Festividade das senhoras na AD Novo Mundo é marcada com mover do Espírito Santo e vidas para Cristo

No último domingo, 22 de setembro, a Assembleia de Deus em Novo Mundo comemorou o 38º aniversário do Círculo de Oração e do departamento de senhoras Cânticos dos Fiéis. O culto festivo foi marcado por momentos de louvor e adoração, com a...

Cuba passa por pior crise desde 1990

De acordo com a organização El Clarín, Cuba enfrenta a pior crise no país desde 1990. Faltam alimentos, remédios, combustíveis e os cortes de energia têm sido frequentes. Tudo isso somado a crescente inflação e queda na produção agrícola...

Jogral: Peregrinos em uma Terra Estranha – A Jornada do Cristão Rumo à Pátria Celestia

Nesta terra somos apenas peregrinos. Andamos por caminhos de provação, mas o nosso destino é o céu. Aqui não é o nosso lar, pois buscamos a pátria celestial que nos espera além deste mundo passageiro...

Jogral: "Do Getsêmani à Ressurreição – O Propósito da Cruz"

Tema central: A trajetória de Jesus do Jardim do Getsêmani até a ressurreição, com ênfase no propósito da crucificação e da ressurreição – a salvação da humanidade...

Jogral: "A Esperança é Jesus"

(Todos entram e formam um semicírculo. Silêncio e expectativa no ar. O ambiente está tenso, refletindo os tempos de tribulação.) 1º Participante: (Solene e reflexivo) "Os dias estão mais escuros... O que estamos...

Jogral: "A Esperança é Jesus"

Maior é Jesus! Maior que a vida, maior que a dor, maior que qualquer poder! Nada nem ninguém pode se comparar a Ele! [Pessoa 1 – Firme e impactante] Maior que a vida que passa, Ele é o Eterno! A vida...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nove pessoas da Igreja Congregação Cristã morrem em acidente em SC

Eles iam de ônibus, junto com outros 30 passageiros evangélicos, para um encontro religioso no RS


 Nove integrantes da Igreja Congregação Cristã no Brasil morreram em um grave acidente na rodovia estadual SC-386, entre os municípios Mondaí e Iporã do Oeste, localizados no estado de Santa Catarina (SC). Eles estavam em um ônibus com 39 passageiros evangélicos, que partiu de Foz de Iguaçu (PR) para participar de um encontro religioso em Santa Rosa (RS) no último final de semana.

 O acidente aconteceu na manhã do sábado (22). As vítimas são cinco mulheres e três homens, além de um adolescente. Desses, quatro pessoas morreram no local e cinco nos hospitais. Além deles, outros 14 cristãos, pelo menos, ficaram feridos e foram levados para três hospitais na região.

 Conforme a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o ônibus saiu da pista e capotou em uma ribanceira. A região é de muitos aclives, declives e curva. O ônibus caiu de uma altura aproximada entre dez e 15 metros. Um inquérito, com base nas informações colhidas pelos peritos que estiveram no local, será aberto para investigar o caso.

 No veículo fretado, estavam moradores de Foz do Iguaçu (PR), de Curitiba (PR) e de Itatiba (SP).

 A prefeitura de Foz do Iguaçu (PR), localizado no oeste do Paraná (PR), divulgou nota lamentando o ocorrido e disse “Em respeito aos costumes da Igreja, não será decretado luto no município”. Nessa cidade, um velório coletivo foi organizado no ginásio de esportes Ronaldo Schmidel Nunes e foi realizado no domingo (23).

Fonte:http://www.adalagoas.com.br/
Postado em 26 de junho de 2013

Adolescente etíope, vítima de ataque, fala sobre o ocorrido

“Meu nome é Ashmelash. Tenho 16 anos. Venho de uma região da Etiópia em que tradições gerais são mais importantes do que o evangelho. Muitas pessoas da minha comunidade não gostam do que minha igreja está fazendo. Eles não gostam que ajudemos os jovens a entenderem a mensagem da Bíblia. Acham que a igreja está roubando seus jovens”


 “No domingo (28 de abril), estava caminhando com outros jovens para uma conferência da igreja. Estávamos muito entusiasmados com a conferência, porque Deus estava fazendo coisas maravilhosas lá: no dia anterior, dez pessoas decidiram seguir a Jesus Cristo.

 Em nosso grupo haviam crianças de até 8 anos, algumas novas convertidas, e outras pessoas que estavam indo à igreja pela primeira vez.

 No momento seguinte, um grupo grande de pessoas nos pararam. Eles pareciam bravos e estavam carregando paus e pedras. Em poucos minutos, eles começaram a nos bater. Tudo aconteceu muito rápido. Nós tentamos escapar, mas não conseguimos.

 Não estou certo de quanto tempo exatamente durou o ataque. Mas, depois do acontecido, a única coisa que sabia é que Getu (8), Hannah (14), Sara (12) e eu estávamos em uma clínica. Nós tivemos muitas contusões e feridas em nossas cabeças e corpos. Outros quatro também tiveram feridas, mas eles não precisaram ir para o hospital. Acredito que foi um milagre não termos nos machucado mais gravemente.

 Os líderes de nossa igreja nos ajudaram muito após o ataque. Falamos sempre sobre o que aconteceu e oramos juntos. Isso nos fortalece e traz cura.

 Nossos líderes reportaram o ataque à polícia, que não fez nada. Agora os líderes tradicionais acusam os líderes da igreja de invadirem e roubarem suas propriedades. Os líderes da igreja, na verdade, não estão surpresos porque esse tipo de situação sempre ocorre.

 Estamos muitos felizes com a visita de colaboradores da Portas Abertas. Eles vieram assim que souberam o que tinha acontecido com a gente. Obrigado por vir para a nossa cidade para orar com a gente e nos encorajar.

 Por favor, continue orando por nós. Ore para que mais pessoas decidam seguir a Cristo. Ore para que não tenhamos medo e paremos em nossa fé – especialmente os mais jovens. Por favor, interceda também por todas as pessoas de nossa comunidade, para que elas percebam a verdade, os líderes da igreja não roubaram nada.”

Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 26 de junho de 2013

Filhos de pastor sofrem ataque na República Centro-Africana

"Ao chegar à casa do pastor Seguele, meu coração se compadeceu junto aos de tantas pessoas que lotavam o lugar. Sua esposa estava com os olhos inchados e vermelhos de tanto chorar"


 Um colaborador da Portas Abertas relatou: "Uma semana antes de nosso encontro, o casal se tornou mais uma família cristã vitimada por rebeldes que ainda aterrorizam Bangui [capital da República Centro-Africana]".

 O pastor Seguele e sua esposa estavam na igreja quando a invasão aconteceu. O casal entrou na casa da família, onde os seus três filhos, uma adolescente de 16 anos e dois meninos de 9 e 7 anos, estavam, sob os cuidados de uma empregada.

 "Eles bateram na minha filha, além de intimidarem indecente e humilhantemente para que ela os levasse onde era guardado o nosso dinheiro. Ela não sabia nem se tínhamos dinheiro. O seu queixo ainda está inchado da surra."

 Os rebeldes são conhecidos por sua brutalidade contra civis, e o casal é grato pela situação não ter acabado de maneira bem pior. Porém o medo que eles têm vivido é ainda muito forte e permanecerá por algum tempo.

 A família precisará de tempo para se recuperar da perda de material que eles sofreram. "Nossa casa ficou de cabeça para baixo, por conta da busca pelo dinheiro. Nossos pertences - a TV, utensílios de cozinha, freezer, tapetes, gás, fogão e muitos outros aparelhos foram levados. Eles foram de cômodo em cômodo levando roupas pessoais e roupas de cama."

 No complexo que é todo cercado, onde a casa está situada, estava o carro do pastor Seguele. Lá, alguns de seus amigos também estacionaram seus carros na tentativa de escondê-los dos rebeldes. A tentativa de roubar o veículo foi sem sucesso, mas com grandes prejuízos.

 Conforme narrou ao colaborador da Portas Abertas, o pastor Seguele acredita que o ataque foi direcionado: "Alguém mandou que viessem até nós, principalmente porque ninguém mais foi saqueado."

 Embora a população em geral sofra com a ilegalidade dos rebeldes, as instituições governamentais e os cristãos têm suportado o peso disso. Antes da crise, os cristãos na República Central da África gozavam de relativa liberdade. No entanto, desde o início da marcha dos rebeldes em Bangui, no início do ano, os cristãos têm enfrentado grande incerteza. A Portas Abertas informou sobre uma carta em que a Igreja Católica pediu ao presidente Djotodia, um ex-líder rebelde, para que ele se declarasse contra estupros, saques, extorsão e roubo, e para que explicasse a existência de uma carta onde ele mostra o desejo de transformar a República Central Africana numa república islâmica.

 Pedidos de oração

 Ore pela recuperação completa dos traumas dos filhos do pastor Seguele.

 Interceda pela esposa do pastor Seguele que está fortemente abalada por tudo o que aconteceu. Peça para que Deus supra as necessidades por causa da enorme perda material que sofreram

 Apresente ao Senhor o pastor Seguele e a igreja local, para que eles permaneçam firmes e fortes em sua fé em Cristo.

 Leia mais

 Tendências preocupantes na República Centro-Africana

 Atuando pela paz na República Centro-Africana

Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 26 de junho de 2013

Corpo do pastor Moisés chega quinta e funeral será no Parque das Flores

Pastor Moisés Lino tinha 50 anos e morreu na Argentina


Voo que estará trazendo o corpo do missionário tem previsão de chegada ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares por volta de 15h40 Vai ser trazido ao Brasil na próxima quinta-feira (25) o corpo do missionário Moisés Lino Balbino, que tinha 50 anos e morreu, há pouco mais de uma semana, na Argentina, onde estava fazendo a obra do Senhor enviado pela Assembleia de Deus em Alagoas. O funeral (exposição pública, cerimônia e também o sepultamento) vão acontecer no cemitério Campo Santo Parque das Flores, no bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió.

 O secretário executivo de Missões da Assembleia de Deus em Alagoas, pastor Paulo Mesquita, disse, à reportagem do Portal AD Alagoas, que teve a confirmação do traslado somente nesta terça-feira (25).

 Segundo ele, o voo que está trazendo o corpo do missionário tem previsão de chegada ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Maceió, por volta de 16h da quinta-feira. Assim que o desembarque acontecer, um carro de funerária levará o corpo para o cemitério, onde ficará exposto numa das capelas.

 A previsão para que a cerimônia fúnebre e o enterro aconteçam na tarde da sexta-feira. Está confirmado o enterro para 16h. A família havia dito que o funeral poderia ser na Assembleia de Deus em Bebedouro, mas não vai acontecer mais.

 O missionário faleceu na tarde do dia 15 de junho, em um hospital da Argentina. Laudo médico atesta que ele teve complicações graves no cérebro. Moisés Lino deixou esposa e mais três filhos. Eles estavam na obra missionária há pouco mais de três meses.

Fonte:http://www.adalagoas.com.br/
Postado em 15 de junho de 2013

Pr. Neco diz estar triste pela morte de sete irmãos em junho

Pr. Neco diz estar triste pela morte de sete irmãos em junho


No culto de doutrina da noite desta terça-feira (25), o líder da igreja lamentou a partida dos conhecidos

 Junho está sendo de lágrimas para muitas famílias assembleianas e tem provocado tristeza, também, no coração do pastor José Antonio dos Santos, presidente da Assembleia de Deus em Alagoas. No culto de doutrina da noite desta terça-feira (25), o líder da igreja lamentou a morte de, pelo menos, sete irmãos conhecidos dele que aconteceu este mês.

 O ministro iniciou o sermão lembrando que se não fosse a comemoração de 39 anos de fundação do Coral Louvor Jovem, da igreja do Farol, a ocasião seria de pesar por conta dos falecimentos. Ele fez questão de anotar – e de passar para os que estavam presentes – o nome de cada irmão que dormiu no Senhor nos últimos 25 dias.

 De acordo com o pastor José Neco, morreram, agora em junho, o evangelista José Sebastião, conhecido pelo apelido de Zezito (Maceió); o cantor Esdras, de São Paulo; o missionário alagoano Moisés Balbino Lino; o pastor Raimundo Santana, presidente de honra da Assembleia de Deus em Natal (RN); além das esposas dos pastores José Tenório (jubilado), Antônio Paulino (de saudosa memória) e Cícero Braz.

 O presidente ainda fez a leitura bíblica em Tiago 5.13 “Está alguém entre vós aflito? Ore” como uma palavra de consolo aos que estão enlutados. Na opinião do pastor Neco, é o Espírito Santo o responsável por manter o equilíbrio emocional dos que se encontram nessa situação. Depois, ainda orou pelos parentes tristes pela perda do ente querido.

 Sertão faz apelo por recursos

 Ainda durante o culto, o pastor Paulo Alves, que lidera o campo assembleiano em Estrela de Alagoas, fez um apelo à Igreja para que pudesse receber uma ajuda para sequenciar uma obra que iniciou no povoado de Xexéu, que fica nas proximidades da localidade Canafístola.

 Pelo relato do obreiro, o trabalho naquela região é carente de praticamente tudo. “Só temos as paredes erguidas, mas a necessidade é completa para um templo funcionar certinho. Faltam cadeiras, som, púlpito. Ou seja, tudo o que se precisa para uma congregação”, contou.

 Após o pedido, o pastor José Neco permitiu que fosse tirada uma oferta para ajuda ao referido campo. O Coral Louvor Jovem foi quem louvou ao Senhor na ocasião.

Fonte:http://www.adalagoas.com.br/
Postado em 25 de junho de 2013

O conflito em Núbia

A população da Núbia (região situada no vale do rio Nilo, atualmente partilhada pelo Egito e pelo Sudão) é formada por pouco mais de 90 tribos pequenas. Embora o recorte ocidental do território tenha sido islamizado, existe uma forte presença cristã e uma Igreja vibrante ao leste da Núbia



 Núbia tem um povo resiliente que lutou ao lado do Sul do Sudão pela independência. Quando as fronteiras entre o Norte e Sul foram criadas e implementadas pelo Acordo de Paz Global (Comprehensive Peace Agreement – CPA), Núbia caiu com o Norte. Agora, o povo africano de Núbia encontra-se dominado pelo árabe mulçumano do Norte do Sudão. Rebeldes SPLM-N viram na luta armada a oportunidade para sua autoafirmação. O governo de Cartum respondeu com violência.

 Porém, essa não é, de maneira alguma, uma guerra convencional. Em sua tentativa de extirpar os rebeldes SPLM-N, Cartum tem travado uma guerra contra os civis. Bombardeios aéreos permanecem diariamente. Ofensivas terrestres estão operando mais de 60 bombas por dia; estas são descartadas de forma aleatória em mercados, escolas e outras áreas civis – muitas vezes à noite.

 No início, a Força Aérea do Sudão (SAF, sigla em inglês) usava aeronaves modelo Antonov (soviético) e helicópteros para o bombardeio. Mas, agora, eles têm implantado mísseis de longo alcance (mísseis Uishi) e, mais recentemente, bombas incendiárias para queimar edifícios, gramas e plantas. O município de Heiban tem sido o mais afetado, com uma estimativa de quebra de safra de 80%.

 Esse bombardeio indiscriminado de aldeias, queimando os escassos suprimentos de alimentos, a dispersão das pessoas e a prevenção dos agricultores para semear estão causando grande ruptura na vida e sofrimento imenso para os civis.

 Até o final de 2012, cerca de 57 mil civis de Núbia fizeram a pé a árdua jornada até o Sul do Sudão, principalmente para o campo IDP em Yida. Muitas dificuldades no campo foram causadas por tensões com o povo local de Dinka, a respeito de recursos. Em março, foi reportado que pessoas estavam fugindo do campo, depois que confrontos violentos eclodiram.

 Apesar disso, milhares de pessoas optaram por permanecer em Núbia, na esperança de receberem ajuda humanitária. Essas atrocidades que os civis enfrentam são, muitas vezes, mães que precisam encontrar um jeito de alimentar seus filhos e idosos que foram deixados sob seus próprios cuidados. Em alguns pontos, 80% da população está sobrevivendo com somente uma refeição ao dia, que geralmente consiste em raízes que colheram ou folhas e frutas com quase nenhum valor nutricional. Problemas gastrointestinais são frequentes.

 Em julho de 2012, Cartum "aceitou" a proposta para acesso humanitário dentro das áreas de conflito de Núbia, Abyei e Nilo Azul – porém, até agora, todo auxílio tem sido evitado. A impressão é que o acordo acabou fazendo mais mal do que bem, porque antes as pessoas podiam ao menos realizar a jornada até o Sul do Sudão. O acordo trouxe esperança – eles esperaram por meses pelos escassos suprimentos de comida. Quando finalmente decidiram se movimentar, muitos já estavam exaustos demais para transportarem as crianças e fazerem a jornada para o Sul.

 O povo de Núbia sente-se esquecido não apenas pela comunidade internacional, mas também pela comunidade cristã. Os líderes da Igreja e da comunidade pediram à Portas Abertas para falar em seus nomes com a comunidade internacional. Eles querem paz, estabilidade e querem ser reconhecidos como pessoas e cidadãos do Sudão. Eles querem ver uma mudança na lei – querem que a Sharia seja removida.

Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 25 de junho de 2013

A liberdade de religião no Irã

O Irã falha em cumprir um número de leis estabelecidas na Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos, de acordo com a Campanha Internacional pelos Direitos Humanos no Irã (CIDHI), incluindo o Artigo 18, que obriga todos os países a salvaguardarem a liberdade de religião


 Num discurso para marcar o lançamento do relatório Foreign & Commonwealth Office (FCO) do Reino Unido, em abril, o ministro de relações exteriores William Hague disse que todos os cidadãos possuem certos "direitos inalienáveis" que são "universais", que não significam, necessariamente, uma tentativa de disseminar valores ocidentais. Estes direitos, ele disse, incluem a liberdade de religião.

 O relatório afirma que esta liberdade é "ampla" e "compreende não só a liberdade de se professar uma crença, mas também a liberdade de compartilhá-la".

 A apreciação do Irã a esta liberdade está sob análise não só no relatório FCO, como também no documento"Uma Crise Crescente: O Impacto das Sanções e da Política do Regime na Economia e nos Direitos Humanos do Irã", da CIDHI, através de um número de cristãos no Irã que têm sido presos e detidos, "frequentemente sem julgamento justo ou representação legal" (FCO).

A libertação, em setembro passado, do Pr. Yousef Nadarkhani que tinha sido sentenciado à morte por apostasia em 2010, é aclamada no relatório FCO como um "resultado positivo raro seguindo uma constante pressão da comunidade internacional".

 Contudo, Alistair Burt, ministro do FCO responsável pelo Irã, disse que a prisão "não deveria ter acontecido" e conclama o Irã a "respeitar a liberdade religiosa de seus cidadãos".

 O Pr. Nadarkhani foi preso novamente no Dia de Natal mas posteriormente solto em 7 de janeiro. Em março, fotografias de um homem enforcado foram atribuídas como evidências da morte do pastor, mas isto foi, mas isto foi, mais tarde, refutado.

 Outros cristãos iranianos permanecem no que o FCO do Reino Unido rotula como "condições precárias" na prisão, incluindo o Pr. Behnam Irani, que está com a saúde debilitada; Farshid Fathi, que após 15 meses de detenção foi sentenciado a seis anos de prisão, no ano passado; e Saeed Abedini, um pastor americano, nascido no Irã, que em janeiro completou oito anos de prisão.

 Após seu encarceramento, a esposa de Abedini, Naghmeh Shariat Panahi contou ao World Watch Monitor que  tinha medo de não poder ouvir a voz do seu marido durante sua prisão,, a menos que a comunidade internacional lutasse pela sua libertação.

 Em janeiro, a CIDHI lançou outro relatório, denominado "O custo da fé: perseguição de cristãos protestantes e convertidos no Irã", que argumenta que grande parte das prisões de cristãos iranianos são "arbitrárias" e políticas, em vez de serem por conta de algum crime cometido.

 As acusações mais comuns, segundo o relatório, incluem "propaganda contra o regime", "ação contra a segurança nacional", "contato com inimigo estrangeiro ou grupo anti-regime" e "conspiração com inimigos estrangeiros".

 Leia mais

 O preço da fé no Irã

 Cristãos iranianos enfrentam "perseguições e acusações sistemáticas"

 Hassan Rohani é eleito presidente do Irã


Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 25 de junho de 2013

terça-feira, 25 de junho de 2013

Uma decisão em busca da verdade

Nascida em uma família muçulmana, Erna* cresceu na Java Oriental (Indonésia), aprendendo o Alcorão. "Desde que eu estava na escola primária, eu lia o Alcorão para que pudesse entender melhor a religião", afirma ela. Seus professores ensinaram que o Islã é a religião perfeita, ensinada em árabe, e que muçulmanos não são autorizados a aprender sobre outras religiões. No entanto, à medida que crescia, sua curiosidade em relação a religiões não islâmicas começou a aumentar


 Depois de terminar o Nível Médio, em 1995, Erna se inscreveu em uma universidade de Jacarta. Mudou-se para a capital a fim de prosseguir os estudos e foi morar em uma pensão perto do Campus. Com a nova liberdade encontrada ao estar longe de casa, Erna decidiu comprar uma Bíblia e ler o livro inteiro. Quanto mais lia a Bíblia, mais sua compreensão sobre o livro sagrado aumentava. Então Erna decidiu se juntar a seus amigos cristãos em uma reunião semanal de comunhão no Campus e, com o incentivo de seus amigos, começou a frequentar a igreja. "Eu nunca tive medo de perguntar aos meus amigos cristãos sobre as coisas que leio na Bíblia. Foram eles que me incentivaram a me juntar a esse grupo e frequentar a igreja", contou ela.

 Não demorou muito para que Erna reconhecesse que ali estava a verdade pela qual ela procurara o tempo todo. Erna decidiu continuar a estudar a Bíblia, mas esperar um pouco mais para seguir a fé cristã. Quando a família descobriu seu interesse pelo cristianismo, deu-lhe um grande exemplar do Alcorão e insistiu para que ela o lesse, na esperança de que isso a trouxesse de volta ao Islã. Ela, no entanto, já tinha tomado sua decisão de abandonar o Islã. Considerada então desgraçada, ela foi expulsa da casa de sua família.

 Alguns anos mais tarde, a jovem decidiu entregar sua vida ao Senhor e foi batizada. Ela diz que ainda tenta manter contato com sua família, mas sem sucesso. "Eu acredito que a minha família sabe sobre o meu batismo. Nós não temos nos falado há muito tempo. Até hoje tento me comunicar com eles, mas até agora eles sempre me ignoram. Eu procuro compreender que esse é o preço que tenho que pagar", diz, sorridente.

Erna agora é casada e mãe de dois filhos; trabalha com o marido na evangelização de muçulmanos. Ela também está muito envolvida com o ministério de mulheres, com o intuito de auxiliar ex-muçulmanas e cristãs a interagirem com a comunidade.

 *Nome alterado para a segurança da cristã.

Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 25 de junho de 2013

É o tempo da Igreja

Em entrevista cedida à Portas Abertas em 2 de abril de 2013, o pastor sírio Edward Awabdeh, da Igreja Aliança em Damasco, comenta sobre a situação em que se encontra a comunidade e como a Igreja procura ajudar. Leia a primeira e a segunda parte dessa entrevista


 "A igreja está muito bem. Muitos estão envolvidos no ministério e há um grande comprometimento. Mas por outro lado muitos têm deixado de ir àreuniões por causa dos riscos e da falta de segurança. Perdemos algumas pessoas, o que nos deixou muito tristes, partiu nossos corações. Eles são carne da nossa carne, eram pessoas muito eficazes. Até o momento cerca de 30% das pessoas foram embora; dois em cada cinco eram idosos, três em cada sete eram ministros de louvor, três em cada cinco eram líderes de jovens.

 Há explosões, tudo é muito imprevisível. Ao dirigir pela cidade você corre um alto risco. As estradas estão fechadas. Durante 24 horas por dia há tiros e bombardeios. Mas para nós cristãos não é a mesma coisa, nós somos guiados por um GPS diferente. Somos gratos a Deus por sua presença em nossas vidas, por sua mão, por sua paz. Deus realmente repousa sua mão sobre nós

 É obvio que Deus está fazendo algo. Temos ouvido pessoas que veem à nossa igreja dizendo: Embora tenhamos perdido tudo, nós ganhamos Cristo.

 Este é o momento da Igreja, sentimos que esta é a nossa hora. É tempo de ajudar, tempo de apoiar os refugiados, de a Igreja fazer o seu papel. Quem mais pode levar esperança, pode espalhar a paz além do Senhor? Humanamente falando não é fácil encontrar a paz. Na noite passada os edifícios foram abalados por causa das bombas. Honestamente, a paz que eu e minha esposa sentimos é maravilhosa, não há explicação para isso, se não Deus.

 Temos tido umxperiência maravilhosa ao pastorear as pessoas, caminhar lado a lado com elas e encorajá-las. Nossa presença também é uma mensagem: nós devemos ficar, temos que confiar na proteção de Deus. Não temos vivido ansiosos; o Senhor tem nos dado um tempo maravilhoso.

 Estamos profundamente ligados à Síria. Deus quer um futuro melhor para as pessoas, mesmo aquelas que têm permitido ser usadas pelo diabo. Deus mudou o coração das pessoas no passado, como no caso do "terrorista" Saulo a caminho de Damasco há quase dois mil anos. Deus pode fazer isso de novo.

 Nosso trabalho não se baseia em nossa bondade, em nossa habilidade, mas em Deus. Queremos ser como as pessoas da "torre de vigia", que oram sem cessar. O grupo de oração começou no templo de nossa igreja, por causa da situação o momento de oração agora é feito nas casas dos membros.

 Somos uma minoria, não temos poder militar, a milícia nos protege. Agradecemos a Deus por que os fanáticos religiosos não controlam áreas cristãs. A Síria era um Estado secular. Agora está mais polarizado, há duas facções e para eles não existe neutralidade. A situação obriga a escolher um dos lados, o que deixa as coisas ainda mais assustadoras. Mas os cristãos não são alvo por serem cristãos. Às vezes individualmente sim, mas de forma geral não.

 Por que os cristãos devem permanecer na Síria? Porque precisam cumprir a missão que Deus deu a eles. Quando isso acontecer, então, eles assumirão os riscos. O que podemos fazer é valoriza-los, dizer a eles que apreciamos seu trabalho, reuni-los em grupos para orar e para que recebam o encorajamento do Espirito Santo. Podemos pregar sobre o papel da igreja na sociedade, esperamos que ouçam o chamado de Deus."

 Trabalhar ao lado de pastores perseguidos no serviço a suas igrejas e comunidade é uma das formas de a Portas Abertas servir à Igreja Perseguida. Para apoiar o trabalho de irmãos como o pastor Edward Awabdeh, você pode contribuir e orar pelos projetos de campo da Portas Abertas. Clique 
aqui para saber mais.
Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 25 de junho de 2013

Luta contra o medo

Em entrevista cedida à Portas Abertas em 2 de abril de 2013, o pastor sírio Edward Awabdeh, da Igreja Aliança em Damasco, comenta sobre a situação em que se encontra a comunidade e como a Igreja procura ajudar. Sua igreja é parceira da Portas Abertas na Síria, e tem auxiliado 350 famílias


 "As pessoas definitivamente estão com medo. Existe o risco real e a ansiedade. São 24 horas de tiros e bombardeios por dia. Quando as pessoas vão dormir, às vezes dormem no corredor das residências por causa das explosões. Tudo isso produz um efeito catastrófico sobre toda uma geração.

 A economia está se deteriorando. As pessoas não podem comprar muitos itens. Muitas coisas estão escassas. As empresas estão paradas, tudo custa muito caro. O transporte entre as cidades é quase impossível.

 Muitas pessoas não veem uma luz no fim do túnel, muito pelo contrário: as coisas estão cada vez piores, com mais combates e derramamento de sangue.

 Isso tem dificultado a obtenção de materiais para o serviço assistencial. Às vezes leva até duas semanas para conseguir os produtos suficientes. Em outras situações é preciso fazer isso de maneira não convencional. Por exemplo, ao invés de comprar óleo em latas pequenas, compramos em galões e enchemos as latas menores para depois distribuir. Para obter muitos produtos temos que ir à periferia da cidade e isso é muito arriscado.

 É difícil pra nós, tem se tornado cada vez mais complicado. Há oposição de várias partes. Por exemplo, as pessoas que moram no bairro se opõem aos refugiados que têm chegado à sua região. Agradecemos a Deus porque até agora temos conseguido ajudar todos eles. Na última semana abrimos um centro de distribuição, agora temos ajudado milhares de famílias. Um casal muito ativo no trabalho teve que deixar o país. Louvamos a Deus por que pudemos realocá-los e por todas as pessoas que têm orado por nós. Temos sentido o efeito disso, nos sentimos apoiados por essas orações, pessoal e ministerialmente.

 As mulheres e crianças compõem o grupo mais vulnerável. Todo dia mulheres me procuram chorando, contando suas histórias e dificuldades pelas quais estão passando. Na maior parte das famílias que fugiram, o fator mais preocupante é o de que a mulher não aguenta mais essa situação de conviver com o medo por elas e por seus filhos 24 horas por dia. Emocionalmente a situação é desafiadora. É por isso que temos reuniões especiais para as mulheres na igreja. Ali elas se encontram, podem chorar juntas e se encorajar mutuamente.

 Eu estimo que 50% das mulheres na Igreja estejam em depressão, elas choram com frequência. Algumas escrevem poemas, outras procuram se expressar no facebook. Temos s treinado nossa equipe para que visite as casas de refugiados e os auxilie a lidar com os traumas. Temos promovido encontros entre mulheres.

 Por exemplo, no dia das mães (21 de março na Síria), eu preguei sobre como Deus aprecia o papel materno. Também encorajamos as mulheres a se envolverem no serviço assistencial aos desabrigados.

 Na igreja também temos grupos de debates para mulheres, nos grupos elas debatem sobre certas questões quotidianas como a criação dos filhos, casamento, etc.

 A situação atual do povo sírio é muito delicada. Nós trabalhamos com amor e respeito às pessoas e temos percebido que as visitas significam muito para nosso povo. Durante as visitas encontramos famílias que sentem vergonha de pedir ajuda, mas ao vê-las passando frio e com fome, as ajudamos. Isso tem marcado positivamente cada uma delas. Nós estendemos ao próximo o pão e o amor de Cristo, através do pão propagamos o evangelho."

Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 25 de junho de 2013

domingo, 16 de junho de 2013

Saiba qual foi o impacto mundial da Portas Abertas em 2012

Bíblias foram entregues e treinamentos foram realizados visando o desenvolvimento da Igreja Perseguida. O incentivo à oração, o apoio e encorajamento aos cristãos perseguidos é parte fundamental do trabalho da Portas Abertas


 De acordo com estatísticas publicadas no Relatório de Impacto da Portas Abertas*, em 2012, a Portas Abertas Internacional promoveu um grande impacto em todo o mundo, ao apoiar e fortalecer os cristãos perseguidos em países com restrição religiosa.

 No ano passado, a Portas Abertas entregou mais de 2,4 milhões de Bíblias, materiais de treinamento e outras literaturas cristãs. Treinou mais de 219 mil pessoas por meio de cursos com vários focos, incluindo instrução teológica, formação de professores de escola dominical e aconselhamento de traumas. Serviu 207 mil pessoas através de projetos de desenvolvimento comunitário, como formação profissional, restauração de igrejas, assistência médica e apoio financeiro. Tudo isso só pôde ser realizado e mensurado por conta do esforço e auxílio de cada irmão que entendeu a causa da Igreja Perseguida e, por meio da Portas Abertas, colocou-se à disposição de servir aos cristãos que sofrem por amor a Jesus.

 Ao visitar e orar com as viúvas, os órfãos, os presos e os deslocados das suas casas, a Portas Abertas teve o privilégio de mostrar para milhares de cristãos perseguidos, que eles não estão esquecidos ou sozinhos. Mas, os números citados não contam a história completa de como Deus permitiu abrir as portas para cumprir o mandato bíblico: "Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele..." (1 Coríntios 12.26). Abaixo, confira alguns exemplos do impacto do ministério da Portas Abertas em 2012:

 Bíblias entregues no Sri Lanka

 Namal Rakesh, seminarista no Sri Lanka, era apaixonado por aprender. No entanto, por causa do custo dos materiais, muitas vezes, teve de pedir emprestado os livros de uma escola bíblica. Seria necessária a intervenção de Deus para que ele pudesse ter a sua Bíblia de estudo pessoal. Em junho do ano passado, Namal recebeu uma das 150 "Sinhala e Tamil", livro produzido e distribuído pela Portas Abertas, em colaboração com a Aliança Nacional Cristã Evangélica do Sri Lanka. Hoje, Namal ministra a 30 cristãos em uma vila predominantemente hindu. "O material que recebi me ajudou a entender melhor as passagens bíblicas, especialmente aquelas que são pregadas aos domingos", contou ele.

 Desenvolvimento Comunitário na Etiópia

 Casada a menos de um ano, Mihret estava grávida de oito meses quando extremistas muçulmanos mataram seu marido, um evangelista, na Etiópia. Mihret foi espancada, mas ela e o bebê sobreviveram. Um mês após o ataque, uma menina saudável chamada Birhannesh, que significa "luz para o mundo", nasceu. Mas Mihret não tinha nenhuma fonte de renda.

 A Portas Abertas, juntamente com a igreja local, desenvolveu um plano para ajudá-la a se tornar financeiramente independente. Com o financiamento recebido, Mihret abriu um pequeno quiosque para vender café etíope, chá e assados. Os negócios prosperaram, e ela foi capaz de economizar dinheiro para comprar cabras e alugar um pedaço de terra para plantar grãos. "O Senhor proveu de volta tudo o que eu perdi", compartilhou ela. "Através do apoio da Portas Abertas, fui capaz de ver um futuro brilhante e perceber melhor o propósito de Deus para minha vida, mesmo que o processo seja doloroso."

 Formação no Egito

 Desde que era uma garotinha, Mona desejava aprender a ler e escrever - especialmente ler a Bíblia sozinha. Como cristãos, na zona rural do Alto Egito, os pais de Mona não podiam se dar ao luxo de mandá-la para a escola. Tradicionalmente, meninas como Mona, permanecem analfabetas, pois elas se casam jovens e precisam cuidar de suas casas e famílias. Quando Mona estava no início dos seus 20 anos, matriculou-se em um curso de alfabetização financiado pela Portas Abertas. Toda sexta-feira de manhã, ela se junta a outras 20 mulheres na classe de alfabetização em sua igreja. No ano passado, Mona completou o primeiro nível e agora pode ler e escrever. Ela ensina as histórias da Bíblia para crianças na escola dominical, e também está lendo a Bíblia para a sua família. "Meu sonho de ler e escrever se tornou realidade e eu mesma recebi minha própria Bíblia como um presente do projeto de alfabetização", diz Mona.

 "Essas histórias são exemplos maravilhosos do que o Senhor tem feito aos cristãos, através do poder da oração, permitindo que a Portas Abertas servisse, em 2012, aos muitos cristãos que sofrem por conta de sua fé. Nossos irmãos têm permanecido fiéis", diz o porta-voz da Portas Abertas nos EUA, Jerry Dykstra. "Por mais de 58 anos, a Portas Abertas tem trabalhado em prol de cristãos perseguidos em alguns dos lugares mais perigosos da Terra. E, durante o ano passado inteiro, Deus abençoou o ministério. Junte-se a nós em 2013, no apoio aos cristãos perseguidos em lugares como a Coreia do Norte, Síria, Paquistão, Arábia Saudita, Nigéria e muitos outros países", completou Dykstra.

 Por quase 60 anos, a Portas Abertas atua em países com grande opressão e restrição religiosa no mundo, fortalecendo cristãos a permanecerem fortes em meio à perseguição, e equipando-os a resplandecer a luz de Cristo nesses lugares. A Portas Abertas capacita cristãos perseguidos através do fornecimento de Bíblias e literatura cristã, treinando líderes cristãos, facilitando projetos sociais, econômicos e unindo igrejas em oração.


Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 16 de junho de 2013

Cristãos iranianos enfrentam “perseguições e acusações sistemáticas”

O tratamento da minoria cristã no Irã tem estado sob análise nos últimos meses com alguns vereditos condenatórios a respeito do histórico de direitos humanos do país


 Relatos do Foreign & Commonwealth Office (FCO) do Reino Unido e da Campanha Internacional pelos Direitos Humanos no Irã (CIDHI), sediada em Nova Iorque, citam evidência de "perseguição e acusação sistemáticas" de protestantes e cristãos convertidos, como parte de uma ampla violação das leis internacionais.

 Como as eleições nacionais se aproximam, (e os eleitores vão às urnas em 14 de junho), o Irã está sob crescente pressão internacional para melhorar seu histórico de direitos humanos ou enfrentar contínuas sanções –sanções estas que o CIDHI afirma que estão tendo impacto no bem-estar do povo iraniano.

 No seu relatório de abril, "Uma Crise Crescente: O Impacto das Sanções e da Política do Regime na Economia e nos Direitos Humanos do Irã", a CIDHI afirma que, ao invés de prejudicar o regime, as sanções provenientes do programa nuclear do Irã "trouxeram uma severa deterioração na habilidade do povo iraniano de ter seus direitos econômicos e sociais".

 "Perseguição sistemática"

 O relator especial de direitos humanos da ONU no Irã, Dr. Ahmed Shaheed, registrou em setembro de 2012 que mais de 300 cristãos tinham sido presos ou detidos desde 2010, e que ao menos 41 foram detidos por períodos que variavam de um mês a mais de um ano, algumas vezes sem acusação formal.

 O então presidente Mahmoud Ahmadinejad disse em fevereiro que o Irã "refutou" a argumentação da ONU de um aumento na discriminação de minorias religiosas, dizendo que "todas as pessoas do Irã, independente de sua religião ou etnia, desfrutam de iguais direitos de cidadania".

 No entanto, o relatório da CIDHI de janeiro, "O custo da fé: perseguição de cristãos protestantes e convertidos no Irã", baseado em entrevistas com 31 iranianos cristãos entre abril de 2011 e julho de 2012, afirma que, "apesar das argumentações do governo iraniano de que respeita os direitos de suas reconhecidas minorias religiosas, a comunidade cristã no Irã enfrenta sistemática perseguição estatal e discriminação".

 Esta visão é apoiada por Mansour Borji, diretor de defesa da iniciativa de direitos humanos Artigo 18. "Às vezes, a frase ‘perseguição sistemática’ é usada tão vagamente que soa como um clichê. Entretanto, no caso da perseguição de cristãos no Irã, se encaixa nos critérios", contou Borji à agência de notícias World Watch Monitor.

 "Prisões arbitrárias e aprisionamento, restrições severas aos cultos de adoração na língua Farsi, um impedimento da publicação de Bíblias e literatura cristã em Farsi, ameaças e assédio de líderes da igreja evangélica, e contínuas tentativas de confiscar propriedades da igreja – estas são todas as peças do quebra-cabeça", disse.

 "Em poucas palavras, há uma tentativa sistemática de privar as igrejas de membresia, literatura, treinamento e desenvolvimento de liderança, comunhão com outros cristãos ao redor do mundo, e o direito a liberdade de religião garantido por alianças internacionais das quais o Irã é signatário", completou Borji.

 Sexta-feira (14), segundo o portal de notícias G1, "cerca de 50,5 milhões de eleitores foram convocados para eleger o sucessor do presidente Mahmud Ahmadinejad, que não pode aspirar a um terceiro mandato consecutivo e cuja reeleição em 2009 havia sido impugnada nas manifestações." Ao longo da semana, a Portas Abertas trará atualizações quanto à situação política no país e os seus efeitos sobre a perseguição aos cristãos.

Fonte:http://www.portasabertas.org.br/
Postado em 16 de junho de 2013

Seguidores

Share

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More