Festividade das senhoras na AD Novo Mundo é marcada com mover do Espírito Santo e vidas para Cristo

No último domingo, 22 de setembro, a Assembleia de Deus em Novo Mundo comemorou o 38º aniversário do Círculo de Oração e do departamento de senhoras Cânticos dos Fiéis. O culto festivo foi marcado por momentos de louvor e adoração, com a...

Cuba passa por pior crise desde 1990

De acordo com a organização El Clarín, Cuba enfrenta a pior crise no país desde 1990. Faltam alimentos, remédios, combustíveis e os cortes de energia têm sido frequentes. Tudo isso somado a crescente inflação e queda na produção agrícola...

Jogral: Peregrinos em uma Terra Estranha – A Jornada do Cristão Rumo à Pátria Celestia

Nesta terra somos apenas peregrinos. Andamos por caminhos de provação, mas o nosso destino é o céu. Aqui não é o nosso lar, pois buscamos a pátria celestial que nos espera além deste mundo passageiro...

Jogral: "Do Getsêmani à Ressurreição – O Propósito da Cruz"

Tema central: A trajetória de Jesus do Jardim do Getsêmani até a ressurreição, com ênfase no propósito da crucificação e da ressurreição – a salvação da humanidade...

Jogral: "A Esperança é Jesus"

(Todos entram e formam um semicírculo. Silêncio e expectativa no ar. O ambiente está tenso, refletindo os tempos de tribulação.) 1º Participante: (Solene e reflexivo) "Os dias estão mais escuros... O que estamos...

Jogral: "A Esperança é Jesus"

Maior é Jesus! Maior que a vida, maior que a dor, maior que qualquer poder! Nada nem ninguém pode se comparar a Ele! [Pessoa 1 – Firme e impactante] Maior que a vida que passa, Ele é o Eterno! A vida...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Líderes da Igreja cubana publicam declaração conjunta sobre liberdade religiosa

 
 Cuba


Líderes religiosos cubanos encerraram visita a Washington DC com a publicação de uma declaração conjunta que leva o nome de "Trinta questões para o governo cubano". A elaboração do documento visa demonstrar que a liberdade de religião e crença não é respeitada pelo governo de Cuba

 Responsáveis pela redação do documento, o Reverendo Mario Felix Lleonart Barroso, a missionária Yoaxis Marcheco Suarez e o Apóstolo Omar Gude Perez representam uma organização religiosa histórica legalmente reconhecida e um novo movimento religioso, considerado ilegal pelo governo cubano. O trio passou uma semana em Washington numa visita facilitada pela Christian Solidarity Worldwide (CSW). Eles se reuniram com líderes políticos e ONGs, para informá-los sobre as constantes violações da liberdade de religião ou crença em Cuba.

 A declaração e as perguntas delinearam as preocupações mais proeminentes levantadas pelo grupo, incluindo a contínua recusa do governo em estender o reconhecimento oficial de grupos religiosos mais recentes; a aprovação ou negação de direitos a grupos registrados com base no apoio político e cooperação; e a autoridade absoluta sobre as organizações e atividades realizadas pela Secretaria de Assuntos Religiosos (ORA) do Comitê Central do Partido Comunista Cubano.

 O grupo levantou questões como: prisões em massa durante a visita do Papa Bento XVI e novas restrições impostas no país, incluindo um decreto que, a partir de janeiro de 2014, fará com que as igrejas e os grupos religiosos não sejam mais capazes de manter contas bancárias. Esse fato também faz com que contas individuais existentes sejam consolidadas em uma única conta por denominação/organização, o que prova que o governo não está interessado em reformas verdadeiras que protejam a liberdade religiosa.

 O missionário Marcheco, blogueiro e professor do Seminário Batista Luis Manuel Gonzalez Peña, também chamou a atenção para a intromissão excessiva do governo nos assuntos internos das organizações religiosas, apontando que as atas e decisões de cada reunião interna deve ser entregue para a aprovação da ORA.

 O Apóstolo Gude Perez, líder nacional de um grupo carismático do Movimento Apostólico dentro de Cuba, expressou frustração com o contínuo assédio contra suas igrejas afiliadas, supostamente por seu grupo não possuir registro legal, praticado pelos mesmos oficiais do governo que negaram repetidamente suas sucessivas tentativas de registro.

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 14 de outubro de 2013

Buscando por misericórdia

 
Arábia Saudita


Hajj: nesta segunda-feira (14), cerca de 4 milhões de muçulmanos peregrinos estarão diante do Monte Arafah, também conhecido como o Monte de Misericórdia, a colina de granito que fica a leste de Meca, a capital religiosa da Arábia Saudita

 É nessa colina onde multidões de muçulmanos finalizarão sua Hajj (peregrinação), a maior experiência de vida no lugar mais sagrado onde um muçulmano pode estar: diante de Alá, pedindo por misericórdia.

  Segundo o Islã, foi no Monte Arafah que o profeta Maomé fez seu “ultimo sermão” aos seguidores que o acompanhavam desde o primeiro Hajj até o fim de sua vida. Os olhos e corações de muçulmanos do mundo inteiro estarão focados na crescente multidão próxima a Meca, enquanto passam o dia inteiro no monte, suplicando a Alá pelo perdão dos seus pecados.

 Esta é considerada a experiência mais importante, exaustiva e cara da vida de um muçulmano. Milhares passam a vida inteira guardando dinheiro, colocam em risco as necessidades básicas de sua familia, e até vendem terras e outras posses, tudo na esperança de um dia poder eventualmente ter dinheiro suficiente para esta viagem, visitar a tumba do profeta Maomé e, de alguma maneira, de acordo com suas crenças, chegar o mais próximo possível de Alá.

 Quando chega o dia em que finalmente poderão tornar seu sonho realidade, o homem veste roupas brancas simples, e a mulher veste também uma roupa branca e um véu. A cor simboliza o desejado estado de pureza que esperam conseguir ao final dos rituais. Eles estão viajando agora das partes mais distantes do globo para a Arábia Saudita através de ônibus, barcos e aviões.

 O maior desejo do coração de cada um dos peregrinos é encontrar Alá e pedir desesperadamente pelo perdão de todos os pecados que cometeram e cometerão no decorrer de suas vidas. A peregrinação a Meca é um dos cinco pilares do Islã, juntamente com a profissão de fé, as orações diárias, o jejum durante o ramadã – mês sagrado e a esmola dada aos pobres (Zakat).

 No Monte de Misericórdia, nessa segunda-feira, haverá muitas lágrimas e lamentos. Em árabe, mandarim, urdu, turco, inglês, francês, alemão e em muitas outras línguas. Será uma cena comovente e de tirar o fôlego. Todos esses esforços físicos, emocionais e financeiros serão oferecidos para que, talvez, consigam alcançar o perdão.

 Essa é também a ocasião em que os muçulmanos relembram a famosa história quando Abraão ofereceu a Deus seu filho Ismael (de acordo com o Alcorão), e não Isaque, como sacrifício. Durante toda a madrugada de terça-feira (15), os muçulmanos festejarão através do abate de ovelhas ou vacas, derramando seu sangue (uma analogia ao sacrificio de Abraão).

 Junte-se a nós em oração por eles. Para que o amor e a graça do nosso Deus os alcance.

 "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que segundo a Sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos". 1 Pedro 1.3

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 14 de outubro de 2013

Pode um Estado moderno ser governado pela lei islâmica?

 


Uma nação deve ser definida por língua e território, governo ou fé? A análise a seguir foi escrita pelo filósofo Roger Scruton e publicada na BBC Brasil em 15 de setembro. Segundo Scruton, para entendermos o que está acontecendo no Oriente Médio hoje, precisamos voltar ao período logo após a Primeira Guerra Mundial

 Nos anos pós-Primeira Guerra Mundial, o Império Austro-Húngaro tinha sido destruído e das ruínas emergiram vários Estados-Nação. Esses países - entre eles, Áustria, Hungria, Romênia e a antiga Tchecoslováquia - não eram criações arbitrárias. Suas fronteiras refletiam divisões antigas de língua, religião, cultura e etnia. E embora esse arranjo tenha se desfeito no decorrer de duas décadas, isso se deveu, em parte, à ascensão do nazismo e comunismo - ambas ideologias de conquista.

 Hoje, os Estados-Nação da Europa Central parecem naturais e inquestionáveis. São entidades políticas estabelecidas, cada uma com um governo eleito por cidadãos que vivem em seus solos.

 Quando o Império Austro-Húngaro desmoronou, o mesmo ocorreu com o Império Otomano, cujos territórios abrangiam o Oriente Médio e o norte da África. Os aliados vitoriosos dividiram o Império Otomano em pequenos Estados. Mas a maioria desses novos países só conseguiu existir como democracias durante breves momentos.

 Muitos vêm sendo governados por clãs, facções religiosas, famílias ou militares, normalmente - como é o caso da Síria - com o auxílio de violenta supressão de qualquer grupo que questione o poder estabelecido.

 As pessoas com frequência explicam a relativa ausência de democracia no Oriente Médio argumentando que a divisão atual da região em territórios não tem qualquer relação com a identidade dos povos que neles vivem. Em alguns países, o arranjo funcionou.

 Turquia

 Ataturk, um general do Exército turco, foi capaz de defender a porção do império unida pelo idioma turco e transformá-la em um Estado moderno baseado no modelo europeu. Mas em outros países que resultaram do arranjo, muitos habitantes tinham sua identidade definida com base em religião - em detrimento de outros valores.

 Hassan al-Banna, fundador da Irmandade Muçulmana em 1928, disse a seus seguidores que sua maior prioridade era reunir os muçulmanos do mundo em um Estado islâmico supranacional - ou Califado.

 A imposição de fronteiras nacionais sobre povos que se definem em termos religiosos resulta no tipo de caos que temos observado no Iraque, onde sunitas e xiitas brigam pelo poder. E resulta também em um caos ainda maior, que observamos agora na Síria. Ali, uma facção islâmica minoritária - os alauítas - vem mantendo um monopólio sobre o poder desde a ascensão da família Assad.

 Europeus, em contraste, tendem a definir a si próprios em termos nacionais. Em situações de conflito, é a nação que precisa ser defendida. E se Deus um dia ordenou de outra forma, então é hora de ele mudar de ideia.

 Entre os muçulmanos, no entanto, esse tipo de pensamento é inaceitável. A religião islâmica se baseia na crença de que Deus criou uma lei eterna e cabe a nós nos submeter a ela. Isto é o que a palavra Islã significa: submissão.

 O Islamismo sunita era a religião oficial dos otomanos. Nenhum outro tipo de Islamismo era reconhecido formalmente. Judaísmo, zoroastrismo e facções do cristianismo eram tolerados. Mas a história oficial, ao longo de vários séculos, era a de que o império era governado pela Sharia - a lei sagrada do Islã - acrescida de um código civil e pela lei doméstica de várias facções permitidas.

 Ataturk aboliu o Sultanato e estabeleceu um novo código civil, baseado em precedentes europeus. E criou uma constituição que expressamente rompia todos os vínculos com a lei islâmica, proibia formas islâmicas de vestimenta, bania a poligamia, impunha um sistema laico de educação e urgia lealdade à terra turca como dever primário de todo cidadão turco.

 Em qualquer crise, o cidadão deveria se identificar primeiro como turco. Só depois como muçulmano. Ataturk também autorizou o consumo de álcool, para que o povo turco pudesse brindar à sua nova condição da maneira preferida pelo general.

 Ataturk remodelou a Turquia como um país aberto e próspero, que nada devia ao mundo moderno. Porque foi transformado em uma nação definida por língua e território, não por um partido ou fé.

 O sufrágio universal para adultos de ambos os sexos foi introduzido na Turquia em 1933. E o país continua a ser governado por um sistema legal cuja autoridade emana de legisladores humanos - e não de revelações divinas.

 Ao mesmo tempo, a população turca é quase inteiramente muçulmana e sente uma inevitável nostalgia pelo estilo de vida puro e bonito evocado pelo Alcorão - livro sagrado dos muçulmanos. Existe, portanto, uma tensão entre o Estado laico e os sentimentos religiosos do povo.
 
 Ataturk tinha consciência dessa tensão e apontou o Exército como o guardião da constituição laica. Ele impôs um sistema de educação para oficiais do Exército que os tornaria instintivamente opostos ao obscurantismo do clero. O Exército seria um advogado do progresso e da modernidade, colocando o patriotismo acima da piedade nos corações do povo. Em obediência ao papel que lhe foi atribuído, o Exército turco interveio várias vezes, desde então, para preservar a concepção de Ataturk.
 
 Os militares tomaram o controle, por exemplo, em 1980, quando a União Soviética tentava subverter a democracia turca e nacionalistas e esquerda brigavam nas ruas. O Exército também fez sua presença clara em anos recentes, quando o governo do primeiro ministro Recep Erdogan retrocedeu alguns passos, em direção aos antigos valores islâmicos.
 
 O Partido da Justiça e Desenvolvimento de Erdogan é, em princípio, laico. Mas o primeiro ministro é um homem do povo e um muçulmano devoto, que acredita que o Alcorão contém um guia único para a vida humana, inspirado por Deus.

 Ele não está feliz com uma constituição que coloca o patriotismo acima da devoção religiosa e que faz o Exército - e não a mesquita - o guardião da ordem social. O primeiro ministro já colocou um grande número de importantes oficiais do Exército no tribunal, acusados de subversão. Alguns estão na cadeia, em prisão perpétua.

 Os julgamentos foram denunciados como inválidos, mas os que fazem as denúncias correm o risco de ser acusados de subversão. Jornalistas que se opõem às políticas de Erdogan tendem a acabar na cadeia. Jornais que criticam o primeiro ministro se veem às voltas com exigências absurdas do fisco ou recebem multas gigantescas. E protestos populares são esmagados com tanta força quanto seja necessário. Na Turquia, hoje, fazer oposição está ficando perigoso.

 O caso turco ilustra vividamente o caso de que democracia, liberdade e direitos humanos não são uma coisa única, e, sim, três. Erdogan tem muitos seguidores. Venceu eleições três vezes, com maioria significativa. Mas liberdades elementares tidas como normais no Ocidente vêm sendo prejudicadas - e não reforçadas - nesse processo.

 Egito

 O exemplo egípcio é ainda mais pertinente. A Irmandade Muçulmana sempre teve como alvo ser um movimento de massa, procurando se estabelecer com o apoio da população. Mas seu mais influente líder, Sayyid Qutb, denunciou a ideia de "Estado laico" como uma espécie de blasfêmia, uma tentativa de usurpar a vontade de Deus passando leis que têm meramente uma autoridade humana.

 Qutb foi executado pelo presidente Nasser, que assumiu o poder após um golpe militar. Desde então, a Irmandade Muçulmana e o Exército vivem em constante disputa. A Irmandade quer estabelecer um governo populista e ganhou uma eleição que, em sua interpretação, autorizou a transformação do Egito em república islâmica.

 Os pôsteres dos seguidores de Morsi não advogavam democracia ou direitos humanos. Eles diziam: "Todos nós estamos com a Sharia". Em resposta, os militares disseram: Não. Apenas alguns de nós estão. Então, por que um Estado moderno não pode ser governado pela lei islâmica? Esse é um assunto polêmico, sobre o qual estudiosos formularam muitas opiniões.

 Lei humana X lei divina

 Aqui - válida ou não - está a minha: As escolas originais da jurisprudência islâmica, que surgiram durante o reinado do Profeta em Medina, permitiam que juristas adaptassem as leis às necessidades da sociedade, em transformação constante. Esse processo de reflexão é conhecido como ijtihad, ou esforço.

 Mas esse processo parece ter sido interrompido no século 8, quando foi determinado pela escola teológica dominante naquele período que todos os assuntos importantes já estão definidos e que o "portão da ijtihad está fechado".

 Tentar implementar a Sharia hoje cria o risco de que um sistema de leis criado para governar uma comunidade desaparecida há muito tempo seja imposto sobre a população, sem que esse sistema possa ser adaptado às circunstâncias mutáveis da vida humana. Resumindo: a lei laica se adapta, a lei religiosa meramente resiste.

 Além disso, como a Sharia não se adaptou, ninguém sabe realmente o que ela quer dizer. Ela ordena que matemos adúlteros a pedradas? Alguns dizem que sim, outros dizem que não. Ela nos diz que investir dinheiro para receber juros é proibido? Alguns dizem que sim, outros dizem que não.

 Quando Deus faz as leis, as leis se tornam tão misteriosas quanto ele. Quando nós fazemos as leis, e as fazemos para nossos próprios fins, podemos estar certos do seu significado.

 A questão, agora, é "quem somos nós?". Que maneira de definir a nós mesmos reconcilia eleições democráticas com oposição verdadeira e direitos individuais? Esta, a meu ver, é a questão mais importante a desafiar o Ocidente hoje.

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 14 de outubro de 2013

O que você daria a Wasihun no Dia das Crianças?

 
 Etiópia

A criança estava inconsolável. "Eles o esfaquearam até a morte", as palavras jorravam de seus lábios. Wasihun tem apenas 7 anos, mas parece um adulto. Ele ouvia atentamente cada palavra da conversa dos mais velhos, rompendo em lágrimas muitas vezes. "Eu estava segurando em suas pernas quando o arrastaram pelo chão”

 O relato a seguir é de autoria de um colaborador da Portas Abertas que visitou a família de Wasihun, na Etiópia, logo após o assassinato de seu pai.

 “Conheci muitas crianças em circunstâncias semelhantes às da família de Wasihun. Vi crianças chorando ao ver a dor de suas mães; chorando sem realmente entender por que o estavam fazendo. Mas Wasihun não. Ele entendia completamente.

 Durante nossa conversa, o menino interrompeu diversas vezes sua mãe para nos explicar exatamente como haviam matado seu pai. Seus olhos gritavam de dor. ‘Eu estava segurando em suas pernas quando o arrastaram pelo chão’. Meu intérprete não aguentou e desabou.

 Peguei Wasihun e o abracei. O que eu poderia dizer para consolá-lo? Inclinando-se contra o meu peito, ele chorava sem parar: ‘Meu pai me prometeu trazer milho assado amanhã.’

 Ali estava eu com essa família do distrito remoto de Hareto, Estado de Oromia, no oeste da Etiópia, apenas dois dias após o trágico assassinato. O que eu via era uma família enlutada - mãe e oito filhos entre 2 e 16 anos - completamente arrasada pelo trauma que havia experimentado e pelo amargo pesar que estava enfrentando.

 Quando o crime aconteceu, em meados de agosto, ninguém veio em seu socorro. Buze, a esposa, e os filhos assistiram, impotentes, Motuma Kemede morrer.

 Para este humilde homem de quarenta anos, o dia começou como a maioria dos outros. Ele se levantou cedo e se preparou para ir a uma fazenda próxima, onde trabalhava durante toda a época de chuvas. Nos meses secos de inverno, ele trabalhava como comerciante, viajando pelos arredores para comprar e vender itens por um lucro mínimo.

 A família de Motuma é a única cristã numa aldeia animista. A comunidade cada vez mais hostil conhecia Motuma por sua dedicação ao evangelho e à congregação da qual fazia parte em uma aldeia vizinha. Mas eles não apreciavam a sua devoção.

 Como muitos outros cristãos da região, Motuma era insultado e advertido verbalmente a renunciar sua fé. As ameaças não o preocupavam, uma vez que estava ocupado demais tentando prover sua grande família, que incluía um filho adotivo, enquanto lutava contra sua debilidade física.

 ‘Foi no meio da noite quando invadiram a nossa casa. Fiquei em estado de choque. Não sabia o que dizer ou fazer. Eles colocaram a luz de suas lanternas diretamente em nossos olhos para que não pudéssemos ver seus rostos. Havia três deles dentro de casa enquanto outros esperavam do lado de fora. Eu os ouvi gritando uns com os outros: esfaqueiem-no! Quando eu perguntei por que estavam nos atacando, eles gritaram para que eu calasse a boca. Eles atingiram primeiro o meu marido com uma lança em suas costas . Motuma estava deitado sobre Defary , nosso filho de 2 anos , para protegê-lo. Mas arrastaram Motuma para fora da casa pelas pernas. Mesmo na rua continuaram a golpear a parte superior do corpo com facões. Eu gritava por socorro, mas ninguém veio. Eles bateram com um pedaço de pau no meu braço direito. Estávamos sozinhos. Todas as crianças ficaram chocadas ao ver como mataram o seu pai’, contou Buze, atordoada.

 Todas as crianças choravam enquanto Bachu tentava explicar o que tinha acontecido. Normalmente tentamos tirar as crianças em tais circunstâncias antes de começarmos a falar com o cônjuge sobrevivente. Mas essas crianças recusavam-se a sair do lado de sua mãe.

 Buze agora está indo embora para cuidar de seus filhos Demina (16), Wasihun (7), Chimdesa (4), Defaru (2) e filhas Bachu (15), Meskereme, (12), Raju (8) e Ulule (5).

 O líder da igreja de Motuma, pastor Emanuel, nos disse que o assassinato não deve ser visto como um caso isolado ou ocasional de violência. ‘A igreja tem sofrido uma série de ameaças e oposições’.

 ‘Minha família e eu enfrentamos ameaças constantemente. Meus filhos foram ameaçados no caminho para a escola. Os moradores costumavam jogar sobre eles pequenos pedaços de papel com ameaças rabiscadas. Por fim, minha esposa não suportou mais e decidimos que minha família se mudaria enquanto eu permaneceria para continuar o trabalho.’

 ‘Mas as ameaças continuaram. Não me atrevo a caminhar pelas redondezas depois de escurecer. Frequentemente jogam pedras em nós quando nos reunimos para adorar. Tivemos nosso gado envenenado e ovelhas roubadas. No ano passado, destruíram a minha colheita. Essas coisas são comuns para nós.’

 ‘Os animistas estão tentando nos forçar a participar de seus rituais, mas dizemos cuidadosamente que é contra a nossa fé fazê-lo. Tenho amigos entre eles que já me alertaram sobre o fato de que eles estão procurando maneiras de matarem a mim e a outros membros de nossa igreja. Mas Deus me chamou para servir aqui, e eu não posso ir embora’, comentou o pastor Emanuel.

 A Portas Abertas continua envolvida com a igreja local nesta e em outras regiões de Oromia, na Etiópia, onde a perseguição tem se intensificado. Ajudamos a cobrir os gastos imediatos de Buze e seus filhos. Também cobrimos as matrículas das crianças na escola, uniformes e material escolar para este ano letivo. Em acordo com a igreja local, estamos procurando maneiras de ajudar a família por um período maior.”

 Pedidos de oração

 • Ore pelo conforto de Deus para Buze e seus filhos. Todos estão profundamente traumatizados.
 • Além da cura emocional que a família precisa desesperadamente, também necessita da proteção de Deus.
 • O pastor, a igreja local e a Portas Abertas permanecerão muito envolvidos no caso. Ore para que seja aplicada a melhor maneira de apoiar a família em longo prazo.
 • Interceda para que o Senhor proteja e capacite o pastor Emanuel e sua igreja para alcançarem a comunidade animista que os cerca.

 Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 14 de outubro de 2013

“Não ore para que a perseguição, no Quirguistão, pare”

Quirguistão

Foram exatamente essas as palavras que a equipe da Portas Abertas Brasil ouviu na manhã dessa sexta-feira (11). Quem as proferiu foi um pastor quirguiz. Entre outros detalhes, ele contou que há lugares onde se um cristão morrer, é proibido enterrá-lo nos cemitérios locais, unicamente por conta de sua fé em Jesus

 “Eu não imagino cristãos sem perseguição, porque sem isso, não seremos fortes. Foi Jesus quem disse que, por causa do nome dele, iriam nos perseguir, odiar e até nos matar. Não podemos mudar isso. [Pelo contrário], somos felizes de ter isso em nossa vida. Queremos apenas ter força para evangelizar e receber as pessoas [que necessitam de apoio]”, afirmou o pastor.

 Segundo ele, os primeiros cristãos quirguizes do país foram agredidos e torturados. “Este ano, um ministro quirguiz falou abertamente que o cristianismo era um ataque do ocidente que deveria ser parado e instou a população a lutar contra os cristãos”. Além disso, o pastor revelou que, na escola, as crianças cristãs são separadas das demais “como se fossem doentes”. “Orem por nós, pelo povo quirguiz e pelos cristãos, a fim de que manifestem amor e perdão aos perseguidores”, solicitou.

 No Quirguistão,  49º país mais opressor aos cristãos, embora a Constituição do país garanta liberdade religiosa aos cidadãos, há cada vez mais restrições ao direito de se reunir e se expressar. O governo não apoia oficialmente nenhuma religião. No entanto, de acordo com um decreto de maio de 2006, o islamismo e a Igreja Ortodoxa Russa foram reconhecidos como “grupos religiosos tradicionais”.

 Nesse mês de outubro, o mesmo pastor estará visitando igrejas brasileiras. Confira a agenda de visitas e não perca esta oportunidade de conhecê-lo e ouvir o seu testemunho!

Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 14 de outubro de 2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Pastor é acusado de blasfêmia

PAQUISTÃO


Dezenas de famílias cristãs abandonaram suas casas em uma vila próxima à cidade de Lahore após um pastor ser acusado de blasfemar contra o profeta Maomé. O pastor alega inocência, mas os cristãos temem represálias

 Em uma discussão com um muçulmano no dia 24 de agosto, o pastor Sattar Masih, 37, foi acusado de dizer que Maomé foi um assassino brutal. Sattar nega as acusações. Ele afirma não ter dito nada depreciativo sobre o islã nem seu profeta.

 O pastor foi convidado a comparecer diante de clérigos islâmicos para julgarem seu caso. “Os clérigos vão decidir se ele blasfemou contra nosso profeta. Caso ele se recuse a comparecer, então iremos matá-lo”, disse seu delator, Ali Hassan, 18 anos.

 Temendo não ter um julgamento justo, Sattar fugiu de Lahore com Wasim Raza (um cristão de 21 anos, que havia apresentado Ali Hassan ao pastor), depois que um grupo de muçulmanos foi de casa em casa à procura deles.

 Sattar contou ao World Watch Monitor que um clérigo islâmico lhe perguntou se ele havia afirmado que Maomé fora um homem cruel. “Eu neguei. Disse-lhe que, na ocasião, eu apenas tinha defendido que a Bíblia permanece em sua forma original”, ele conclui.

 Medo generalizado

 No dia 2 de setembro, mais de 250 muçulmanos concordaram em discutir o caso de Sattar. Sete parentes de Sattar e Wasim os defenderam, dizendo que não proferiram nenhuma palavra contra o islã ou seu profeta.

 No dia seguinte, professores de uma escolar no vilarejo questionaram os alunos sobre que tipo de ensino religioso Sattar lhe dava. Mais de cem alunos foram mandados de volta para casa, o que deixou suas famílias alarmadas e levou muitas delas a fugir.

 Um representante da polícia disse que os oficiais intervieram, e que não havia perigo de os cristãos sofrerem ataques. Contudo, os cristãos estão relutantes em retornar para a vila, particularmente Sattar e Wasim, que temem serem mortos.

 O Paquistão sustém um histórico de violência contra pessoas acusadas de blasfemar. Em 2012, um jovem hindu foi brutalmente morto e queimado. No ano passado, um muçulmano foi levado para fora da delegacia onde foi interrogado e queimado vivo.

 Em julho de 2010, dois irmãos cristãos, Sajid Emmanuel e Rashid Emmanuel, foram mortos a tiros no mesmo tribunal onde haviam sido declarados inocentes.

 O Paquistão é o 14º país na Classificação de países por perseguição, uma lista dos 50 países nos quais os cristãos têm mais dificuldade para praticar sua fé. A lista é publicada pela Portas Abertas, um ministério que ajuda cristãos que vivem sob severa perseguição por causa de sua fé.

 De acordo com a lista, “os cristãos paquistaneses se veem presos no meio de organizações radicais islâmicas, uma cultura islamizante e um governo fraco, que coopera militarmente com grupos islâmicos”.

Fonte:http://www.adalagoas.com.br/
 Postado em 16 de setembro de 2013

domingo, 15 de setembro de 2013

Pastor é feito refém em ataque rebelde nas Filipinas



Vários cristãos foram feridos em um ataque atribuído à Frente de Libertação Nacional Moro

 A Frente de Libertação Nacional Moro (MNLF) é suspeita de realizar o ataque da manhã de segunda-feira (9 de setembro), na Cidade de Zamboanga, província de Mindanao, que deixou pelo menos seis mortos.

 Pelo menos 20 pessoas foram feitas reféns, incluindo um pastor, cujo nome permanecesse omitido por motivos de segurança. Mais de 800 pessoas tiveram de fugir de casa, inclusive da área ocupada em Rio Hondo. Uma igreja local tem cuidado dos feridos.

 A cidade foi colocada em alerta vermelho, com escolas e empresas fechadas. Autoridades dizem que o grupo rebelde usou os reféns como escudos humanos enquanto marchavam em direção à Câmara Municipal.

 A MNLF vem buscando independência ao longo de décadas, na esperança de criar um Estado islâmico independente. Um cessar-fogo foi acordado em 1996, mas algumas filiais do grupo permanecem ativas.

 Asamin Hussin, comandante nacional de segurança da MNLF falou à agência de notícias AP: "Queremos estabelecer o nosso próprio governo bangsamoro, não como um governo autônomo, mas como uma nação independente de Mindanao", disse ele. Bangsamoro refere-se ao povo muçulmano no sul das Filipinas.

Fonte:http://www.adalagoas.com.br/
 Postado em 15 de setembro de 2013

DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA ISRAEL 65 ANOS



No dia 16 de abril de 2013, o Estado de Israel comemorou seu 65º aniversário. Vale a pena relembrar trechos de sua Declaração de Independência, que desde 1948 norteia os rumos do país:

 "A TERRA DE ISRAEL foi o lugar onde nasceu o povo judeu. Aqui sua identidade espiritual, religiosa e nacional foi formada. Aqui eles conquistaram independência e criaram uma cultura de significado nacional e universal. Aqui eles escreveram a Bíblia e a deram ao mundo."

 "Impulsionados por este vínculo histórico, os judeus lutaram através dos séculos para voltar à terra de seus antepassados e recuperar seu país."

 "Nas últimas décadas, eles voltaram em massas. Recuperaram o deserto, reviveram sua língua, construíram cidades e aldeias e estabeleceram uma comunidade vigorosa e crescente, com vida própria econômica e cultural.Eles buscaram a paz, mas sempre estiveram preparados para se defender."

 "Em meio a uma brutal agressão, instamos aos habitantes árabes do Estado de Israel para que retornem aos caminhos da paz e façam sua parte no desenvolvimento do país, com total e igual cidadania e a devida representações em seus órgãos e instituições."

 "Oferecemos paz e boa-vizinhança a todos os Estados vizinhos e seus povos, e os convidamos a cooperar com a nação independente hebraica para o bem comum de todos."

 "O ESTADO DE ISRAEL será aberto à imigração de judeus de todos os países de sua dispersão; promoverá o desenvolvimento do país em benefício de todos os seus habitantes; será baseado nos preceitos de liberdade, justiça e paz ensinados pelos profetas hebreus."

 "Defenderá total igualdade social e política para todos os seus cidadãos, sem distinção de raça, credo ou sexo; garantirá total liberdade de consciência, culto, educação e cultura; protegerá a santidade e inviolabilidade dos templos e lugares sagrados de todas as religiões."

 "Este reconhecimento, pelas Nações Unidas do direito do povo judeu a estabelecer seu Estado independente, não pode ser revogado. Ele é um direito auto-evidente do povo judeu de ser uma nação como todas as outras nações, em seu próprio Estado soberano."

 "Nosso chamado vai ao povo judeu em todo o mundo, para que se junte a nós na tarefa de imigração e desenvolvimento e fique ao nosso lado na grande luta para o cumprimento do sonho de gerações – a redenção de ISRAEL."

Fonte: Israel na Web - http://www.beth-shalom.com.br)
Postado em 15 de setembro de 2013

QUEM SE LEMBRA DO GENOCÍDIO ARMÊNIO?



"Entre 1915 e 1917 os turcos exterminaram mais de um milhão de armênios. Quem fala sobre isso hoje?" - Adolf Hitler, 1939, pouco antes de iniciar o Holocausto.

 No dia 24 de abril comemora-se em diversos países o Dia em Memória ao Genocídio Armênio. No curto período entre 1915 e 1917, cerca de 1,5 milhão de homens, mulheres e crianças armênias foram mortas pelos turcos.

 Além de um tributo às suas vítimas, a data tem a importância de nos alertar que tragédias desta natureza, se não denunciadas e relembradas, tendem a se repetir.

 Historiadores hoje concordam que o Genocídio Armênio teve forte influência na política e nos métodos de extermínio dos judeus empregados pelos nazistas.


 Quinze anos antes do Holocausto, transporte de famílias em trens de carga, marchas da morte e campos de extermínio em massa já eram amplamente utilizados pelos turcos contra os armênios e observados atentamente por oficiais alemães.

 Mais do que isso, a indiferença da comunidade internacional durante o Genocídio Armênio serviu como estímulo às pretensões nazistas. "Quem fala hoje sobre extermínio dos armênios?", teria indagado o próprio Adolf Hitler, em 1939, a generais que temiam a repercussão de um massacre aos judeus. (Renato Aizenman


Fonte: Israel na Web - http://www.beth-shalom.com.br)
Postado em 15 de setembro de 2013

Yom Kipur, o Dia do Perdão

Judeus tradicionalmente observam esse feriado com um período de jejum de 25 horas


Treze de setembro, ao por-do-sol se iniciará em Israel o Yom Kipur, ou seja, o Dia do Perdão, que é considerado o dia mais sagrado para o Povo de Israel. Neste dia, segundo a tradição, Adonai perdoa os pecados de seu povo, preparando-o para um novo ano.

 Além da comemoração de Yom Kipur, estarão completando quarenta anos da mais difícil guerra que o povo de Israel passou na era moderna, a Guerra do Yom Kipur.

 O Yom Kipur ou Kippur (do hebraico יום כיפור , IPA: [ˈjɔm kiˈpur]) é um dos dias mais importantes do judaísmo. No calendário judaico começa no crepúsculo que inicia o décimo dia do mês judaico de Tishrei (que coincide com Setembro ou Outubro), continuando até ao seguinte pôr do sol. Os judeus tradicionalmente observam esse feriado com um período de jejum de 25 horas, leituras bíblicas e oração intensa.

 Proibições

 Existem 5 proibições no Yom Kipur:

 - Comer (come-se um pouco antes do pôr-do-sol ainda na véspera do dia até o nascer das estrelas do dia de Yom Kipur);

 - Usar calçados de couro;

 - Relacionamento conjugal;

 - Passar cremes, desodorante, etc. no corpo;

 - Banhar-se por prazer.

 A essência destas proibições é mortificar o corpo, dando, então, prioridade à alma. Pela perspectiva judaica, o ser humano é constituído pelo yetzer hatóv (o desejo de fazer as coisas corretamente, que é identificado com a alma) e o yetzer hará (o desejo de seguir os próprios instintos, que corresponde ao corpo). Nosso desafio na vida é "sincronizar" nosso corpo com o yetzer hatóv. Uma analogia é feita no Talmud entre um cavalo (o corpo) e um cavaleiro (a alma). É sempre melhor o cavaleiro estar em cima do cavalo!

 Orações

 Durante as orações fala-se o Vidui, uma confissão, e Al Chet, uma lista de transgressões entre o homem e Deus e o homem e seu semelhante. É interessante notar duas coisas: primeiro, as transgressões estão em ordem alfabética (em hebraico). Isto torna a lista bastante abrangente, além de permitir a inclusão de qualquer transgressão que se queira na letra apropriada.Em segundo, o Vidui e Al Chet estão no plural, o que pretende transmitir a ideia de que o povo judeu é um povo "entrelaçado", onde todos devem ser responsáveis pelos outros. Mesmo não cometendo uma determinada ofensa, pretende-se transmitir uma carga de responsabilidade por aqueles que a cometeram - especialmente se a transgressão pudesse ter sido evitada por aqueles que não arcarão com as culpas.

 O Dia do Perdão

 Durante um longo ano comete o homem toda sorte de erros, atropelos, voluntários, involuntários. O processo da teshuvá (arrependimento, retorno ao bem) não poderá realizar-se magicamente em um dia. A tradição judia coloca ao mês de EluI, último do ano, como prefácio para ir preparando o homem para a reflexão profunda, até o grande caminho interior. Cedo, nas manhãs de Elul se ouve o som do shofar: Desperta povo!Uma semana antes de Rosh Hashaná, também durante a madrugada, se dizem as orações que se chamam "selichot" - perdões). O 1º de Tishrei é o grande dia, a base para um ano novo e um novo ano de vida. Depois seguirão nove dias até o dia do perdão. Dez dias, para aprofundar-se dentro de si, afastar o mal, aproximar o bem. O processo chega a sua culminância no dia 10º de Tishrei : Yom Kipur.A expiação, Kipur, na raiz hebraica, refere-se ao "que cobre", ou seja, o castigo que envolve o ato perverso. Tudo o que se pode anular, deter ou parar é o castigo; mas não o ato cometido; esse ato está aí e a única maneira de superá-la é através de uma transcendental modificação da conduta pessoal posterior. Os atos são do homem, seguirão sendo dele, e a conseqüência, sua responsabilidade. Deus pode apagar o castigo, não o ato. O jejum - que acompanha todo o dia do perdão - por sua parte não faz milagre. O jejum do dia não sacrifica nada a favor de Deus, sendo que tal idéia seria eminentemente pagã. O que faz é reconcentrar o homem em seu espírito, afastá-lo, por algumas horas, da servidão do homem ao corpo e a suas necessidades.Observa-se também que as más ações ou transgressões têm duas polaridades: uma do homem em relação ao homem e a outra, do homem em relação a Deus. A primeira é a da vida diária, exterior, social e inter-humana. A outra, do âmbito da alma, é o segredo da consciência. A primeira é coisa de homens, e os homens têm de resolvê-la: "As transgressões que vão de homem a homem, não são expiadas pelo Yom Kipur, se antes não forem perdoadas pelo próximo ". Daí que se costuma pedir previamente o perdão de nossos semelhantes, se eles não perdoam, Deus não poderá intervir.

 Jejum no Yom Kipur

 É o dia do perdão - quando Deus perdoa a todo Israel. Durante esse dia, nada pode ser comido ou bebido, inclusive água. É permitido lavar a boca, escovar os dentes ou banhar o corpo. Somente o rosto e as mãos podem ser lavados pela manhã, antes das orações. Não se pode carregar nada, acender fogo, fumar, nem usar eletricidade. O jejum não é permitido para crianças menores de 9 anos, pessoas gravemente enfermas, mulheres grávidas e aquelas que deram a luz há menos de trinta dias. Se uma pessoa enquanto estiver jejuando passar mal, a ponto de quase desmaiar, deve-se lhe dar comida até que se recupere. Se houver perigo de uma epidemia, e os médicos da cidade aconselharem que é necessário comer a fim de resistir à moléstia, exige-se que todos comam.Existem outras proibições, além daquelas contra trabalhar, comer ou beber. As relações conjugais são proibidas, bem como o uso de perfumes e ungüentos, exceto para fins médicos. Além disso, sapatos e outras peças da indumentária feitas de couro não podem ser usadas no Yom Kipur, pois não se pode usar nenhum material para o qual seja necessário matar um animal. Após o Yom Kipur, espera-se que haja festa e alegria, não perdendo de vista o fato de que o feriado é um dia santo de júbilo.

 A Guerra do Yom Kipur

 A Guerra do Yom Kipur (em língua hebraica: מלחמת יום הכיפורים; transliterado: Milchemet Yom HaKipurim ou מלחמת יום כיפור, Milchemet Yom Kipur; também conhecida como Guerra Israelo-Árabe de 1973, Guerra de Outubro, Guerra do Ramadão (Ramadã, na forma brasileira) ou Quarta guerra Israelo-Árabe, ocorrida de 6 de Outubro a 26 de Outubro de 1973 entre uma coalizão de estados árabes liderados por Egito e Síria contra Israel.

 A guerra começou com um ataque conjunto surpresa pelo Egito e Síria no feriado judaico de Yom Kipur. Egito e Síria cruzaram as linhas de cessar-fogo no Sinai e na Colinas do Golã, respectivamente, que haviam sido capturados por Israel em 1967 durante a Guerra dos Seis Dias.

 Os egípcios e sírios avançaram durante as primeiras 24-48 horas, após o qual o cenário começou a se formar em favor de Israel. Na segunda semana de guerra, os sírios foram empurrados completamente para fora das Colinas do Golã. No Sinai ao sul, os israelenses atacaram em uma "brecha" entre dois exércitos egípcios invasores, cruzaram o Canal de Suez (onde a velha linha de cessar-fogo ficava), e isolou o Terceiro Exército do Egito justamente quando o cessar-fogo das Nações Unidas entrou em vigor.

 A guerra teve implicações profundas para muitas nações. O Mundo Árabe, que havia sido humilhado pela derrota desproporcional da aliança Egípcio-Sírio-Jordaniana durante a Guerra dos Seis Dias, se sentiu psicologicamente vingado por seu momento de vitórias no início do conflito, apesar do resultado final. Esse sentimento de vingança pavimentou o caminho para o processo de paz que se seguiu, assim como liberalizações como a política de infitah do Egito. Os Acordos de Camp David, que vieram logo depois, levaram à relações normalizadas entre Egito e Israel - a primeira vez que um país árabe reconheceu o estado israelense. Egito, que já vinha se afastando da União Soviética, então deixou a esfera de influência soviética completamente.

 Resumo da Guerra do Yom Kippur

 O Presidente Gamal Abdel Nasser do Egito, morreu em Setembro de 1970. Foi sucedido por Anwar Sadat, considerado mais moderado e pragmático que Nasser. Como meta de seu governo, resolve neutralizar a política expansionista do Estado de Israel e ao mesmo tempo assegurar a sua posição no mundo árabe. Decide, então, retomar a península do Sinai. O plano para um ataque a Israel sem aviso, em conjunto com a Síria, recebeu o nome de código Operação Badr (palavra árabe que significa "lua cheia"), que incluía a retomada do canal de Suez. Para tanto, os egípcios, recorrendo a possantes bomas de sucção e usando as águas do canal como agente de erosão hídrica, destruíram as fundações da intransponível barreira de 50 metros de altura, construída pelos israelenses com a areia do deserto para guarnecer toda a margem ao norte do canal de Suez contra os exércitos árabes. Desse modo, puderam abrir passagem nas fortificações integrantes da linha Bar-Lev, alcançando o lado desprotegido das casamatas israelenses e obrigando os israelenses a se render. Enquanto o Egito atacava as posições israelenses desprotegidas na Península do Sinai, as forças sírias atacaram os baluartes das Colinas de Golã.

 Graves perdas foram infligidas ao exército israelense. Contudo, após três semanas de luta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) obrigaram as tropas árabes a retroceder, e as fronteiras iniciais reconfiguraram-se.

 Damasco, a capital da Síria, foi bombardeada. Uma das consequências desta guerra foi a crise do petróleo, já que os estados árabes, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiram parar a exportação deste produto para os Estados Unidos da América e para os países europeus que apoiavam a sobrevivência de Israel. Se a curto prazo a medida agravou a crise econômica mundial, a longo prazo a comunidade internacional não perdeu nada com esta dificuldade econômica; muito pelo contrário, vários países em todos os continentes aprenderam a usar fontes alternativas de energia, e inclusive algumas áreas do planeta começaram a descobrir que também possuíam petróleo, como foi o caso da região do Mar do Norte, na Europa, do Alasca, nos Estados Unidos, da Venezuela, do México, da África do Sul, da União Soviética e, de lá para cá, também do Brasil.

 Há que se levar em conta, contudo, que a redução na disponibilidade internacional de capitais agora destinados pelos países ricos à compra de um petróleo mais caro, fez com que os juros das Dívidas Externas dos países pobres aumentassem muito e, com isso, com que suas economias entrassem num período de grave crise que desembocou no caos que fez com que a Década de 1980 ficasse conhecida como "A Década Pedida". Nesse sentido, o Brasil, que pautava seu "Milagre Econômico" na substituição de importações financiada pelo grande afluxo de capital a baixos juros, viu ruir seus Planos Econômicos (elaborados por Delfim Neto) e, com eles, todo o projeto de país sustentado pelo Regime Militar, o que possibilitou a redemocratização de 1985.

Fonte: http://www.cpadnews.com.br/home.html
Postado em 15 de setembro de 2013

Escola primária causa polêmica nos Estados Unidos

Aluna cristã foi proibida de escrever sobre Deus


A mãe de uma criança de 10 anos de idade está à procura de respostas após a professora de sua filha se recusar a deixar a criança escrever a respeito de Deus em um trabalho escolar. Erin Seda, estudante da Lucy Elementary School na cidade de Millington, no estado norte americano do Tennessee, recebeu na escola um trabalho para escrever sobre alguém que ela idolatrava. A menina, que é de família cristã, decidi escrever sobre Deus.

 "Eu olho para Deus. Eu amo a Ele e a Jesus, e Jesus é seu filho na terra. Eu também amo Jesus", escreveu a menina.

 "Foi tão bonito e inocente", disse Erica Seda, mãe da criança, à estação de televisão WREG. Ela relatou também que a filha “falou sobre como Deus criou a Terra”.

 Porém, segundo Erica Seda, a professora de sua filha se opôs à sua escolha e disse que ela não podia citar Deus como seu ídolo no trabalho escolar. Erin contou para a mãe a professora disse que Deus tinha a ver com a religião e não poderia ser o seu ídolo.

 Segundo a Fox News, a professora teria dito ainda ela deveria levar o papel em que escreveu sobre Deus para casa, porque ele não poderia permanecer na escola. A professora teria então aprovado a segunda escolha de Erin: Michael Jackson.

 Erica Seda disse que se reuniu com o diretor da escola, mas ainda tem perguntas sobre o que aconteceu.

 "Eu falei com diretor esta manhã, seria melhor se ela escrevesse sobre Ellen Degeneres?", relatou.

 Christian Ross, porta-voz para as escolas no Condado de Shelby, onde a escola está localizada, disse à Fox News que os “professores são proibidos de promover crenças religiosas em sala de aula”. Porém ressaltou que o distrito não tem uma política que proíbe um estudante de expressar crenças religiosas nos trabalhos escolares.

 Questionado sobre o porquê de a criança ter sido proibida de escrever sobre Deus no trabalho, mesmo não existindo proibição quanto a isso, Ross não deu resposta.

 "Este incidente foi abordado em nível de escola, e o diretor entrou em contato com os pais da aluna em relação às suas preocupações. Por respeito e, a fim de proteger a privacidade de cada aluno e funcionário, o distrito não está comentando mais sobre este assunto", finalizou.

Fonte: http://www.cpadnews.com.br/home.html
Postado em 15 de setembro de 2013

Pastor americano é detido antes de queimar 3 mil exemplares do Corão

Pastor transportava churrasqueira repleta de exemplares com querosene


O polêmico pastor americano Terry Jones foi detido na quarta-feira (11) na Flórida antes de queimar 3.000 exemplares do Corão no aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001, informou a imprensa local.

 Terry Jones, de 61 anos, foi detido em Mulberry, perto de Tampa, Flórida, e enfrenta acusações de transporte ilegal de combustível e porte de arma de fogo, segundo o jornal Orlando Sentinel.

 No momento da detenção, Jones dirigia uma caminhonete que transportava uma churrasqueira repleta de exemplares do Corão molhados com querosene.

 Também transportava garrafas adicionais do combustível, destaca o jornal.

 O plano de Jones era queimar em público o livro sagrado dos muçulmanos na data do aniversário dos atentados de 11/9 e em um momento de grande tensão no Oriente Médio pelo conflito na Síria.

 Segundo o site do pastor, ele tinha planos de queimar na quarta-feira 2.998 exemplares do Alcorão em Tampa Bay, uma referência ao número de vítimas do 11/9.

 Jones ameaçou em 2010 executar um ato similar, o que provocou muita indignação tanto dentro como fora dos Estados Unidos, mas depois desistiu do plano.

 Em 2011, no entanto, o pastor queimou o Corão e no ano seguinte promoveu um filme anti-islâmico. Os três incidentes provocaram atos de violência no Oriente Médio e Afeganistão.

Fonte: http://www.cpadnews.com.br/home.html
Postado em 15 de setembro de 2013

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