Festividade das senhoras na AD Novo Mundo é marcada com mover do Espírito Santo e vidas para Cristo

No último domingo, 22 de setembro, a Assembleia de Deus em Novo Mundo comemorou o 38º aniversário do Círculo de Oração e do departamento de senhoras Cânticos dos Fiéis. O culto festivo foi marcado por momentos de louvor e adoração, com a...

Cuba passa por pior crise desde 1990

De acordo com a organização El Clarín, Cuba enfrenta a pior crise no país desde 1990. Faltam alimentos, remédios, combustíveis e os cortes de energia têm sido frequentes. Tudo isso somado a crescente inflação e queda na produção agrícola...

Jogral: Peregrinos em uma Terra Estranha – A Jornada do Cristão Rumo à Pátria Celestia

Nesta terra somos apenas peregrinos. Andamos por caminhos de provação, mas o nosso destino é o céu. Aqui não é o nosso lar, pois buscamos a pátria celestial que nos espera além deste mundo passageiro...

Jogral: "Do Getsêmani à Ressurreição – O Propósito da Cruz"

Tema central: A trajetória de Jesus do Jardim do Getsêmani até a ressurreição, com ênfase no propósito da crucificação e da ressurreição – a salvação da humanidade...

Jogral: "A Esperança é Jesus"

(Todos entram e formam um semicírculo. Silêncio e expectativa no ar. O ambiente está tenso, refletindo os tempos de tribulação.) 1º Participante: (Solene e reflexivo) "Os dias estão mais escuros... O que estamos...

Jogral: "A Esperança é Jesus"

Maior é Jesus! Maior que a vida, maior que a dor, maior que qualquer poder! Nada nem ninguém pode se comparar a Ele! [Pessoa 1 – Firme e impactante] Maior que a vida que passa, Ele é o Eterno! A vida...

sexta-feira, 19 de março de 2010

EDITORIAL




rua de bebedouro


Durante os dias 13 a 16 de fevereiro do corrente ano, presenciamos um maravilhoso congresso onde o Senhor realizou curas, batismos, salvação e muitas outras maravilhas. Podemos chamar tudo que foi citado de um grande avivamento?

Avivar segundo o dicionário DELP significa dentre sua definições atiçar (o fogo), apressar , com isso podemos entender o que aconteceu (Mc. 16:20) quando os discípulos começaram a pregar, a atiçar o fogo nos corações e os sinais começaram então a serem vistos por todos.

Somente alguém que recebeu a palavra e a guardou experimenta um verdadeiro avivamento, este não se conforma em apenas receber do Senhor a tão grande salvação, mas também quer que outros recebam.

Quando o avivamento faz parte da vida do crente o mesmo se disponibiliza de imediato a falar do tão grandioso sacrifício de Cristo e com isso apressa a volta do Rei dos reis. Portanto, avivamento é cumprir o ide de Jesus Cristo tendo como resultado as grandes maravilhas que o Senhor realizará.


Postado em 19 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Participe do Domingo da Igreja Perseguida!


Participe do maior evento de mobilização da Igreja brasileira pelos cristãos perseguidos


BRASIL (*) - Em todo o mundo, cerca de 100 milhões de cristãos são perseguidos por conta de sua fé em Cristo. Muitos deles vivem em países em que a religião oficial é o islamismo, o hinduísmo, ou que têm regimes políticos comunistas e nenhuma religião é permitida. Nessas nações, os cristãos são minoria e enfrentam os mais diversos tipos de restrições, desde a perda do emprego, até a morte de familiares.

Entretanto, são poucos os brasileiros que sabem disso. Provavelmente, acredita-se que, por se estar em pleno século XXI, a perseguição não aconteça mais. Porém, não é isso que a Missão Portas Abertas tem acompanhado e, por esse motivo, ela tem a grande tarefa de levar à consciência da Igreja no Brasil essa verdade.

A mídia secular tem, cada vez mais, destacado os fatos da intolerância religiosa contra os cristãos. Jornais como o Diário de S.Paulo e sites como o UOL, publicaram recentemente notícias sobre a perseguição. Por isso, é hora de a Igreja no Brasil tomar conhecimento e agir em favor da parte do Corpo.

Um dos eventos para despertar nas igrejas brasileiras a lembrança desses irmãos perseguidos é o DIP - Domingo da Igreja Perseguida - que foi criado pelo Irmão André, fundador da Portas Abertas, há 20 anos. A data varia de ano para ano, pois é marcada para o domingo seguinte ao de Pentecostes. Esse critério foi adotado porque no relato bíblico de Atos 4, o início da perseguição aos cristãos acontece logo após a descida do Espírito Santo, com a prisão de Pedro e João. Simbolicamente, pode-se dizer que essa foi a “fundação” da Igreja Perseguida.

Este ano, o DIP acontecerá em 30 de maio. Nesse dia, as igrejas criam atividades de acordo com o tempo permitido pelo pastor. Algumas utilizam todo o domingo, outras parte do dia, ou ainda, parte do culto. O que importa, é que a Igreja brasileira ouça sobre a Igreja Perseguida. O site www.domingodaigrejaperseguida.org.br contém todas as informações necessárias para realizar o evento, com sugestões e explicação de como se tornar um organizador do DIP.

O organizador é a pessoa responsável pelo evento em sua comunidade. Ele será o representante dos cristãos perseguidos em sua congregação, pois o DIP não pode acontecer sem ele. Ele é fundamental para que as igrejas em todo o país saibam o que os cristãos no mundo têm enfrentado para servir a Cristo.

Você pode ser um desses cristãos como Paulo descreveu em 2 Coríntios 8.4: “Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos", que fazem questão de ajudar aos “santos”. A Igreja Perseguida precisa que você, que sabe que ela existe, divulgue a outros. Ela precisa ser conhecida. Ela precisa que seus irmãos da Igreja Livre intercedam, orem e lembrem deles em suas atividades na igreja.

Converse com seu pastor e seja um organizador. Estamos à sua disposição para ajudá-lo a criar o melhor ambiente dentro do tempo que lhe for permitido. Não fique de fora! Participe da assistência aos nossos irmãos que nos ensinam lições de fé, perseverança e força em meio a tantas adversidades.

A Igreja Perseguida precisa de você. Faça algo por ela. Realize o DIP em sua igreja.


* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.


Fonte:www.portasabertas.org.br
Postado em 16 de março de 2010

Missionário é acusado de ter ligações com grupo terrorista




ÍNDIA (26º) - Roshan Kuma, missionário da Gospel for Asia em Jharkhand, Índia, foi preso no dia 8 de março e acusado de ter ligações com o grupo maoista antigoverno em seu estado de origem.

Em algumas partes do Sudeste Asiático, os maoistas são um partido político muito popular, mas na Índia, os maoistas, também chamados de naxalitas, são conhecidos como insurgentes que causam terror nas pessoas. O Primeiro Ministro indiano, Manmohan Singh os classifica como “o maior desafio de segurança interna já enfrentado pelo país”.

Roshan foi preso durante uma varredura da polícia em seu vilarejo. Ele não é acusado de ser maoista, mas de ter ligações com o grupo de alguma forma.

Ele serve como pastor de uma igreja de mais de 100 membros. Roshan é um pastor dinâmico e popular. Algumas pessoas do vilarejo afirmam que foram os extremistas anticristãos que fizeram as acusações para que o missionário fosse preso.

Os missionários apoiados pela Gospel for Asia fizeram alguns pedidos de oração:

• Ore para que o missionário seja liberado da custódia da polícia, sem que haja acusações contra ele.

• Ore pela segurança de todos os missionários e cristãos que trabalham na área.

• Ore para que Deus mude o coração dos maoistas, para que eles sigam a Cristo.


Tradução: Missão Portas Abertas


Fonte:www.portasabertas.org.br
Postado em 16 de março de 2010

Líder muçulmano condena violência contra cristãos



egito


EGITO (20º) - “Eu me oponho aos ataques contra os cristãos no Egito da maneira mais forte possível”. Asghar Ali, um indiano muçulmano e líder do Centro de Estudos de Sociedade e Secularismo de Mumbai, não usa termos incertos para condenar a violência contra a comunidade copta no Egito. “A vida humana é sagrada, e ninguém pode reivindicar o direito de atacar outro ser humano por qualquer razão. Isso é inaceitável.”No dia 12 de março em Mersa Matrouh, uma multidão de três mil fanáticos se uniu contra os fieis coptas reunidos para orar. A violência fundamentalista, instigada pelo imam local, foi iniciada pelo rumor de que os cristãos haviam começado a construir uma nova igreja que, na verdade, é uma casa de repouso. O conflito deixou 25 pessoas feridas e a polícia prendeu cerca de 30 pessoas, entre cristãos e muçulmanos.No caso do ataque que aconteceu no Egito, assim como em muitas outras ocasiões, o imam (líder muçulmano) local provocou o conflito, “amaldiçoando” os cristãos e convocando uma “guerra santa”. “Neste mundo existem líderes religiosos de todos os tipos, de fundamentalistas que instigam o ódio entre as minorias, a imans que tem uma visão mais liberal. No entanto, qualquer um que provoque o ódio entre as religiões deve ser condenado.”Tradução: Missão Portas Abertas


Fonte:www.portasabertas.org.br
Postado em 16 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

Mais de 300 famílias cristãs abandonam Mosul




Tanques nas ruas iraquianas


IRAQUE (17º) - O padre Emanuel Youkhana relatou que a recente onda de violência contra os cristãos em Mosul fez com que mais de 300 famílias deixassem a cidade.

“A tendência é o número aumentar”, ele comentou. Ele é vice-bispo da Igreja Assíria do Oriente.

Um obreiro da Portas Abertas confirmou as estimativas do clérigo. “A igreja Assíria tem representantes na maioria das vilas na planície do Nínive, então ela tem um bom panorama da situação.”

“A fim de dar um basta às mortes, contatamos as autoridades locais”, disse o obreiro, que prefere permanecer anônimo por motivos de segurança.

“Partidos políticos prometeram melhoras quando as eleições parlamentares [em 7 de março] terminarem. Mas isso não ajuda as pessoas que estão sendo mortas agora.”

Mosul, perto da antiga cidade de Nínive, é um retrato fiel de onde a violência e o ódio reinam. Por anos sucessivos, foi palco de sequestros, assassinatos e ataques à bomba contra civis de diferentes contextos religiosos.

É difícil determinar se a morte de um cristão em Mosul se deu por motivos religiosos ou não.

Segundo a Igreja assíria, em dezembro, dois cristãos de 23 e 39 anos foram mortos na cidade, e em janeiro, mais três cristãos foram assassinados.

No entanto, a violência em fevereiro aumentou dramaticamente. Em menos de dez dias, 8 cristãos foram assassinados. Acredita-se que os ataques foram embasados em motivos religiosos, combinados às eleições parlamentares.


Tradução: Missão Portas Abertas


Fonte:www.portasabertas.org.br
Postado em 10 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres brasileiras engajadas com a causa da Igreja Perseguida





Mulheres brasileiras envolvidas com o ministério Mulheres do Caminho



BRASIL (*) - “Nesse mês que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, só tenho a agradecer a Deus pelas centenas de mulheres brasileiras que se engajaram em favor das mulheres da Igreja Perseguida”. Com esse agradecimento, Elizabeth Banov, coordenadora do “Mulheres do Caminho” – ministério da Portas Abertas, iniciou seu relato sobre os quatro dias que passou na cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo, divulgando o trabalho. Durante esses dias, Elizabeth visitou a Comunidade Evangélica Luterana, a Associação Peniel, Igreja Cristã Cruzada Evangelização e a 2ª. Igreja Presbiteriana Independente.

“Tive a oportunidade de falar também sobre o Ministério na rádio FM Boas Novas, em entrevista que durou 1 hora”, alegra-se Elizabeth. As igrejas visitadas já conheciam o trabalho da Missão Portas Abertas, mas não o ministério de mulheres. Segundo a coordenadora, o Ministério foi muito bem aceito, com um número expressivo de adesões e de renovações de cadastros.

Em todos os locais visitados houve interesse das mulheres em receber mais informações e de saber como envolver-se nesse ministério.

“Tivemos momentos de oração e intercessão pelas mulheres da Igreja Perseguida e um dos mais marcantes aconteceu na reunião de senhoras da Associação Peniel”, emociona-se Elizabeth. Elas formam um grupo interdenominacional que se reúne com o único intento de orar e agradecer a Deus por suas dádivas na semana.

Através desse ministério, Deus tem levantado mulheres comprometidas a orar simplesmente porque crêem que a oração fará grande diferença na vida das mulheres que vivem em países onde é extremamente perigoso e difícil professar a fé em Jesus Cristo. Desde junho do ano passado, quando teve início no Brasil, o “Mulheres do Caminho” já conta com mais de mil mulheres cadastradas, fato comemorado por Elizabeth. “Formamos um grande clamor através da oração. E sabemos que isso faz toda a diferença para nossas irmãs nos quatro cantos da terra”, finaliza a coordenadora.

Aniversário – em maio será comemorado o aniversário de um ano desse ministério. Para celebrar essa data, a Missão Portas Abertas receberá Didi Coman, uma holandesa com grande experiência e atuação junto às mulheres da Igreja Perseguida. O encontro será em São Paulo.




* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.



Fonte:www.portasabertas.org.br
Postado em 08 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

Devastação no Haiti tem destaque no culto de Missões em Bebedouro




Culto de Missões evidencia o Haiti em Bebedouro



O dia da celebração foi modificado por conta do congresso da mocidade

A situação caótica vivida pelos haitianos após o terremoto que devastou o país foi a temática oficial do culto missionário deste mês na Assembleia de Deus em Bebedouro, conduzida pelo pastor Ricardo Oliveira. A celebração aconteceu no último dia 21 de fevereiro – seria no dia 14 – mas houve mudança por conta do congresso de jovens que foi realizado na segunda semana, dia oficial para os cultos de missões.

Como sempre acontece nos dias do culto missionário, logo cedo houve a consagração missionária que teve como pregador irmão Eudes, da própria congregação.

Seguindo a programação para o dia, a Escola Dominical foi festiva, uma manhã missionária. O preletor da ocasião foi o Pr. Jean Max (RJ) que pregou sobre a passagem descrita em Jeremias 18.

“Deus tem vontades para a sua vida que vão muito além dos seus projetos”, revelou o pregador. Ele falou, também, sobre o chamado de Jeremias e disse que o personagem era mais do que um sacerdote, pois foi chamado para ser profeta.

E para ilustrar, ele descreveu as características para quem é chamado por Deus. Disse que para quem é chamado, Deus o constitui como Cidade Forte, Coluna de Ferro e Muro de Bronze.

Referindo-se a dificuldade em realizar a chamada de Deus, o preletor disse: “Sua recompensa vem de Deus não saia do seu lugar.”

Haiti foi tema do culto da noite

Durante a noite, estiveram louvando ao Senhor órgãos locais como a União de Mocidade da Assembleia de Deus em Bebedouro (Umadeb), Coral Boas Novas, conjunto infantil e Os Levitas. Também louvou ao Senhor a cantora Marta Freire.

O grupo de missões, liderado pelo diácono Mariano Siqueira, escolheu para relatar e convocar a igreja a orar o Haiti. Com o desejo de sensibilizar os irmãos, a equipe escolheu o tema: “Haiti, um terremoto em nossa consciência.”

Um relatório foi lido por jovens da congregação, que divulgaram dados sobre o país. Após a leitura, o vice-coordenador do grupo, auxiliar Thiago Ferreira, convocou a Igreja para orar pelo país em foco.

A mensagem do culto ficou por conta do auxiliar Luciano Rafael (Morada dos Palmares – Rio Largo). O pregador pautou sua mensagem na passagem do livro de Jonas e incentivou a Igreja a amar a obra missionária. “Missões está no coração de Deus e precisa estar no coração da Igreja”, recomendou o preletor.

No momento do apelo, duas vidas se entregaram para Jesus.


Fonte:http://www.jneweb.com.br/
Postado em 07 de março de 2010

FOTOS: Devastação no Haiti tem destaque no culto de Missões em Bebedouro


















Fonte:http://www.jneweb.com.br/
Postado em 07 de março de 2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

Chile teve hoje mais dois terremotos de magnitude superior a 6 graus




Imagem aérea mostra os estragos provocados por tsunamis na cidade costeira chilena de Dichato


Abalos ocorrem seis dias depois que um forte tremor devastou regiões do centro-sul, matando 802 pessoas

Dois fortes terremotos de magnitude 6 e 6,6 atingiram na manhã de hoje a costa do Chile, segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA. Os abalos assustaram a população nas ruas da cidade de Concepción. Os abalos ocorrem seis dias depois que um forte tremor de magnitude 8,8 devastou regiões do centro-sul do país, matando pelo menos 802 pessoas.

Não houve alerta imediato de ondas gigantes em nenhum dos dois tremores, segundo o Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico, também norte-americano. Inicialmente, os tremores haviam sido calculados com magnitude 6,3 e 6,8, mas os dados foram posteriormente revisados.

O segundo terremoto ocorreu às 8h47 locais, mesmo horário de Brasília. O epicentro localizou-se na costa da região de Bio-Bio, a 33km de profundidade, a 30km da cidade de Concepción e a 420km da capital, Santiago.

Mais cedo, às 6h19, a mesma região havia sido abalada por um outro tremor de magnitude 6, a uma profundidade de 35km e a 40km de Concepción. A energia elétrica chegou a ser cortada por alguns minutos depois do primeiro tremor, e várias pessoas foram às ruas de Concepción. O abalo teve cerca de um minuto de duração, segundo testemunhas. Mais cedo ainda, às 6h08, houve outro abalo, de magnitude 4,7 graus e com epicentro em terra firme perto de San Rosendo, cerca de 570 quilômetros ao sul de Santiago. Durante a madrugada houve outros terremotos, o primeiro à 0h34 e de 5,7 graus. Mais tarde, às 7h31, a costa teve outro tremor de magnitude 5,1.

O Chile e sua região costeira têm sido alvo de vários tremores secundários depois do violento abalo de magnitude 8,8, ocorrido na madrugada de sábado; Apesar de esperados, os tremores secundários têm assustado as populações na região da cidade de Concepción e também na capital, Santiago.

Luto

O país decretou três dias de luto nacional a partir do próximo domingo pelas vítimas do terremoto, ao mesmo tempo que prosseguem as operações de resgate e ajuda. Hoje, o Chile recebe o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que no sábado visitará a região do desastre.

Bachelet verificou ontem a distribuição da ajuda em Concepción e Talca, as capitais das regiões mais afetadas. A presidente citou pela primeira vez a reconstrução do país, que segundo ela vai levar pelo menos três anos, o que significa quase todo o mandato do presidente eleito Sebastián Piñera, que assume o poder no dia 11 de março. Além disso, afirmou que, apesar do Chile dispor de recursos para um certo número de ações, o país terá que recorrer a créditos do Banco Mundial e de outras instituições.

Em Concepción (500km ao sul de Santiago), que ainda está sob toque de recolher em consequência dos saques e vandalismo após o terremoto e o tsunami, as pessoas ainda protegem as casas por conta própria, apesar da presença de 14 mil soldados nas áreas de desastre.


Fonte:http://www.jneweb.com.br/
Postado em 05 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pedido de "jihad" contra Suíça por minaretes é inadmissível, diz ONU




ONU



INTERNACIONAL - A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou nesta sexta-feira o líder líbio, Muamar Gaddafi, por ter convocado uma "guerra santa", ou jihad, contra a Suíça.

O chefe da ONU em Genebra, Sergei Ordzhonikidze, afirmou que declarações deste tipo feitas por um chefe de Estado "são inadmissíveis nas relações internacionais".

Ordzhonikidze disse que as Nações Unidas têm o poder, o conhecimento e o treinamento necessários para evitar qualquer tentativa de violação das instalações da ONU em Genebra.

A convocação de Gaddafi, na quinta-feira, foi uma reação à recente proibição da construção de minaretes na Suíça.

Khadafi justificou a iniciativa afirmando que o país é "infiel" e está "destruindo mesquitas".

"Qualquer muçulmano em qualquer parte do mundo que trabalhe com a Suíça é um apóstata (pessoa que abandonou a fé em uma religião), é contra o profeta Maomé, Deus e o Corão", disse, na quinta-feira.

"As massas de muçulmanos devem ir a aeroportos do mundo islâmico e impedir a aterrissagem de aviões suíços, aos portos e impedir a chegada de navio suíços e inspecionar lojas e mercados para impedir que produtos suíços sejam vendidos."

"Vamos combater a Suíça, o sionismo e a agressão estrangeira", completou.

O líder líbio ressaltou que "existe uma grande diferença entre terrorismo e o direito à jihad, ou resistência armada".

Referendo

No referendo de 29 de novembro, a maioria dos suíços votou a favor de uma lei que proíbe a construção de minaretes.

O governo suíço havia aconselhado a população a votar contra a proposta, argumentando que ela violaria a liberdade religiosa.

O Ministério das Relações Exteriores suíço disse que não comentaria as declarações de Gaddafi.

A Líbia rompeu relações com a Suíça em 2008 após a prisão de um filho de Gaddafi em um hotel suíço, acusado de maltratar empregados.

Ele foi libertado pouco depois da detenção, e as acusações foram retiradas, mas a Líbia cortou a venda de petróleo para a Suíça, retirou bilhões de dólares depositados em bancos suíços e prendeu dois empresários suíços que trabalhavam em território líbio.

A Líbia afirma que as prisões dos empresários e a do filho de Gaddafi não têm ligação.


Fonte:www.portasabertas.org.br
Postado em 04 de março de 2010

Casal cristão é condenado a 25 anos de prisão



PAQUISTÃO


PAQUISTÃO (14º) - Nesta terça-feira, 2 de março, um tribunal paquistanês condenou um casal cristão a 25 anos de prisão por sujar o Alcorão.

De acordo com o Centro de ajuda legal, assistência e assentamento (CLAAS), Munir Masih e Ruqqiya Bibi foram acusados de tocar o Alcorão sem lavar as mãos.

A acusação de blasfêmia foi registrada contra Ruqqiya Bibi e seu marido Munir Masih no dia 19 de dezembro de 2008, sob a seção 295-B do Código Penal do Paquistão, na delegacia de Mustafabad, em Kasur.

Nasir Saeed, diretor do CLAAS, disse que o casal teve direito à fiança, mas os extremistas muçulmanos pressionaram a polícia a envolver o casal em uma acusação de blasfêmia contra Maomé, o que pode levar à pena de morte.

Novamente, o casal conseguiu o direito à fiança.

A última audiência sobre o caso aconteceu no dia 18 de fevereiro de 2010.

O advogado do casal, Tahir Gul Sadiq, relatou que Ruqqiya Bibi e Munir Masih foram condenados pelo juiz Ajmal Hussein a 25 anos de prisão.

Ele conta que a polícia levou Ruqqiya Bibi e seu marido Munir Masih do tribunal, e depois enviou Masih para a prisão de Kasur e Ruqqiya para a Prisão Feminina de Multan.

“Estamos muito tristes com a maneira como tudo terminou, e o CLAAS vai apelar da decisão do tribunal, em favor de Ruqqiya Bibi e seu marido Munir Masih.”


Fonte:www.portasabertas.org.br
Postado em 04 de março de 2010

Mídia internacional relata perseguição contra cristãos



Mídia internacional relata perseguição contra cristãos

INTERNACIONAL - A imprensa secular internacional tem notado a importância sobre o assunto da perseguição religiosa aos cristãos. Como exemplo disso, a publicação alemã Der Spiegel divulgou uma matéria a respeito do crescimento do islamismo e a intolerância religiosa contra os cristãos, citando informações fornecidas pela Portas Abertas Internacional. Leia a matéria na íntegra:

Vítimas do Islã radical - Os mártires modernos do cristianismo
Juliane Von Mittelstaedt, Christoph Schult, Daniel Steinvorth, Thilo Thielke, Volkhard Windfuhr, Eloise De Vylder

A ascensão do extremismo islâmico coloca uma pressão cada vez maior sobre os cristãos que vivem em países muçulmanos, que são vítimas de assassinatos, violência e discriminação. Os cristãos agora são considerados o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo. Paradoxalmente, sua maior esperança vem do Islã politicamente moderado.

Kevin Ang é mais cauteloso hoje em dia. Ele espia ao redor, dá uma olhada para a esquerda para a longa fileira de lojas, e depois para a direita em direção à praça, para checar se não há ninguém por perto. Só então o zelador da igreja tira sua chave, destranca o portão, e entra na Igreja Metro Tabernacle num subúrbio de Kuala Lumpur.

A corrente de ar vira páginas queimadas da Bíblia. As paredes estão cobertas de fuligem e a igreja cheira a plástico queimado. A Igreja Metro Tabernacle foi a primeira de onze igrejas a serem incendiadas por muçulmanos revoltados – tudo por causa de uma palavra: “Alá”, sussurra Kevin Ang.

Tudo começou com uma questão – se os cristãos daqui, assim como os muçulmanos, poderiam chamar seu deus de “Alá”, uma vez que eles não têm nenhuma outra palavra ou língua à sua disposição. Os muçulmanos alegam que Alá é deles, tanto a palavra quanto o deus, e temem que se os cristãos puderem usar a mesma palavra para seu próprio deus, isso poderia desencaminhar os fiéis muçulmanos.

Durante três anos isto era proibido e o governo confiscou Bíblias que mencionavam “Alá”. Então, em 31 de dezembro do ano passado, o mais alto tribunal da Malásia chegou a uma decisão: o deus cristão também poderia ser chamado de Alá.

Os imãs protestaram e cidadãos enfurecidos jogaram coquetéis Molotov nas igrejas. Então, como se isso não bastasse, o primeiro-ministro Najib Razak declarou que não podia impedir as pessoas de protestarem contra determinados assuntos no país – e alguns interpretaram isso como um convite para a ação violenta. Primeiro as igrejas foram incendiadas, depois o outro lado revidou colocando cabeças de porcos na frente de duas mesquitas. Entre os habitantes da Malásia, 60% são muçulmanos e 9% são cristãos, com o restante composto por hindus, budistas e sikhs. Eles conseguiram viver bem juntos, até agora.

É um batalha por causa de uma única palavra, mas há muito mais envolvido. O conflito tem a ver com a questão de quais direitos a minoria cristã da Malásia deve ter. Mais que isso, é uma questão política. A Organização Nacional dos Malaios Unidos, no poder, está perdendo sua base de apoio para os islamitas linha dura – e quer reconquistá-la por meio de políticas religiosas.

Essas políticas estão sendo bem recebidas. Alguns dos Estados da Malásia interpretam a Sharia, o sistema islâmico de lei e ordem, de forma particularmente rígida. O país, que já foi liberal, está a caminho de abrir mão da liberdade religiosa – e o conceito de ordem está sendo definido de forma cada vez mais rígida. Se uma mulher muçulmana beber cerveja, ela pode ser punida com seis chibatadas. Algumas regiões também proíbem coisas como batons chamativos, maquiagem pesada, ou sapatos de salto alto.
Expulsos, sequestrados e mortos
Não só na Malásia, mas em muitos países em todo o mundo muçulmano, a religião ganhou influência sobre a política governamental nas últimas duas décadas. O grupo militante islâmico Hamas controla a Faixa de Gaza, enquanto milícias islamitas lutam contra os governos da Nigéria e Filipinas. Somália, Afeganistão, Paquistão e Iêmen caíram, em grande extensão, nas mãos dos islamitas. E onde os islamitas não estão no poder hoje, os partidos seculares no governo tentam ultrapassar os grupos mais religiosos assumindo uma tendência de direita.

Isso pode ser visto de certa forma no Egito, Argélia, Sudão, Indonésia, e também na Malásia. Embora a islamização frequentemente tenha mais a ver com política do que com religião, e embora não leve necessariamente à perseguição de cristãos, pode-se dizer ainda assim que, onde quer que o Islã ganhe importância, a liberdade para membros de outras crenças diminui.

Há 2,2 bilhões de cristãos em todo o mundo. A organização não-governamental Open Doors calcula que 100 milhões de cristãos são ameaçados ou perseguidos. Eles não têm permissão para construir igrejas, comprar Bíblias ou conseguir empregos. Esta é a forma menos ofensiva de discriminação e afeta a maioria desses 100 mil cristãos. A versão mais bruta inclui extorsão, roubo, expulsão, sequestro e até assassinato.

Margot Kässmann, que é bispo e foi chefe da Igreja Protestante na Alemanha antes de deixar o cargo em 24 de fevereiro, acredita que os cristãos são “o grupo religioso mais perseguido globalmente”. As 22 igrejas regionais alemãs proclamaram este domingo como o primeiro dia de homenagem aos cristãos perseguidos. Kässmann disse que queria mostrar solidariedade para com outros cristãos que “têm grande dificuldade de viver de acordo com sua crença em países como a Indonésia, Índia, Iraque ou Turquia”.

Há exemplos contrários, é claro. No Líbano e na Síria, os cristãos não são discriminados, e, na verdade, desempenham um papel importante na política e na sociedade. Além disso, a perseguição contra os cristãos não é de forma alguma um domínio exclusivo dos fanáticos muçulmanos – os cristãos também são presos, agredidos e assassinados em países como o Laos, Vietnã, China e Eritreia.

“Lento genocídio” contra os cristãos
A Open Doors edita um “índice de perseguição” global. A Coreia do Norte, onde dezenas de milhares de cristãos estão presos em campos de trabalho forçado, esteve no topo da lista por muitos anos. Ela é seguida pelo Irã, Arábia Saudita, Somália, Maldivas e Afeganistão. Entre os dez primeiros países da lista, oito são islâmicos, e quase todos têm o Islã como sua religião oficial.

A perseguição sistemática de cristãos no século 20 – por comunistas na União Soviética e na China, mas também pelos nazistas – custou muito mais vidas do que qualquer outra coisa que tenha acontecido até o momento no século 21. Agora, entretanto, não são apenas os regimes totalitários que perseguem os cristãos, mas também moradores de Estados islâmicos, fundamentalistas fanáticos, e seitas religiosas – e com frequência simples cidadãos considerados fiéis.

Foi-se a era da tolerância, em que os cristãos, chamados de “Povo do Livro”, desfrutavam de um alto grau de liberdade religiosa sob a proteção de sultões muçulmanos, enquanto a Europa medieval bania judeus e muçulmanos do continente ou até mesmo os queimava vivos. Também se foi o apogeu do secularismo árabe pós 2ª Guerra Mundial, quando árabes cristãos avançaram nas hierarquias políticas.

À medida que o Islã político ficou mais forte, a agressão por parte de devotos deixou de se concentrar apenas nos regimes políticos corruptos locais, mas também e cada vez mais contra a influência ostensivamente corrupta dos cristãos ocidentais, motivo pelo qual as minorias cristãs foram consideradas responsáveis. Uma nova tendência começou, desta vez com os cristãos como vítimas.

No Iraque, por exemplo, grupos terroristas sunitas perseguem especialmente pessoas de outras religiões. O último censo do Iraque em 1987 mostrou que havia 1,4 milhão de cristãos vivendo no país. No começo da invasão norte-americana em 2003, eles eram 550 mil, e atualmente o número está está pouco abaixo dos 400 mil. Os especialistas falam num “lento genocídio”.

“As pessoas estão morrendo de medo”
A situação na região da cidade de Mosul, no norte do Iraque, é especialmente dramática. A cidade de Alqosh fica no alto das montanhas sobre Mosul, a segunda maior cidade iraquiana. Bassam Bashir, 41, pode ver sua antiga cidade natal quando olha pela janela. Mosul fica a apenas 40 quilômetros dali, mas é inacessível. A cidade é mais perigosa que Bagdá, especialmente para homens como Bassam Bashir, um católico caldeu, professor e fugitivo dentro de seu próprio país.

Desde o dia em que a milícia sequestrou seu pai de sua loja, em agosto de 2008, Bashir passou a temer por sua vida e pela vida de sua família. A polícia encontrou o corpo de seu pai dois dias depois no bairro de Sinaa, no rio Tigre, perfurado por balas. Não houve nenhum pedido de resgate. O pai de Bashir morreu pelo simples motivo de ser cristão.

E ninguém afirma ter visto nada. “É claro que alguém viu alguma coisa”, diz Bashir. “Mas as pessoas em Mosul estão morrendo de medo.”

Uma semana depois, integrantes da milícia cortaram a garganta do irmão de Bashir, Tarik, como num sacrifício de ovelhas. “Eu mesmo enterrei meu irmão”, explica Bashir. Junto com sua mulher Nafa e suas duas filhas, ele fugiu para Alqosh no mesmo dia. A cidade está está cercada por vinhedos e uma milícia cristã armada vigia a entrada.

Aprovação tácita do Estado
Os familiares de Bashir não foram os únicos a se mudar para Alqosh à medida que a série de assassinatos continuou em Mosul. Dezesseis cristãos foram mortos na semana seguinte, e bombas explodiram em frente às igrejas. Homens que passavam de carro gritaram para os cristãos que eles podiam escolher – ou saíam de Mosul ou se convertiam ao Islã. Das 1.500 famílias cristãs da cidade, apenas 50 ficaram. Bassam Bashir diz que não voltará antes de lamentar a morte de seu pai e seu irmão em paz. Outros que perderam totalmente a esperança fugiram para países vizinhos como a Jordânia e muitos mais foram para a Síria.

Em muitos países islâmicos, os cristãos são perseguidos menos brutalmente do que no Iraque, mas não menos efetivamente. Em muitos casos, a perseguição têm a aprovação tácita do governo. Na Argélia, por exemplo, ela tomou a forma de notícias de jornal sobre um padre que tentou converter muçulmanos ou insultou o profeta Maomé – e que divulgaram o endereço do padre, numa clara convocação para a população fazer justiça com as próprias mãos. Ou um canal de televisão pública pode veicular programas com títulos como “Nas Garras da Ignorância”, que descreve os cristãos como satanistas que convertem muçulmanos com o auxílio de drogas. Isso aconteceu no Uzbequistão, que está no décimo lugar do “índice de perseguição” da Open Doors.

A blasfêmia também é outra justificativa frequentemente usada. Insultar os valores fundamentais do Islã é uma ofensa passível de punição em muitos países islâmicos. A justificativa é com frequência usada contra a oposição, quer sejam jornalistas, dissidentes ou cristãos. Imran Masih, por exemplo, cristão dono de uma loja em Faisalabad, no Paquistão, foi condenado à prisão perpétua em 11 de janeiro, de acordo com as seções 195A e B do código penal do Paquistão, que tratam do crime de ofender sentimentos religiosos ao dessacralizar o Alcorão. Um outro dono de loja o acusou de queimar páginas do Alcorão. Masih diz que ele queimou apenas documentos antigos da loja.

É um caso típico para o Paquistão, onde a lei contra a blasfêmia parece convidar ao abuso – é uma forma fácil para qualquer um se livrar de um inimigo. No ano passado, 125 cristãos foram acusados de blasfêmia no Paquistão. Dezenas dos que já foram sentenciados estão agora esperando sua execução.

“Não nos sentimos seguros aqui”
A perseguição tolerada pelo governo acontece até mesmo na Turquia, o país mais secular e moderno do mundo muçulmano, onde cerca de 110 mil cristãos representam menos de um quarto de 1% da população – mas são discriminados assim mesmo. A perseguição não é tão aberta ou brutal quanto no vizinho Iraque, mas as consequências são semelhantes. Os cristãos na Turquia, que estavam bem acima dos 2 milhões no século 19, estão lutando para continuar a existir.

É o que acontece no sudeste do país, por exemplo, em Tur Abdin, cujo nome significa “montanha dos servos de Deus”. É uma região montanhosa cheia de campos, picos e vários mosteiros de séculos de existência. O local abriga os assírios sírios ortodoxos, ou arameus, como denominam a si mesmos, membros de um dos grupos cristãos mais antigos do mundo. De acordo com a lenda, foram os três reis magos que levaram o sistema de crenças cristão de Belém para lá. Os habitantes de Tur Abdin ainda falam aramaico, a língua usada por Jesus de Nazaré.

O mundo sabe bem mais sobre o genocídio cometido contra os armênios pelas tropas otomanas em 1915 e 1916, mas dezenas de milhares de assírios também foram assassinados durante a 1ª Guerra Mundial. Estima-se que cerca de 500 mil assírios viviam em Tur Abdin no começo do século 20. Hoje há apenas 3 mil. Um tribunal distrital turco ameaçou, no ano passado, tomar posse do centro espiritual assírio, o mosteiro Mor Gabriel de 1.600 anos de idade, porque acreditava-se que os monges haviam adquirido terras de forma ilegal. Três vilarejos muçulmanos vizinhos reclamaram que sentiam-se discriminados por causa do mosteiro, que abriga quatro monges, 14 freiras e 40 estudantes atrás de seus muros.

“Mesmo que não queira admitir, a Turquia tem um problema com pessoas de outras religiões”, diz Ishok Demir, um jovem suíço de ascendência aramaica, que vive com seus pais perto de Mor Gabriel. “Nós não nos sentimos seguros aqui.”

Mais que qualquer coisa, isso tem a ver com o lugar permanente que os armênios, assírios, gregos, católicos e protestantes têm nas teorias de conspiração nacionalistas do país. Esses grupos sempre foram vistos como traidores, descrentes, espiões e pessoas que insultam a nação turca. De acordo com uma pesquisa feita pelo Centro de Pesquisa Pew, sediado nos EUA, 46% dos turcos veem o cristianismo como uma religião violenta. Num estudo turco mais recente, 42% dos entrevistados disseram que não aceitariam cristãos como vizinhos.

Os repetidos assassinatos de cristãos, portanto, não são uma surpresa. Em 2006, por exemplo, um padre católico foi assassinado em Trabzon, na costa do Mar Negro. Em 2007, três missionários cristãos foram assassinados em Malatya, uma cidade no leste da Turquia. Os responsáveis pelo crime eram nacionalistas radicais, cuja ideologia era uma mistura de patriotismo exagerado, racismo e Islã.

Convertidos correm grande risco
Os muçulmanos que se converteram ao cristianismo, entretanto, enfrentam um perigo ainda maior do que os próprios cristãos tradicionais. A apostasia, ou a renúncia ao Islã, é castigada com a morte de acordo com a lei islâmica – e a pena de morte ainda se aplica no Irã, Iêmen, Afeganistão, Somália, Mauritânia, Paquistão, Qatar e Arábia Saudita.

Até no Egito, um país secular, os convertidos atraem a cólera do governo. O ministro da religião defendeu a legalidade da pena de morte para os convertidos – embora o Egito não tenha uma lei como esta – com o argumento de que a renúncia ao Islã é alta traição. Esses sentimentos fizeram com que Mohammed Hegazy, 27, convertido para a Igreja Cóptica Ortodoxa, passasse a se esconder há dois anos. Ele foi o primeiro convertido no Egito a tentar fazer com que sua religião nova aparecesse oficialmente em sua carteira de identidade expedida pelo governo. Quando seu pedido foi recusado, ele tornou o caso público. Inúmeros clérigos pediram a sua morte em resposta.

Os cópticos são a maior comunidade cristã do mundo árabe, e cerca de 8 milhões de egípcios pertencem à Igreja Cóptica. Eles são proibidos de ocupar altas posições no governo, no serviço diplomático e militar, assim como de desfrutar de vários benefícios estatais. As universidades têm cotas para alunos cópticos consideradas menores do que a porcentagem que eles representam na população.

Não é permitido construir novas igrejas, e as antigas estão caindo aos pedaços por causa da falta de dinheiro e de permissão para reforma. Quando as meninas são sequestradas e convertidas à força, a polícia não intervém. Milhares de porcos também foram mortos sob o pretexto de combater a gripe suína. Naturalmente, todos os porcos pertenciam a cristãos.

O vírus cristão
Seis cópticos foram massacrados em 6 de janeiro – quando os cópticos celebram a noite de Natal – em Nag Hammadi, uma pequena cidade 80 quilômetros ao norte do Vale dos Reis. Previsivelmente, o porta-voz da Assembleia do Povo, a câmara baixa do parlamento egípcio, chamou isso de “um ato criminoso isolado”. Quando acrescentou que os responsáveis queriam se vingar do estupro de uma jovem muçulmana por parte um cóptico, isso quase pareceu uma desculpa. O governo parece pronto a reconhecer o crime no Egito, mas não por tensão religiosa. Sempre que conflitos entre grupos religiosos acontecem, o governo encontra causas seculares por trás deles, como disputas por terras, vingança por algum crime ou disputas pessoais.

Nag Hammadi, com 30 mil moradores, é uma poeirenta cidade comercial no Nilo. Mesmo antes dos assassinatos, era um lugar onde os cristãos e os muçulmanos desconfiavam uns dos outros. Os dois grupos trabalham juntos e moram próximos, mas vivem, casam-se e morrem separadamente. A superstição é generalizada e os muçulmanos, por exemplo, temem pegar o “vírus cristão” ao comer junto com um cóptico. Não surpreende que esses assassinatos tenham acontecido em Nag Hammadi, nem que depois deles tenham se seguido os piores atos de violência religiosa em anos. Lojas cristãs e casas muçulmanas foram incendiadas, e 28 cristãos e 14 muçulmanos foram presos.

Nag Hammadi agora está cercada, com seguranças armados em uniformes negros guardando as estradas para entrar e sair da cidade. Eles certificam-se de que nenhum morador deixe a cidade e nenhum jornalista entre nela.

Três suspeitos foram presos desde então. Todos eles têm fichas criminais. Um admitiu o crime, mas depois negou, dizendo que havia sido coagido pelo serviço de inteligência. O governo parece querer que o assunto desapareça o mais rápido possível. Os supostos assassinos provavelmente serão libertados assim que o furor passar.

Mais direitos para os cristãos?
Mas também há pequenos indícios de que a situação de cristãos acuados em países islâmicos possa melhorar – dependendo do tanto que recuarem o nacionalismo e a radicalização do Islã político.

Uma das contradições do mundo islâmico é que a maior esperança para os cristãos parece surgir exatamente do campo do Islã político. Na Turquia, foi Recep Tayyip Erdogan, um ex-islamita e agora primeiro-ministro do país, que prometeu mais direitos aos poucos cristãos remanescentes no país. Ele aponta para a história do Império Otomano, no qual os cristãos e judeus tiveram de pagar um imposto especial por muito tempo, mas em troca, tinham a garantia de liberdade de religião e viviam como cidadãos respeitados.

Uma atitude mais relaxada em relação as minorias certamente representaria um progresso para a Turquia.



Fonte:www.portasabertas.org.br
Postado em 04 de março de 2010

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