação do Senhor. Veja o que Paulo nos escreveu: “Desde a tua meninice sabes as Sagradas Escrituras que podem fazer-te sábio…” 2 Timóteo 3.15. Quem foi Timóteo? Um drogado, um larápio, um assassino? Não! Mas um ministro do Evangelho que fez muito bem aos seus contemporâneos. Por que tanta estultícia, violência, loucura e outras desgraças na geração atual? Simplesmente porque a maioria das mães de hoje são do mesmo quilate da mãe de MICA, não ensinam a verdade de Deus aos seus filhos.

 EM QUINTO LUGAR – A mãe de MICA era de mau caráter e sem personalidade, ora dizia uma coisa, ora dizia outra. Ela fizera um voto de, caso achasse o dinheiro perdido, o dedicaria inteiramente ao Senhor. Quando seu filho larápio lhe devolveu as moedas, ela consagrou apenas duzentas moedas ficando com novecentas para si, Juízes 17.3,4. Que péssimo exemplo para o filho! Quantos pais são assim? Professam uma coisa e são outra. Os filhos não veem firmeza espiritual nem moral. Por dinheiro, vantagens e posição social, negam toda profissão de fé. Li em um periódico argentino que Karl Max era filho de um judeu alemão frequentador assíduo, com a família, da sinagoga e afirmava que o Cristianismo nada era. Como era comerciante, por causa dos negócios, mudou-se para uma cidade alemã onde não havia judeus, nem sinagoga. Para conseguir boa clientela entre o povo da região chegou em casa e disse a família: “a partir de domingo, frequentaremos a Igreja Luterana local e vamos nos tornar cristãos”. Assim toda herança judaica foi jogada fora do dia para a noite, não por convicção religiosa, mas sim por vil interesse pecuniário. O então adolescente Karl Max ficou impressionado e revoltado com a atitude do pai, e a partir de então desacreditou de Deus e da religião. O restante todos sabemos. Por causa de sua filosofia o comunismo ateu foi implantado no mundo na primeira metade do século XX e foi uma desgraça para os países que o adotaram. Tudo culpa de um pai sem personalidade que passou uma má imagem de crença para o filho.

 CONCLUSÃO – Que neste dia das mães, o papel de mãe seja repensado. Ser mãe não é só parir e criar, mas principalmente formar o caráter cristão nos filhos para quando chegar o dia final possa chegar diante de Deus com sua prole e dizer: “eis-me aqui a mim, e os filhos que Deus me deu”.Hebreus 2.13.

 Ad Majorem Dei Gloriam

 Rev. José Orisvaldo Nunes de Lima é pastor
 formado em Teologia e Direito, advogado,
 professor de Teologia, líder da Assembleia de Deus em Alagoas
 Presidente da COMADAL



Postado: 01 de novembro de 2016

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